
Aeronave ligeira atinge o edifício mais alto de Pequim e silêncio oficial alimenta incerteza
O impacto contra a torre CITIC, no distrito financeiro de Guomao, provocou a queda de destroços e a evacuação do prédio, mas as autoridades chinesas ainda não confirmaram vítimas nem a origem do acidente.
Uma aeronave de pequeno porte colidiu na tarde de sexta-feira (26) com o China Zun, o arranha-céus mais alto de Pequim, com 528 metros e 109 andares, situado no centro financeiro da capital chinesa. Imagens que circularam em redes sociais mostram o momento do impacto contra os andares superiores da torre CITIC, a queda de fragmentos metálicos e de vidro sobre a via pública e a evacuação de ocupantes. Testemunhas relataram à agência EFE um forte estrondo por volta das 17h40 locais (6h40 em Brasília) e descreveram um grande dispositivo policial, com dezenas de viaturas, ambulâncias e o encerramento de ruas nas imediações. Até ao fecho desta edição, não havia qualquer confirmação oficial sobre vítimas mortais ou feridos, e as autoridades de Pequim não tinham emitido comunicados sobre as circunstâncias do sucedido.
Segundo o testemunho de uma funcionária do edifício ao South China Morning Post, a evacuação foi ordenada de urgência, sem que muitos pudessem recolher pertences. A cauda da aeronave e os destroços danificaram o vidro traseiro de um táxi que circulava nas proximidades. A matrícula visível em fotografias sugere que se tratava de um avião ligeiro desportivo de fabrico nacional, um Sunward SA 60L Aurora, pertencente a uma empresa local de aviação geral, de acordo com a análise de especialistas citados pela CNN. Dados não verificados da plataforma Flightradar24 indicavam uma trajetória com um desvio acentuado antes da colisão. A Reuters reportou a ausência de um grande painel de vidro numa das plantas superiores da fachada, enquanto outras fontes mencionavam dois janelões partidos e fumo espesso no rés-do-chão.
O silêncio das autoridades contrastou com a rápida disseminação de vídeos e relatos nas plataformas internacionais, mas, dentro da China, os utilizadores do Weibo e do WeChat denunciaram o desaparecimento de publicações e a inacessibilidade de etiquetas relacionadas com o incidente poucos minutos depois de se tornarem tendência. "Se não aconteceu nada de grave, porque estão a apagar os comentários?", questionou um internauta, numa mensagem também ela removida. Na perspetiva de analistas em Lisboa, a censura instantânea reflete o controlo estatal da narrativa em momentos de crise, um padrão já observado em acidentes anteriores no país. Observadores em Brasília notam que, em contraste com a transparência exigida em ocorrências aeronáuticas no Brasil, a opacidade das autoridades chinesas prolonga a incerteza e alimenta especulações.
Inaugurada em 2018, a torre CITIC — cuja silhueta evoca um antigo vaso cerimonial chinês — alberga a sede do conglomerado estatal CITIC Group, dezenas de andares de escritórios, apartamentos de luxo e um hotel de alto padrão, sendo um dos símbolos do poderio económico do país. O acidente ocorre numa cidade sujeita a rigorosas restrições de espaço aéreo, incluindo a proibição de drones sem autorização governamental desde maio. A forte presença policial no local, com agentes a impedir a captação de imagens, e a ausência de uma versão oficial mantêm o caso em aberto. As investigações estão em curso, e as autoridades chinesas não se pronunciaram sobre as causas do embate nem sobre o número de ocupantes da aeronave.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
2 grupos editoriais · 9 idiomas
Um momento aterrorizante: uma aeronave ligeira chocou contra o arranha-céus China Zun de 518 metros em Pequim, partindo janelas e espalhando destroços. Uma fumaça densa subiu do rés-do-chão e o número de vítimas permanece desconhecido. O edifício foi evacuado em meio ao caos.
Uma pequena aeronave atingiu os andares superiores da Torre CITIC, o edifício mais alto de Pequim. Destroços caíram na área envolvente e os ocupantes foram evacuados. As autoridades ainda não divulgaram pormenores sobre a causa ou vítimas.
Amplie o olhar
Coreia do Norte testa mísseis e Sul treina 500 mil ‘soldados-drone’
10 idiomas · 22 veículos
De Economy & MarketsVolkswagen prepara corte de até 100 mil empregos e fecho de quatro fábricas na Alemanha
10 idiomas · 20 veículos
De TechnologyOperações transnacionais expõem hackers acusados de prejuízos bilionários nos EUA e na Argentina
4 idiomas · 8 veículos