
A última batida de MAAHEZ: a morte do filho de Aylín Mujica e o luto que uniu a América Latina
Mauro Menéndez, DJ de 30 anos, morreu em Barbados após uma pneumonia ignorada; a dor da atriz cubana ecoou de Miami à Cidade do México.
No dia 7 de julho, Mauro Menéndez publicou uma série de fotografias num estúdio de gravação, rodeado de sintetizadores e consolas, com a legenda “REAL MUSIC”. Dez dias depois, o corpo do DJ e produtor de 30 anos era velado em Barbados, enquanto a mãe, a atriz cubana Aylín Mujica, aterrissava na ilha para reconhecer os restos mortais e iniciar os trâmites de traslado para Miami. A imagem do jovem debruçado sobre os equipamentos, em plena atividade criativa, contrasta com o silêncio que se seguiu: uma pneumonia que a família tentara conter, um pedido materno para que não viajasse, e um infarto que, segundo as primeiras informações, selou o desfecho na noite de 16 de julho.
A notícia atravessou o Caribe e as redes sociais em poucas horas. Osamu Menéndez, músico cubano e pai de Mauro, foi o primeiro a quebrar o silêncio com uma mensagem no Facebook: “Perdónenme, no puedo hablar, mi hijo Mauro murió anoche y estoy destrozado. Voy en el avión a buscar su cuerpo”. A atriz, que estava em Bogotá a gravar o reality Top Chef VIP, abandonou a produção e viajou de imediato. Só mais tarde, num comentário a uma publicação do programa Al Rojo Vivo, escreveu: “Muchas gracias familia, sólo puedo decir que estoy devastada”, acompanhado de um emoji de coração partido. A confirmação oficial chegou pela Telemundo, emissora que a tem como “apreciada integrante” e que suspendeu temporariamente as gravações.
A perda ecoou com particular intensidade no universo do entretenimento latino-americano, onde Mujica construiu uma carreira de três décadas como vilã de telenovelas e apresentadora. Maribel Guardia, que em 2023 perdeu o filho Julián Figueroa de forma igualmente súbita, publicou: “Hoy lloro contigo, querida Aylín Mujica. Ninguna madre debería despedir a un hijo”. Laura Zapata, companheira de elenco em Secretos de Villanas, telefonou-lhe e descreveu-a como “destrozada”. Nos círculos da imprensa mexicana, a tragédia reavivou o debate sobre os riscos de infeções respiratórias subestimadas por jovens adultos, ao mesmo tempo que expôs a rede de solidariedade entre figuras que partilham o luto materno.
Mauro Menéndez, que atuava sob o nome artístico MAAHEZ, movia-se num circuito de música eletrónica que ia de Miami a Ibiza, com colaborações que incluíam DVBBS e Jenn Morel. A sua última publicação, com a frase “REAL MUSIC”, permanece como um vestígio de uma carreira em ascensão e de uma vida interrompida. Enquanto a família aguardava o regresso do corpo a Miami, onde os irmãos Alejandro e Violeta esperavam, a imagem do pai a bordo de um avião, “destrozado”, a caminho de buscar o filho, condensava a dimensão íntima de uma notícia que, por instantes, suspendeu a rotina do espetáculo.
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