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Esportesábado, 4 de julho de 2026

Vingegaard veste o primeiro amarelo do Tour 2026 em triunfo da Visma sobre Pogacar

Dinamarquês abre 12 segundos sobre o esloveno após contrarrelógio por equipas em Barcelona; mexicano Isaac del Toro surpreende em sexto, e latino-americanos perdem terreno na abertura.

Jonas Vingegaard envergou a camisola amarela na estreia da 113.ª edição do Tour de França, ao comandar a Visma-Lease a Bike na vitória no contrarrelógio por equipas de 19,6 quilómetros em Barcelona. A formação neerlandesa cravou 21 minutos e 47 segundos, oito a menos do que a Netcompany Ineos, de Filippo Ganna, e 12 de vantagem sobre a UAE Emirates, do campeão em título, Tadej Pogačar. O percurso, plano na primeira metade mas encerrado com duas curtas ascensões à colina de Montjuïc, foi palco de um desfecho explosivo: Vingegaard, lançado por Matteo Jorgenson e Davide Piganzoli, arrancou nos últimos 800 metros para selar o triunfo e recuperar a liderança que não ostentava desde o seu segundo Tour, em 2023.

A imprensa espanhola sublinhou o revés da Ineos, que perdeu o seu finalizador designado, Kévin Vauquelin, devido a um furo, forçando Ganna a um esforço máximo até à meta. Já os analistas italianos destacaram a entrega do campeão mundial de contrarrelógio, exausto ao cortar a linha. Pogačar, por sua vez, lançou um ataque fulminante na rampa final, deixando o seu gregário mexicano Isaac del Toro para trás, mas os 12 segundos perdidos foram vistos em França como um primeiro golpe psicológico de Vingegaard na luta pelo pentacampeonato. Ainda assim, o esloveno conquistou a camisola da montanha e garantiu ter “pernas de trepador” para as etapas seguintes.

Na perspetiva latino-americana, a jornada trouxe brilho e frustração. O mexicano Isaac del Toro, na sua estreia na Grande Boucle, terminou em sexto lugar individual, a 26 segundos do líder, e foi saudado por adeptos mexicanos com “Cielito Lindo” à saída da prova. Já a imprensa colombiana lamentou o atraso dos seus representantes: Egan Bernal, campeão de 2019, cedeu mais de três minutos, enquanto Sergio Higuita foi o melhor do país, no 54.º posto, a 2 minutos e 18 segundos. O jovem francês Paul Seixas, por sua vez, estreou-se com um sólido 10.º lugar, a 39 segundos, deixando boas indicações para a geral.

A etapa inaugural, a primeira a utilizar o formato de contrarrelógio por equipas com tempos individuais desde 1971, também expôs dificuldades de outros candidatos. O espanhol Juan Ayuso (Lidl-Trek) perdeu um valioso aliado com o furo de Mattias Skjelmose e ficou a 16 segundos; Remco Evenepoel (Red Bull-Bora) cedeu 19 segundos e viu o seu colega Florian Lipowitz, terceiro no Tour anterior, chegar a 35 segundos. A mídia alemã classificou o resultado como um “contratempo” para a Red Bull, embora Evenepoel tenha mostrado força no final.

Com Vingegaard de amarelo, a segunda etapa, este domingo, liga Tarragona a Barcelona em 168,5 quilómetros e repete a chegada a Montjuïc, com três passagens pela colina. A luta pela geral ainda está em aberto, mas a vantagem psicológica e os segundos conquistados colocam o dinamarquês em posição de ditar o ritmo nos próximos dias.

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sábado, 4 de julho de 2026

Vingegaard veste o primeiro amarelo do Tour 2026 em triunfo da Visma sobre Pogacar

Dinamarquês abre 12 segundos sobre o esloveno após contrarrelógio por equipas em Barcelona; mexicano Isaac del Toro surpreende em sexto, e latino-americanos perdem terreno na abertura.

Jonas Vingegaard envergou a camisola amarela na estreia da 113.ª edição do Tour de França, ao comandar a Visma-Lease a Bike na vitória no contrarrelógio por equipas de 19,6 quilómetros em Barcelona. A formação neerlandesa cravou 21 minutos e 47 segundos, oito a menos do que a Netcompany Ineos, de Filippo Ganna, e 12 de vantagem sobre a UAE Emirates, do campeão em título, Tadej Pogačar. O percurso, plano na primeira metade mas encerrado com duas curtas ascensões à colina de Montjuïc, foi palco de um desfecho explosivo: Vingegaard, lançado por Matteo Jorgenson e Davide Piganzoli, arrancou nos últimos 800 metros para selar o triunfo e recuperar a liderança que não ostentava desde o seu segundo Tour, em 2023.

A imprensa espanhola sublinhou o revés da Ineos, que perdeu o seu finalizador designado, Kévin Vauquelin, devido a um furo, forçando Ganna a um esforço máximo até à meta. Já os analistas italianos destacaram a entrega do campeão mundial de contrarrelógio, exausto ao cortar a linha. Pogačar, por sua vez, lançou um ataque fulminante na rampa final, deixando o seu gregário mexicano Isaac del Toro para trás, mas os 12 segundos perdidos foram vistos em França como um primeiro golpe psicológico de Vingegaard na luta pelo pentacampeonato. Ainda assim, o esloveno conquistou a camisola da montanha e garantiu ter “pernas de trepador” para as etapas seguintes.

Na perspetiva latino-americana, a jornada trouxe brilho e frustração. O mexicano Isaac del Toro, na sua estreia na Grande Boucle, terminou em sexto lugar individual, a 26 segundos do líder, e foi saudado por adeptos mexicanos com “Cielito Lindo” à saída da prova. Já a imprensa colombiana lamentou o atraso dos seus representantes: Egan Bernal, campeão de 2019, cedeu mais de três minutos, enquanto Sergio Higuita foi o melhor do país, no 54.º posto, a 2 minutos e 18 segundos. O jovem francês Paul Seixas, por sua vez, estreou-se com um sólido 10.º lugar, a 39 segundos, deixando boas indicações para a geral.

A etapa inaugural, a primeira a utilizar o formato de contrarrelógio por equipas com tempos individuais desde 1971, também expôs dificuldades de outros candidatos. O espanhol Juan Ayuso (Lidl-Trek) perdeu um valioso aliado com o furo de Mattias Skjelmose e ficou a 16 segundos; Remco Evenepoel (Red Bull-Bora) cedeu 19 segundos e viu o seu colega Florian Lipowitz, terceiro no Tour anterior, chegar a 35 segundos. A mídia alemã classificou o resultado como um “contratempo” para a Red Bull, embora Evenepoel tenha mostrado força no final.

Com Vingegaard de amarelo, a segunda etapa, este domingo, liga Tarragona a Barcelona em 168,5 quilómetros e repete a chegada a Montjuïc, com três passagens pela colina. A luta pela geral ainda está em aberto, mas a vantagem psicológica e os segundos conquistados colocam o dinamarquês em posição de ditar o ritmo nos próximos dias.

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