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Esportesegunda-feira, 15 de junho de 2026

Tunísia demite técnico Sabri Lamouchi após goleada de 5-1 para a Suécia na estreia do Mundial 2026

Decisão drástica da federação tunisina, tomada horas depois da derrota, coloca Mondher Kebaier como interino e reacende debate sobre a pressão nos bancos durante a Copa.

A Copa do Mundo de 2026 mal começou e já produziu a primeira baixa entre os treinadores: a Federação Tunisina de Futebol anunciou, na segunda-feira (15), a demissão de Sabri Lamouchi, apenas algumas horas depois da goleada sofrida por 5-1 diante da Suécia, na abertura do Grupo F, em Monterrey, no México. A decisão, comunicada oficialmente nas redes sociais da entidade, surpreendeu pela velocidade — o técnico franco-tunisino de 54 anos dirigira somente uma partida no torneio e cinco no total desde que assumiu o cargo, em janeiro passado. Para o seu lugar, foi designado interinamente Mondher Kebaier, que já comandara os “Nesour Qartaj” (Águias de Cartago) entre 2019 e 2022 e se encontrava na delegação instalada na cidade mexicana.

O desastre em campo expôs fragilidades que vinham-se acumulando. A Suécia abriu o placar logo aos sete minutos, com Yasin Ayari, e ampliou com Alexander Isak e Viktor Gyökeres antes do intervalo; Omar Rekik ainda descontou de cabeça aos 43, mas Ayari voltou a marcar e Mattias Svanberg fechou a conta. A goleada foi a mais pesada da Tunísia em Copas e acentuou um ciclo de resultados negativos que incluíra derrotas em amistosos para Áustria e Bélgica (esta por 5-0). Lamouchi, que tinha contrato até 2028, deixa o cargo com um triunfo, um empate e três reveses, além de um saldo de apenas dois gols marcados contra onze sofridos.

Na imprensa brasileira, portais como UOL e Jovem Pan repercutiram o episódio como um exemplo da “picadora de carne” que o Mundial pode representar para os técnicos, enquanto analistas em Lisboa sublinham o paralelo com a demissão de Henryk Kasperczak pela própria Tunísia em 1998, após duas derrotas na fase de grupos. No mundo árabe, a decisão foi recebida com um misto de indignação e alívio: comentadores no Catar e nos Emirados Árabes Unidos lembraram que a federação já vinha sob pressão das ruas e que a permanência de Lamouchi se tornara insustentável. A imprensa francófona, por sua vez, destacou o caráter excecional da medida — o Le Figaro observou que “um só jogo de Copa bastou para selar a sorte” do treinador, enquanto veículos africanos de língua francesa recordaram que o antecessor Sami Trabelsi também fora despedido após a eliminação na Copa Africana de Nações.

Com duas rodadas ainda por disputar — contra o Japão, no sábado (21), e contra os Países Baixos, no dia 26 —, a Tunísia mantém possibilidades matemáticas de classificação, seja como uma das duas primeiras do grupo, seja como um dos melhores terceiros colocados. Contudo, a troca de comando em pleno torneio introduz uma dose extra de incerteza. Kebaier, de 56 anos, conhece o plantel e terá a missão de estancar a hemorragia defensiva que ficou evidente diante dos suecos, ao mesmo tempo que precisa reerguer o moral de um elenco abalado.

O caso tunisino reacende o debate sobre a pressão institucional que encurta ciclos de trabalho durante a própria competição. Se a demissão de Lamouchi não é inédita — além de Kasperczak em 1998, outras seleções já trocaram de técnico no meio do torneio —, a rapidez com que a federação agiu, sem sequer aguardar o segundo jogo, sinaliza uma intolerância crescente a fracassos retumbantes na vitrine global. Para os países lusófonos que acompanham o Mundial, o episódio serve de alerta: em um calendário cada vez mais comprimido e midiatizado, a margem de erro para os treinadores nunca foi tão estreita.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A Tunísia demitiu o técnico Sabri Lamouchi logo após a goleada de 5-1 para a Suécia na estreia da Copa. A federação confirmou a decisão como um acordo mútuo e nomeou Mondher Kebaier como interino. A demissão coloca Lamouchi entre os raros treinadores dispensados no meio do torneio.

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A Copa de 2026 teve sua primeira demissão de técnico horas após a goleada de 5-1 da Tunísia para a Suécia. A federação tunisiana demitiu Sabri Lamouchi, cujo breve ciclo já estava manchado por maus resultados, incluindo um 5-0 para a Bélgica. A medida drástica força a Tunísia a uma reorganização de emergência antes do duelo com o Japão, enquanto a Suécia desponta como favorita do grupo.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Tunísia demite técnico Sabri Lamouchi após goleada de 5-1 para a Suécia na estreia do Mundial 2026

Decisão drástica da federação tunisina, tomada horas depois da derrota, coloca Mondher Kebaier como interino e reacende debate sobre a pressão nos bancos durante a Copa.

A Copa do Mundo de 2026 mal começou e já produziu a primeira baixa entre os treinadores: a Federação Tunisina de Futebol anunciou, na segunda-feira (15), a demissão de Sabri Lamouchi, apenas algumas horas depois da goleada sofrida por 5-1 diante da Suécia, na abertura do Grupo F, em Monterrey, no México. A decisão, comunicada oficialmente nas redes sociais da entidade, surpreendeu pela velocidade — o técnico franco-tunisino de 54 anos dirigira somente uma partida no torneio e cinco no total desde que assumiu o cargo, em janeiro passado. Para o seu lugar, foi designado interinamente Mondher Kebaier, que já comandara os “Nesour Qartaj” (Águias de Cartago) entre 2019 e 2022 e se encontrava na delegação instalada na cidade mexicana.

O desastre em campo expôs fragilidades que vinham-se acumulando. A Suécia abriu o placar logo aos sete minutos, com Yasin Ayari, e ampliou com Alexander Isak e Viktor Gyökeres antes do intervalo; Omar Rekik ainda descontou de cabeça aos 43, mas Ayari voltou a marcar e Mattias Svanberg fechou a conta. A goleada foi a mais pesada da Tunísia em Copas e acentuou um ciclo de resultados negativos que incluíra derrotas em amistosos para Áustria e Bélgica (esta por 5-0). Lamouchi, que tinha contrato até 2028, deixa o cargo com um triunfo, um empate e três reveses, além de um saldo de apenas dois gols marcados contra onze sofridos.

Na imprensa brasileira, portais como UOL e Jovem Pan repercutiram o episódio como um exemplo da “picadora de carne” que o Mundial pode representar para os técnicos, enquanto analistas em Lisboa sublinham o paralelo com a demissão de Henryk Kasperczak pela própria Tunísia em 1998, após duas derrotas na fase de grupos. No mundo árabe, a decisão foi recebida com um misto de indignação e alívio: comentadores no Catar e nos Emirados Árabes Unidos lembraram que a federação já vinha sob pressão das ruas e que a permanência de Lamouchi se tornara insustentável. A imprensa francófona, por sua vez, destacou o caráter excecional da medida — o Le Figaro observou que “um só jogo de Copa bastou para selar a sorte” do treinador, enquanto veículos africanos de língua francesa recordaram que o antecessor Sami Trabelsi também fora despedido após a eliminação na Copa Africana de Nações.

Com duas rodadas ainda por disputar — contra o Japão, no sábado (21), e contra os Países Baixos, no dia 26 —, a Tunísia mantém possibilidades matemáticas de classificação, seja como uma das duas primeiras do grupo, seja como um dos melhores terceiros colocados. Contudo, a troca de comando em pleno torneio introduz uma dose extra de incerteza. Kebaier, de 56 anos, conhece o plantel e terá a missão de estancar a hemorragia defensiva que ficou evidente diante dos suecos, ao mesmo tempo que precisa reerguer o moral de um elenco abalado.

O caso tunisino reacende o debate sobre a pressão institucional que encurta ciclos de trabalho durante a própria competição. Se a demissão de Lamouchi não é inédita — além de Kasperczak em 1998, outras seleções já trocaram de técnico no meio do torneio —, a rapidez com que a federação agiu, sem sequer aguardar o segundo jogo, sinaliza uma intolerância crescente a fracassos retumbantes na vitrine global. Para os países lusófonos que acompanham o Mundial, o episódio serve de alerta: em um calendário cada vez mais comprimido e midiatizado, a margem de erro para os treinadores nunca foi tão estreita.

Divergência das fontes

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Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A Tunísia demitiu o técnico Sabri Lamouchi logo após a goleada de 5-1 para a Suécia na estreia da Copa. A federação confirmou a decisão como um acordo mútuo e nomeou Mondher Kebaier como interino. A demissão coloca Lamouchi entre os raros treinadores dispensados no meio do torneio.

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A Copa de 2026 teve sua primeira demissão de técnico horas após a goleada de 5-1 da Tunísia para a Suécia. A federação tunisiana demitiu Sabri Lamouchi, cujo breve ciclo já estava manchado por maus resultados, incluindo um 5-0 para a Bélgica. A medida drástica força a Tunísia a uma reorganização de emergência antes do duelo com o Japão, enquanto a Suécia desponta como favorita do grupo.

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