
Canadá supera África do Sul no último lance e faz história na Copa do Mundo de 2026
Um golo de Stephen Eustáquio aos 92 minutos deu à equipa da casa a primeira vitória em mata‑mata e coloca o coanfitrião à espera do vencedor do duelo entre Países Baixos e Marrocos.
A estreia do Canadá em jogos eliminatórios de um Campeonato do Mundo terminou com um desfecho que o país perseguia há décadas. Um remate certeiro de Stephen Eustáquio, já no segundo minuto dos descontos, derrubou a resistência sul‑africana (1-0) e garantiu lugar nos oitavos de final do torneio alargado a 48 seleções. Em Los Angeles, longe do seu público, os canadianos souberam contornar um adversário que se fechou em bloco baixo durante os 90 minutos e só cedeu quando o prolongamento parecia inevitável.
Ao longo do encontro, o Canadá amontoou oportunidades — 18 remates, oito deles enquadrados — contra uma África do Sul que apostou tudo na organização defensiva e em saídas esporádicas em contra‑ataque. Derek Cornelius e Moïse Bombito tiveram cabeceamentos perigosos, um deles salvo em cima da linha por Aubrey Modiba, e Tajon Buchanan ficou perto do golo num ressalto travado pelo guarda‑redes Ronwen Williams. Ainda antes do intervalo, Richie Laryea reclamou penálti, mas a decisão de campo, mantida pelo VAR, gerou protestos.
A entrada de Alphonso Davies aos 75 minutos — a sua primeira aparição neste Mundial, após lesão — deu nova energia ao ataque da «folha de ácer». O capitão criou dois lances de perigo imediato, servindo Promise David e Jonathan David, mas a pontaria continuava a falhar. A África do Sul, que também fazia a sua estreia em rondas a eliminar, segurava o nulo com uma disciplina que analistas em Brasília compararam ao futebol pragmático de equipas africanas que têm surpreendido no torneio.
Quando o relógio já passava os 91 minutos, um centro da direita foi aliviado pela defesa sul‑africana e sobrou para Eustáquio na meia‑lua. O médio, emprestado pelo FC Porto ao Los Angeles FC, dominou de peito e disparou de primeira, colocado, para o canto inferior esquerdo. O estádio explodiu e o banco canadiano invadiu o relvado, celebrando um triunfo que encerrava um jejum de participações sem passar da fase de grupos.
Com o apuramento, o Canadá regressa a Houston no próximo sábado, onde defrontará o vencedor do embate entre Países Baixos e Marrocos. Para a África do Sul, resta a consolação de ter integrado a leva recorde de nove seleções africanas nos 32 avos de final — um reflexo do crescimento do continente no futebol global, acompanhado com atenção por observadores em Lisboa e nos países lusófonos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A fase de mata-mata começa com um duelo histórico entre África do Sul e Canadá, ambos em águas desconhecidas. Depois de uma fase de grupos cheia de surpresas, o torneio entra nos jogos de vida ou morte. A partida no SoFi Stadium promete pressão total, com só o vencedor seguindo em frente.
Nos 16 avos de final, África do Sul e Canadá se enfrentam em uma estreia histórica no mata-mata para ambos. O Canadá chega como leve favorito, impulsionado pelo apoio da torcida local e por nomes como Alphonso Davies. O jogo oferece às duas seleções uma chance rara de estender sua jornada na Copa do Mundo.
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