
Venda massiva de chips derruba bolsas globais e petróleo sobe com tensões no Golfo
Ações de semicondutores lideram perdas em Wall Street e na Ásia, enquanto a escalada militar entre EUA e Irão impulsiona o crude para a maior alta semanal desde abril.
Os mercados acionistas globais registaram perdas acentuadas nesta sexta-feira, com a Ásia a liderar o movimento de venda, depois de Wall Street ter encerrado em baixa na véspera. O índice Nasdaq caiu 1,47% na quinta-feira, pressionado pela desvalorização de gigantes dos semicondutores, como a TSMC (-2,3%) e a Nvidia (-2,4%), e pela queda de 4,4% da Alphabet após o adiamento do lançamento do seu modelo de inteligência artificial Gemini 3.5 Pro. O índice de semicondutores PHLX recuou 4,3%. Na Ásia, o Taiex de Taiwan caiu 6,47%, a maior queda desde a imposição de tarifas pelos EUA em abril, enquanto o Nikkei japonês perdeu 4,03% e o Xangai Composto cedeu 3,05%. As praças europeias também recuaram, embora de forma mais contida, com o Euro Stoxx 600 a cair 0,7%.
O epicentro da correção esteve no setor de chips, onde o anúncio da TSMC de um aumento da previsão de investimentos para 60 a 64 mil milhões de dólares, apesar de resultados trimestrais recorde, reacendeu dúvidas sobre a rentabilidade dos elevados gastos em infraestrutura de IA. Em Hong Kong, analistas do HSBC observaram que a tese do comércio de IA está a ser testada, com receios de sobrecapacidade. Em Wall Street, estrategas alertaram que as ações de semicondutores precisam de uma recuperação sustentada para evitar sinais de alerta mais amplos. A Coreia do Sul, cujo mercado esteve fechado devido a um feriado, anunciou na véspera a proibição temporária de novos ETF ligados a grandes tecnológicas e o aumento dos depósitos mínimos para investidores de retalho, numa tentativa de conter a volatilidade.
Paralelamente, a escalada das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão impulsionou os preços do petróleo. O Brent superou os 85 dólares por barril e o WTI aproximou-se dos 80 dólares, com ambos os contratos a caminho de uma valorização semanal superior a 11%, a maior desde abril. Teerão afirmou ter lançado novos ataques contra instalações norte-americanas no Golfo, após seis noites consecutivas de bombardeamentos dos EUA contra alvos militares iranianos. O líder dos rebeldes huthis do Iémen ameaçou ainda infraestruturas petrolíferas da Arábia Saudita. Este ambiente geopolítico reacendeu receios inflacionistas, num momento em que responsáveis da Reserva Federal, como Lorie Logan e Jeff Schmid, continuam a defender a necessidade de taxas de juro mais elevadas.
Na perspetiva de Frankfurt, a menor exposição da Europa ao setor tecnológico conferiu alguma resiliência às bolsas da região, com analistas do Danske Bank a notarem que a rotação para setores defensivos e de consumo básico limitou as perdas. No mercado cambial, o dólar manteve-se estável, enquanto o iene permaneceu perto de mínimos de 40 anos, levando o ministro das Finanças japonês a intensificar as advertências verbais. Para os países lusófonos, a subida do petróleo pode pressionar as contas externas de importadores como Portugal, ao mesmo tempo que beneficia exportadores como Angola e Brasil, embora as novas tarifas dos EUA sobre o Brasil acrescentem um foco de tensão comercial. Os investidores aguardam agora os próximos dados da inflação norte-americana e a evolução da situação no Estreito de Ormuz, que poderá ditar os rumos das taxas de juro e dos fluxos de capital nas próximas semanas.
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.40 | critical |
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
Estamos testemunhando uma correção brutal enquanto a bolha da IA se desinfla; nossos mercados estão suportando o peso de uma liquidação global impulsionada por expectativas exageradas e gastos de capital massivos que podem nunca se pagar.
Ao focar nas fortes quedas percentuais dos índices locais, o bloco torna a crise tangível e urgente, ligando-a diretamente ao ciclo de hype da IA para criar uma narrativa de correção inevitável.
O bloco omite os dados econômicos positivos dos EUA e o fato de que a liquidação foi amplamente limitada ao setor de tecnologia, bem como o papel do aumento dos preços do petróleo em exacerbar o clima de aversão ao risco.
Estamos questionando os próprios fundamentos do comércio de IA; o mercado está finalmente acordando para a realidade de que gastos massivos não garantem retornos, e um novo concorrente chinês só aumenta a incerteza.
Ao enquadrar a liquidação como uma reavaliação racional de suposições, o bloco se posiciona como um observador sofisticado que vê além do hype, usando linguagem analítica para dar credibilidade.
O bloco omite os fortes lucros subjacentes da TSMC e o contexto mais amplo do mercado de medos inflacionários impulsionados pelo petróleo, atribuindo a liquidação inteiramente às preocupações de avaliação da IA.
Relatamos os movimentos do mercado como uma correção técnica de rotina dentro de uma temporada de lucros positiva; a liquidação de chips é um evento setorial que não sinaliza risco sistêmico.
Ao enfatizar dados econômicos positivos e o alcance limitado da queda, o bloco normaliza o evento, minimizando sua importância e apresentando-o como um pequeno contratempo.
O bloco omite a propagação global da liquidação, o grave impacto nos mercados asiáticos e o papel dos preços do petróleo e das tensões geopolíticas, apresentando o evento como uma correção menor do setor de tecnologia dos EUA.
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