
UE aplica multa recorde de 550 milhões de euros ao AliExpress
Plataforma chinesa é punida por não conter produtos contrafeitos e perigosos; empresa considera sanção desproporcionada e prepara resposta.
A Comissão Europeia impôs ao AliExpress uma multa de 550 milhões de euros, a mais elevada desde a entrada em vigor do Regulamento dos Serviços Digitais (DSA), por a plataforma não ter avaliado nem mitigado de forma diligente os riscos de venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos. A decisão, anunciada a 20 de julho, dá à empresa até 20 de outubro para apresentar um plano de ação que corrija as deficiências identificadas, sob pena de sanções pecuniárias periódicas. A investigação, iniciada em março de 2024, concluiu que artigos como roupa contrafeita, brinquedos perigosos e cosméticos nocivos permaneceram à venda durante semanas, mesmo depois de detetados, e que os sistemas de recomendação da plataforma chegaram a promovê‑los antes da sua remoção.
Segundo a Comissão Europeia, o AliExpress sobrestimou a eficácia dos seus mecanismos de moderação, não dispunha de pessoal suficiente para verificar o volume de produtos potencialmente ilegais e aplicou sanções pouco eficazes a vendedores reincidentes, que continuaram a operar. A vice‑presidente da Comissão, Henna Virkkunen, afirmou que “a disseminação de vestuário contrafeito, brinquedos inseguros e cosméticos perigosos não é um custo inevitável das compras online, mas um incumprimento das obrigações” da empresa. O executivo comunitário sublinhou ainda que o sistema obrigatório de autorização de marcas, concebido para travar a contrafação, se revelou ineficaz e facilmente contornável.
A plataforma, que conta com 193 milhões de utilizadores na União Europeia, considerou a sanção “desproporcionada” e afirmou que a mesma “não reflete adequadamente o quadro normativo consolidado nem as melhorias proativas” introduzidas. O AliExpress, detido pelo grupo Alibaba, indicou estar a analisar a decisão e a avaliar todas as opções disponíveis, sem confirmar se irá recorrer. Na perspetiva de Bruxelas, a multa, embora recorde em valor absoluto, representa menos de 1% do volume de negócios global da casa‑mãe, que ascendeu a 122 mil milhões de euros em 2025, ficando aquém do limite máximo de 6% previsto no DSA.
A sanção insere‑se numa ofensiva regulatória mais ampla da UE sobre as plataformas de comércio eletrónico de origem asiática. Em maio, a Temu foi multada em 200 milhões de euros por falhas semelhantes, e a Shein é alvo de uma investigação em curso. Paralelamente, desde julho, a União aplica uma taxa de três euros a cada encomenda de baixo valor proveniente de países terceiros, medida que, segundo observadores em Lisboa, visa conter a avalanche de importações baratas, sobretudo da China. A Comissão rejeita, porém, qualquer viés geográfico, insistindo que todas as plataformas que operam no espaço europeu devem cumprir as mesmas regras. O dossiê prossegue agora com a avaliação do plano de ação a apresentar pelo AliExpress, que poderá dar origem a novas sanções caso as medidas propostas sejam consideradas insuficientes.
| Imprensa europeia continental | −0.40 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | 0.00 | neutral |
| Imprensa chinesa | 0.00 | neutral |
A União Europeia sanciona firmemente a AliExpress por não proteger os consumidores, impondo uma multa recorde e exigindo um plano corretivo.
A narrativa baseia-se na legitimidade da ação regulatória europeia, apresentando a multa como consequência lógica e necessária das violações comprovadas.
O bloco omite qualquer menção à defesa da AliExpress ou argumentos sobre proporcionalidade, focando apenas na perspectiva da UE.
A AliExpress contesta a multa da UE como desproporcional e enfatiza seus próprios esforços de conformidade.
O artigo relata a reação da empresa sem contradizê-la, criando a impressão de que a sanção é excessiva e injusta.
O bloco omite os detalhes específicos das violações (ex. brinquedos perigosos, roupas falsificadas) e o raciocínio da UE para o valor da multa.
A Comissão Europeia multou a AliExpress por violações do DSA, sem expressar julgamento sobre a legitimidade da sanção.
A notícia é apresentada de forma seca e factual, sem enfatizar as acusações ou as defesas, mantendo um tom de crônica.
O bloco omite qualquer menção à reação da AliExpress ou críticas à multa, bem como qualquer comentário sobre a abordagem regulatória da UE.
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