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Esportesexta-feira, 26 de junho de 2026

Uruguai cai na fase de grupos do Mundial 2026; Bielsa assume culpa e deixa futuro incerto

Derrota por 1 a 0 para a Espanha, precedida de reunião tensa com o elenco, elimina a Celeste e aprofunda a crise do treinador argentino.

O Uruguai foi eliminado do Mundial de 2026 ainda na primeira fase, ao perder por 1 a 0 para a Espanha no Estádio Guadalajara, no México. O resultado deixou a Celeste com apenas dois pontos no Grupo H, depois de empates com Arábia Saudita (1-1) e Cabo Verde (2-2), e selou a segunda eliminação consecutiva na fase de grupos – repetindo o fracasso do Catar em 2022. O golo espanhol nasceu de um erro do guarda-redes Fernando Muslera, que deixou escapar um remate de Álex Baena aos 42 minutos do primeiro tempo. Muslera, que já falhara nos jogos anteriores, pediu para ser substituído ao intervalo, decisão confirmada pelo treinador Marcelo Bielsa.

A atuação em campo foi ofuscada por uma crise interna que explodiu na véspera do jogo decisivo. A imprensa uruguaia revelou que os capitães Federico Valverde, Rodrigo Bentancur, Manuel Ugarte e Sergio Rochet solicitaram uma reunião privada com Bielsa para transmitir o descontentamento do plantel. Os jogadores queixaram-se da intensidade dos treinos, que consideraram excessiva e causadora de desgaste físico, e propuseram uma abordagem tática de bloco baixo e contra-ataque contra a Espanha, oposta ao estilo de pressão alta do treinador. Bielsa rejeitou a sugestão e, numa assembleia alargada a todo o grupo, discursou durante 48 minutos ininterruptos, recordando conflitos anteriores e insinuando que setores do grupo já tinham tentado afastá-lo. Vários futebolistas abandonaram a sala antes do fim, e o defesa Ronald Araújo terá dito: “Deus queira que passemos, mas isto já não se aguenta mais”.

Após o apito final, a tensão extravasou para a zona mista. Bielsa gritou “Dale de una vez!” a um jornalista que demorava a iniciar a entrevista, num momento captado pelas câmaras e que correu o mundo. Na conferência de imprensa, o técnico argentino assumiu toda a responsabilidade, afirmando que “não consegui potenciar o poderio que o Uruguai tinha nos seus jogadores” e que “de sete pontos que merecíamos ganhar, obtivemos dois”. Questionado sobre o legado do seu ciclo de três anos, foi taxativo: “Não deixo nada ao futebol uruguaio. O quarto lugar nas eliminatórias não teve valor, o terceiro lugar na Copa América não teve valor e, obviamente, esta atuação não preciso de a qualificar”.

A análise da imprensa argentina e de observadores europeus sublinha a dimensão do colapso. O diário Clarín descreveu a saída de Valverde aos 11 minutos do segundo tempo – substituído por Federico Viñas – como um sinal de que “por dentro está tudo partido”. Bielsa justificou a troca pela necessidade de maior presença ofensiva, mas o gesto do médio do Real Madrid, que abandonou o campo sem cumprimentar o treinador, alimentou as leituras de rutura. A eliminação uruguaia abriu caminho para a histórica qualificação de Cabo Verde, que, com três empates, garantiu o segundo lugar do grupo e estará nos 16 avos de final, um feito celebrado na África lusófona.

Com o contrato a expirar e sem intenção de renovar, Bielsa deverá deixar o cargo em breve. Um dirigente da Associação Uruguaia de Futebol, citado pela imprensa local, estimou que a saída ocorrerá em menos de um mês. O Uruguai regressa a casa sem vitórias e com a sensação de que um ciclo promissor se desfez antes do tempo, enquanto a Espanha, primeira do grupo, segue para enfrentar Áustria ou Argélia na próxima fase.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continentalImprensa latino-americana
Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
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A imprensa espanhola retrata a revolta dos jogadores uruguaios como um golpe de Estado contra o técnico Bielsa, com o capitão Valverde no centro da tormenta. A súbita explosão de conflito interno ameaça atrapalhar a equipe às vésperas do confronto decisivo com a Espanha.

Imprensa latino-americana/ Mercado
AlarmeUrgência

Os veículos latino-americanos descrevem uma reunião tensíssima entre os líderes do elenco e Bielsa, com os jogadores exaustos pedindo mudanças que foram negadas. A rebelião interna é retratada como uma bomba-relógio que pode explodir a partida contra a Espanha e toda a campanha na Copa.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Uruguai cai na fase de grupos do Mundial 2026; Bielsa assume culpa e deixa futuro incerto

Derrota por 1 a 0 para a Espanha, precedida de reunião tensa com o elenco, elimina a Celeste e aprofunda a crise do treinador argentino.

O Uruguai foi eliminado do Mundial de 2026 ainda na primeira fase, ao perder por 1 a 0 para a Espanha no Estádio Guadalajara, no México. O resultado deixou a Celeste com apenas dois pontos no Grupo H, depois de empates com Arábia Saudita (1-1) e Cabo Verde (2-2), e selou a segunda eliminação consecutiva na fase de grupos – repetindo o fracasso do Catar em 2022. O golo espanhol nasceu de um erro do guarda-redes Fernando Muslera, que deixou escapar um remate de Álex Baena aos 42 minutos do primeiro tempo. Muslera, que já falhara nos jogos anteriores, pediu para ser substituído ao intervalo, decisão confirmada pelo treinador Marcelo Bielsa.

A atuação em campo foi ofuscada por uma crise interna que explodiu na véspera do jogo decisivo. A imprensa uruguaia revelou que os capitães Federico Valverde, Rodrigo Bentancur, Manuel Ugarte e Sergio Rochet solicitaram uma reunião privada com Bielsa para transmitir o descontentamento do plantel. Os jogadores queixaram-se da intensidade dos treinos, que consideraram excessiva e causadora de desgaste físico, e propuseram uma abordagem tática de bloco baixo e contra-ataque contra a Espanha, oposta ao estilo de pressão alta do treinador. Bielsa rejeitou a sugestão e, numa assembleia alargada a todo o grupo, discursou durante 48 minutos ininterruptos, recordando conflitos anteriores e insinuando que setores do grupo já tinham tentado afastá-lo. Vários futebolistas abandonaram a sala antes do fim, e o defesa Ronald Araújo terá dito: “Deus queira que passemos, mas isto já não se aguenta mais”.

Após o apito final, a tensão extravasou para a zona mista. Bielsa gritou “Dale de una vez!” a um jornalista que demorava a iniciar a entrevista, num momento captado pelas câmaras e que correu o mundo. Na conferência de imprensa, o técnico argentino assumiu toda a responsabilidade, afirmando que “não consegui potenciar o poderio que o Uruguai tinha nos seus jogadores” e que “de sete pontos que merecíamos ganhar, obtivemos dois”. Questionado sobre o legado do seu ciclo de três anos, foi taxativo: “Não deixo nada ao futebol uruguaio. O quarto lugar nas eliminatórias não teve valor, o terceiro lugar na Copa América não teve valor e, obviamente, esta atuação não preciso de a qualificar”.

A análise da imprensa argentina e de observadores europeus sublinha a dimensão do colapso. O diário Clarín descreveu a saída de Valverde aos 11 minutos do segundo tempo – substituído por Federico Viñas – como um sinal de que “por dentro está tudo partido”. Bielsa justificou a troca pela necessidade de maior presença ofensiva, mas o gesto do médio do Real Madrid, que abandonou o campo sem cumprimentar o treinador, alimentou as leituras de rutura. A eliminação uruguaia abriu caminho para a histórica qualificação de Cabo Verde, que, com três empates, garantiu o segundo lugar do grupo e estará nos 16 avos de final, um feito celebrado na África lusófona.

Com o contrato a expirar e sem intenção de renovar, Bielsa deverá deixar o cargo em breve. Um dirigente da Associação Uruguaia de Futebol, citado pela imprensa local, estimou que a saída ocorrerá em menos de um mês. O Uruguai regressa a casa sem vitórias e com a sensação de que um ciclo promissor se desfez antes do tempo, enquanto a Espanha, primeira do grupo, segue para enfrentar Áustria ou Argélia na próxima fase.

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AlarmeIndignação

A imprensa espanhola retrata a revolta dos jogadores uruguaios como um golpe de Estado contra o técnico Bielsa, com o capitão Valverde no centro da tormenta. A súbita explosão de conflito interno ameaça atrapalhar a equipe às vésperas do confronto decisivo com a Espanha.

Imprensa latino-americana/ Mercado
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Os veículos latino-americanos descrevem uma reunião tensíssima entre os líderes do elenco e Bielsa, com os jogadores exaustos pedindo mudanças que foram negadas. A rebelião interna é retratada como uma bomba-relógio que pode explodir a partida contra a Espanha e toda a campanha na Copa.

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