
Zaluzhnyi comunica a Zelensky que disputará eleições presidenciais na Ucrânia
Ex-comandante-chefe das Forças Armadas aceita desafio e confirma candidatura em encontro em Kiev, enquanto círculo do presidente discute viabilidade do pleito no outono.
O antigo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Valerii Zaluzhnyi, comunicou pessoalmente ao presidente Volodymyr Zelensky que pretende candidatar-se às eleições presidenciais, caso estas se realizem no outono. O encontro, confirmado por fontes próximas de ambos os lados citadas pela imprensa ucraniana, ocorreu em Kiev na semana passada, tendo como pretexto formal a preparação para a demissão do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Durante a conversa, Zelensky perguntou diretamente se Zaluzhnyi concorreria, obtendo como resposta: “Sim. Vou concorrer.”
Segundo relatos que circulam em Kiev, o presidente ucraniano tentara antes dissuadir o antigo general, sublinhando o risco de uma cisão na sociedade em pleno esforço de guerra. O gabinete presidencial estaria disposto a oferecer a Zaluzhnyi praticamente qualquer cargo governamental, incluindo o de primeiro-ministro, mas a recusa foi categórica. Em paralelo, Zelensky reuniu-se na sua residência de campo com o chefe do gabinete, Kyrylo Budanov, o secretário do Conselho de Segurança e Defesa, Rustem Umerov, o líder da bancada presidencial, David Arakhamia, e outros altos responsáveis para avaliar a oportunidade de convocar eleições ainda este ano, apoiando-se em sondagens internas que mostram uma interrupção da queda da sua popularidade.
Na perspetiva de analistas em Moscovo, a movimentação de Zaluzhnyi representa uma ameaça direta à continuidade de Zelensky, interpretação partilhada por deputados da Duma que recordam a popularidade do general como motivo para o seu afastamento do comando militar em fevereiro de 2024 e a sua nomeação como embaixador em Londres. Observadores em capitais europeias, por seu turno, notam que Zaluzhnyi mantém uma imagem de herói nacional, forjada na resistência inicial à invasão russa, e que a sua entrada na corrida eleitoral altera o equilíbrio de forças. Dados de inquéritos reservados, citados por vários órgãos de comunicação, indicam que, num primeiro turno, Zelensky obteria 33% dos votos, contra 22% de Zaluzhnyi e 14% de Budanov; num eventual segundo turno, Zaluzhnyi venceria por 37% contra 32%.
A legislação ucraniana mantém suspensa a realização de eleições enquanto vigorar a lei marcial, decretada após a invasão de fevereiro de 2022. Apesar disso, o debate sobre a legitimidade e o calendário eleitoral intensificou-se nos últimos meses, com setores da sociedade civil e parceiros ocidentais a defenderem a necessidade de renovação democrática, enquanto o executivo pondera a janela de oportunidade criada pela estabilização parcial da frente de batalha. O dossier permanece em aberto, sem anúncio oficial de data, mas a confirmação da candidatura de Zaluzhnyi e as reuniões fechadas da cúpula do poder sinalizam que a preparação para um eventual ato eleitoral já está em curso.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Uma dramática luta pelo poder está a desenrolar-se no topo da liderança da Ucrânia. O antigo comandante-em-chefe Valery Zaluzhny, aclamado como o 'General de Ferro' que salvou o país, disse ao Presidente Zelensky que o desafiará nas eleições presidenciais, preparando o terreno para um terramoto político. As relações entre os dois ícones da guerra desmoronaram-se em suspeita e tensão, com Zaluzhny a revelar que, em 2022, agentes dos serviços de segurança invadiram o seu gabinete, fazendo-o sentir-se pessoalmente ameaçado.
O antigo comandante-em-chefe Valery Zaluzhny confirmou a sua disponibilidade para concorrer à presidência caso se realizem eleições, na sequência de uma pergunta direta do Presidente Zelensky. Separadamente, fontes noticiam que Zelensky manteve uma reunião à porta fechada com altos funcionários para discutir a possibilidade de realizar eleições ainda este ano, sendo o aumento da popularidade do presidente apontado como tema central.
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