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Tecnologiasábado, 27 de junho de 2026

Apple pressiona Washington para comprar chips de empresa chinesa na lista negra

Gigante tecnológica busca aliviar pressão de custos com memória, mas enfrenta oposição no Congresso e riscos reputacionais.

A Apple está a exercer pressão sobre a administração Trump para obter autorização de compra de chips de memória à chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT), empresa que o Pentágono incluiu na lista negra de entidades com alegados vínculos ao Exército de Libertação Popular. A iniciativa, revelada pelo Financial Times com base em seis fontes, surge num momento de forte subida dos preços das memórias DRAM e NAND, impulsionada pela procura dos centros de dados de inteligência artificial. A fabricante do iPhone já aumentou esta semana os preços de iPads, MacBooks e outros dispositivos, num movimento que eliminou 263 mil milhões de dólares de capitalização bolsista num só dia, e admite não conseguir continuar a absorver integralmente o choque de custos.

A CXMT e a também chinesa YMTC figuram na chamada lista 1260H do Pentágono, que identifica empresas alegadamente ligadas às forças armadas chinesas. Embora a designação não proíba juridicamente a aquisição dos seus componentes, cria um risco reputacional significativo para qualquer cliente. Em fevereiro, o Pentágono chegou a retirar ambas da lista, mas republicou o documento horas depois com as empresas reintegradas, após descontentamento na Casa Branca. A Apple já contactou o Departamento do Comércio há mais de um mês e tem mobilizado aliados em Washington, mas a oposição no Capitólio é frontal: o republicano John Moolenaar, presidente da comissão especial da Câmara sobre a China, classificou a hipótese como “um erro grave”, e o atual secretário de Estado, Marco Rubio, já advertira em 2022 que a Apple “brincava com o fogo” ao ponderar comprar chips à YMTC.

Na perspetiva de analistas de mercado em Wall Street, a diversificação de fornecedores tornou-se crítica para a Apple, atualmente dependente da Micron (EUA) e das sul-coreanas Samsung e SK Hynix. A eventual entrada da CXMT na cadeia de abastecimento poderia aliviar a margem de manobra negocial da empresa, mas observadores em Lisboa e São Paulo notam que o impasse reflete uma tensão mais ampla entre os interesses comerciais das grandes tecnológicas e as restrições geopolíticas impostas por Washington. Para os consumidores dos países lusófonos, onde os produtos da Apple têm peso significativo, a subida de preços já se faz sentir e poderá acentuar-se caso a pressão sobre os custos das memórias persista.

O desfecho do braço de ferro permanece em aberto. A administração ainda não respondeu formalmente ao pedido, e o Congresso sinaliza que qualquer aprovação será alvo de escrutínio cerrado. O próximo marco a observar será a eventual decisão da Casa Branca ou a convocação de audições parlamentares sobre o tema, num contexto em que a indústria global de semicondutores continua a ajustar-se à procura explosiva gerada pela inteligência artificial.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Apple has raised prices on MacBooks and iPads due to soaring memory chip costs, driven by AI data center demand. The company is seeking US approval to buy cheaper chips from Chinese blacklisted firm CXMT to mitigate cost pressure, a move that could ease consumer price increases.

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According to the Financial Times, Apple is lobbying the Trump administration for permission to purchase memory chips from Chinese company CXMT, which is blacklisted by the Pentagon. Russian press reports the story neutrally, highlighting the geopolitical and business implications.

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sábado, 27 de junho de 2026

Apple pressiona Washington para comprar chips de empresa chinesa na lista negra

Gigante tecnológica busca aliviar pressão de custos com memória, mas enfrenta oposição no Congresso e riscos reputacionais.

A Apple está a exercer pressão sobre a administração Trump para obter autorização de compra de chips de memória à chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT), empresa que o Pentágono incluiu na lista negra de entidades com alegados vínculos ao Exército de Libertação Popular. A iniciativa, revelada pelo Financial Times com base em seis fontes, surge num momento de forte subida dos preços das memórias DRAM e NAND, impulsionada pela procura dos centros de dados de inteligência artificial. A fabricante do iPhone já aumentou esta semana os preços de iPads, MacBooks e outros dispositivos, num movimento que eliminou 263 mil milhões de dólares de capitalização bolsista num só dia, e admite não conseguir continuar a absorver integralmente o choque de custos.

A CXMT e a também chinesa YMTC figuram na chamada lista 1260H do Pentágono, que identifica empresas alegadamente ligadas às forças armadas chinesas. Embora a designação não proíba juridicamente a aquisição dos seus componentes, cria um risco reputacional significativo para qualquer cliente. Em fevereiro, o Pentágono chegou a retirar ambas da lista, mas republicou o documento horas depois com as empresas reintegradas, após descontentamento na Casa Branca. A Apple já contactou o Departamento do Comércio há mais de um mês e tem mobilizado aliados em Washington, mas a oposição no Capitólio é frontal: o republicano John Moolenaar, presidente da comissão especial da Câmara sobre a China, classificou a hipótese como “um erro grave”, e o atual secretário de Estado, Marco Rubio, já advertira em 2022 que a Apple “brincava com o fogo” ao ponderar comprar chips à YMTC.

Na perspetiva de analistas de mercado em Wall Street, a diversificação de fornecedores tornou-se crítica para a Apple, atualmente dependente da Micron (EUA) e das sul-coreanas Samsung e SK Hynix. A eventual entrada da CXMT na cadeia de abastecimento poderia aliviar a margem de manobra negocial da empresa, mas observadores em Lisboa e São Paulo notam que o impasse reflete uma tensão mais ampla entre os interesses comerciais das grandes tecnológicas e as restrições geopolíticas impostas por Washington. Para os consumidores dos países lusófonos, onde os produtos da Apple têm peso significativo, a subida de preços já se faz sentir e poderá acentuar-se caso a pressão sobre os custos das memórias persista.

O desfecho do braço de ferro permanece em aberto. A administração ainda não respondeu formalmente ao pedido, e o Congresso sinaliza que qualquer aprovação será alvo de escrutínio cerrado. O próximo marco a observar será a eventual decisão da Casa Branca ou a convocação de audições parlamentares sobre o tema, num contexto em que a indústria global de semicondutores continua a ajustar-se à procura explosiva gerada pela inteligência artificial.

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Apple has raised prices on MacBooks and iPads due to soaring memory chip costs, driven by AI data center demand. The company is seeking US approval to buy cheaper chips from Chinese blacklisted firm CXMT to mitigate cost pressure, a move that could ease consumer price increases.

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According to the Financial Times, Apple is lobbying the Trump administration for permission to purchase memory chips from Chinese company CXMT, which is blacklisted by the Pentagon. Russian press reports the story neutrally, highlighting the geopolitical and business implications.

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