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sábado, 13 de junho de 2026

Acordo EUA-Irã pode limitar operações israelenses no Líbano, mas tropas não se retirarão

Fontes israelenses indicam que o exército se prepara para cessar avanços terrestres no sul do Líbano como parte de um acordo entre Washington e Teerã, mas mantém zona de segurança.

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um acordo com o Irã será assinado no domingo gerou ondas de choque no Oriente Médio, com implicações diretas para o conflito no Líbano. Segundo fontes de segurança israelenses citadas pela imprensa do regime, o exército israelense se prepara para interromper as operações terrestres no sul do Líbano como parte do entendimento em curso entre Washington e Teerã. A medida, no entanto, não implica uma retirada das tropas da chamada “zona de segurança” que controlam na região, cujo futuro será decidido em negociações futuras com os libaneses, previstas para ocorrer nos Estados Unidos nas próximas semanas.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que o acordo abrange o Líbano e que Teerã não abandonará o Hezbollah. Em contraste, Trump declarou que sua relação com o Irã é “muito melhor” do que a de administrações anteriores e que o novo pacto é o oposto do acordo nuclear de 2015, que classificou como um caminho fácil para Teerã obter a bomba. O presidente americano também sugeriu que os EUA poderão, no futuro, extrair “poeira nuclear” iraniana enterrada no subsolo, uma vez que a calma seja restabelecida.

Em Tel Aviv, o clima é de cautela. O canal israelense Kan reportou que círculos militares consideram o momento atual como “decisivo”, possivelmente os últimos dias em que o exército poderá realizar manobras terrestres em larga escala no Líbano. Apesar da preparação para cessar o avanço, fontes de segurança israelenses deixaram claro que não haverá retirada da zona de segurança sem contrapartidas negociadas. O primeiro-ministro britânico também manteve contato com o presidente iraniano, sinalizando o envolvimento europeu nas tratativas.

Enquanto isso, no terreno, o exército israelense anunciou ter eliminado sete membros do Hezbollah no sul do Líbano no sábado, em operações que destruíram infraestrutura e depósitos de munição. A agência iraniana Fars criticou Araghchi por não responder às alegações de Trump, evidenciando tensões internas no Irã. Observadores em Lisboa notam que o acordo, se concretizado, pode reconfigurar o equilíbrio de poder na região, mas alertam que a recusa israelense em abandonar a zona de segurança mantém viva a possibilidade de novos confrontos. Em Brasília, analistas acompanham com atenção os desdobramentos, dado o impacto potencial nos preços do petróleo e na estabilidade do Oriente Médio, região de interesse estratégico para o Brasil.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Arab Levantine and Maghreb media report with concern that Israel is preparing to halt ground operations in Lebanon as part of a nascent US-Iran deal, but stress that Tel Aviv will not withdraw from the security zone in southern Lebanon, leaving the issue unresolved. They highlight the risk that the agreement may legitimize Israeli presence and that future talks may not yield true Lebanese sovereignty. The tone is critical of the deal's ambiguities.

Imprensa iraniana e afins/ Regime
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Iranian media frame the news as evidence of the pressure exerted by the Iran deal on Israeli operations, but emphasize that Israel maintains its excessive demands, refusing to withdraw from the security zone. They highlight Iran's role in curbing Israeli aggression, yet also note the persistence of Israeli demands. The tone is cautious and skeptical of Israel's true intentions.

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sábado, 13 de junho de 2026

Acordo EUA-Irã pode limitar operações israelenses no Líbano, mas tropas não se retirarão

Fontes israelenses indicam que o exército se prepara para cessar avanços terrestres no sul do Líbano como parte de um acordo entre Washington e Teerã, mas mantém zona de segurança.

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um acordo com o Irã será assinado no domingo gerou ondas de choque no Oriente Médio, com implicações diretas para o conflito no Líbano. Segundo fontes de segurança israelenses citadas pela imprensa do regime, o exército israelense se prepara para interromper as operações terrestres no sul do Líbano como parte do entendimento em curso entre Washington e Teerã. A medida, no entanto, não implica uma retirada das tropas da chamada “zona de segurança” que controlam na região, cujo futuro será decidido em negociações futuras com os libaneses, previstas para ocorrer nos Estados Unidos nas próximas semanas.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que o acordo abrange o Líbano e que Teerã não abandonará o Hezbollah. Em contraste, Trump declarou que sua relação com o Irã é “muito melhor” do que a de administrações anteriores e que o novo pacto é o oposto do acordo nuclear de 2015, que classificou como um caminho fácil para Teerã obter a bomba. O presidente americano também sugeriu que os EUA poderão, no futuro, extrair “poeira nuclear” iraniana enterrada no subsolo, uma vez que a calma seja restabelecida.

Em Tel Aviv, o clima é de cautela. O canal israelense Kan reportou que círculos militares consideram o momento atual como “decisivo”, possivelmente os últimos dias em que o exército poderá realizar manobras terrestres em larga escala no Líbano. Apesar da preparação para cessar o avanço, fontes de segurança israelenses deixaram claro que não haverá retirada da zona de segurança sem contrapartidas negociadas. O primeiro-ministro britânico também manteve contato com o presidente iraniano, sinalizando o envolvimento europeu nas tratativas.

Enquanto isso, no terreno, o exército israelense anunciou ter eliminado sete membros do Hezbollah no sul do Líbano no sábado, em operações que destruíram infraestrutura e depósitos de munição. A agência iraniana Fars criticou Araghchi por não responder às alegações de Trump, evidenciando tensões internas no Irã. Observadores em Lisboa notam que o acordo, se concretizado, pode reconfigurar o equilíbrio de poder na região, mas alertam que a recusa israelense em abandonar a zona de segurança mantém viva a possibilidade de novos confrontos. Em Brasília, analistas acompanham com atenção os desdobramentos, dado o impacto potencial nos preços do petróleo e na estabilidade do Oriente Médio, região de interesse estratégico para o Brasil.

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