
RD Congo vira sobre Uzbequistão e marca encontro com a Inglaterra nos 16avos
Afastada dos Mundiais desde 1974, a RD Congo derrotou o Uzbequistão por 3-1, de virada, e medirá forças com a Inglaterra nos 16avos de final.
A República Democrática do Congo inscreveu, na noite de sábado em Atlanta, o capítulo mais memorável da sua história no futebol mundial. Depois de uma ausência de 52 anos, a seleção africana regressou à Copa do Mundo em 2026 e selou pela primeira vez a passagem à fase a eliminar, com uma reviravolta vibrante sobre o Uzbequistão (3-1). Yoane Wissa, com dois golos na segunda parte, e Fiston Mayele, que virou o marcador, foram os heróis de uma noite que terminará com um confronto com a Inglaterra nos dezasseis avos de final.
O jogo começou com os uzbekes, estreantes no torneio, a surpreender: aos 10 minutos, Eldor Shomurodov aproveitou um passe longo e, com um chapéu delicado, bateu o guarda-redes Mpasi. O Congo viu um golo de Mbuku anulado pelo VAR aos 17 minutos, por falta no início da jogada. A segunda parte trouxe um cenário diferente. Um penálti cometido sobre Wissa, assinalado aos 68 minutos, permitiu ao avançado do Newcastle restabelecer a igualdade. Pouco depois, aos 78′, Mayele desviou um remate desviado de Elia e fez explodir a maioria congolesa no Mercedes-Benz Stadium. Já nos descontos, Wissa finalizou com um remate em arco da entrada da área, confirmando o triunfo e o terceiro golo pessoal na competição.
O resultado colocou a RD Congo no terceiro lugar do Grupo K, atrás de Colômbia e Portugal, mas bastou para garantir um lugar entre os oito melhores terceiros. Será a primeira vez que os Leopardos disputam um mata-mata mundialista, depois de, como Zaire, em 1974, terem sofrido uma derrota humilhante por 9-0 frente à Jugoslávia. Agora, enfrentam uma Inglaterra que venceu o Grupo L, num embate que, para o técnico Sébastien Desabre, representa mais uma oportunidade de surpreender. O Uzbequistão, orientado por Fabio Cannavaro, despediu-se sem pontos e com onze golos sofridos, mas com a honra de ter estado em vantagem durante largos minutos.
O feito congolês insere-se num Mundial em que as seleções africanas têm brilhado, com oito das dez já apuradas para a fase seguinte e apenas a Tunísia eliminada até ao momento. Na África lusófona, o exemplo de Cabo Verde, também surpresa nos oitavos, ecoa com entusiasmo. Em Nairobi e Acra, a imprensa sublinhou a resiliência da equipa de Desabre; no Brasil, o jornalismo esportivo comparou a virada à de outras zebras históricas; em Portugal, onde há forte comunidade congolesa, o destaque recaiu sobre a afirmação de Wissa, que assim redime uma temporada discreta no campeonato inglês. O próximo adversário, a Inglaterra, agendado para quarta-feira em Atlanta, será o juiz da continuidade deste conto de fadas africano.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A RD Congo protagonizou uma reviravolta sensacional para garantir a sua primeira presença na fase a eliminar de um Campeonato do Mundo, acabando com uma espera de 52 anos. A vitória desencadeou festejos loucos entre os adeptos congoleses e prepara um confronto histórico com a Inglaterra.
A vitória de reviravolta da RD Congo prepara um encontro com a Inglaterra nos 16 avos de final, com Yoane Wissa a emergir como uma ameaça chave. O foco agora muda para a forma como a Inglaterra vai lidar com o ímpeto da equipa africana na fase a eliminar.
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