
Falsos pilotos e aviões em chamas: o uso da aviação no tráfico internacional de drogas
Casos recentes na Colômbia, no Brasil e na Argentina expõem a sofisticação logística do narcotráfico, que recorre a disfarces, voos clandestinos e queima de aeronaves para movimentar carregamentos de cocaína.
Um cidadão espanhol foi detido no aeroporto El Dorado, em Bogotá, ao tentar embarcar num voo para Barcelona com cerca de dez quilos de cocaína presos ao corpo sob um uniforme de piloto comercial. Segundo as autoridades colombianas, o homem, identificado como Carlos Barbería Hernando, havia frequentado um curso de pilotagem, mas não possuía habilitação para voar. A droga, acondicionada em pacotes fixados com fita adesiva, seria suficiente para 25 mil doses e, de acordo com os investigadores, destinava-se ao mercado europeu.
No centro-oeste brasileiro, um episódio distinto reforçou o padrão de uso da aviação pelo crime organizado. Um piloto de 32 anos, Henrique Donizeti Ferri, fez um pouso forçado numa área rural de Itarumã, em Goiás, com 343 quilos de cocaína a bordo. Após esconder a carga na mata, ateou fogo ao monomotor Cessna e fugiu. A Polícia Militar localizou familiares do piloto às margens de uma rodovia, que aguardavam para resgatá-lo com um sinal de faróis combinado. Ferri confessou ter realizado três viagens de transporte de droga entre o Mato Grosso, próximo à fronteira com a Bolívia, e Minas Gerais, recebendo R$ 70 mil por cada uma. A Justiça de Goiás converteu a prisão em flagrante em preventiva.
Na província argentina de Salta, a Gendarmería Nacional deteve dois pilotos bolivianos após o pouso de um Cessna 210 em condições suspeitas. O plano de voo indicava origem em Santiago del Estero, mas a investigação apontou que a aeronave partira de Paraná. Os homens abandonaram o aeródromo de Vespucio num carro de aluguer e foram capturados na Ruta 34. Um deles já tinha uma condenação de 20 anos por narcotráfico no Paraguai. Embora não tenham sido encontrados entorpecentes na aeronave, peritos analisam os telemóveis apreendidos em busca de indícios de contrabando internacional.
Observadores em Brasília e em Lisboa notam que os três casos, ocorridos em julho, ilustram a capilaridade das rotas aéreas do tráfico de cocaína, que ligam zonas de produção na Bolívia, na Colômbia e no Peru a centros de consumo na Europa e no Cone Sul. A utilização de pilotos reais ou falsos, o recurso a pistas clandestinas e a destruição de provas pelo fogo são táticas documentadas por agências de segurança da América do Sul. As investigações prosseguem nos três países, com as autoridades a tentarem mapear as redes criminosas por trás de cada operação.
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
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| Imprensa latino-americana | +0.20 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
O falso piloto é um incidente isolado; a segurança aeroportuária funciona.
Foco em uma única apreensão pequena para sugerir que o problema está sob controle, ignorando operações maiores.
Omite a apreensão marítima de 3 toneladas e o piloto que incendiou o avião, o que mostraria uma rede de tráfico muito maior.
As forças de segurança colombianas triunfam contra o narcotráfico em várias frentes.
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A Colômbia intercepta três toneladas de cocaína – um número impressionante.
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