
Sismo de magnitude 6,7 abala Palu, na Indonésia, e força evacuação de hospitais
Abalo de grande intensidade, sem risco de tsunami, provocou pânico e a retirada de pacientes de hospitais em Sulawesi Central, enquanto outras regiões do mundo registavam atividade sísmica.
Um sismo de magnitude 6,7 atingiu a região de Palu, na província de Sulawesi Central, Indonésia, na manhã de terça-feira (16 de junho de 2026), provocando pânico e a evacuação de hospitais. O abalo ocorreu às 10h27 no horário de Jacarta (11h27 local), com epicentro localizado a cerca de 42 quilómetros a sudeste da cidade, em terra firme, e a uma profundidade de apenas 10 quilómetros, segundo a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG). A baixa profundidade amplificou a perceção do tremor, que foi sentido com intensidade em Palu e nos distritos vizinhos de Sigi, Donggala e Tojo Una-Una, levando milhares de pessoas a abandonar às pressas residências e edifícios.
Nos hospitais, a resposta foi imediata. No Hospital Anuntaloko, em Parigi Moutong, e no Hospital Samaritan, em Palu, doentes foram retirados para áreas abertas — muitos em cadeiras de rodas ou ainda com soros intravenosos — por precaução contra réplicas. As autoridades de saúde mantiveram os pacientes nos corredores durante horas, sem previsão de regresso às enfermarias. O governador de Sulawesi Central, que se encontrava em Jacarta para um fórum no Senado, cancelou a agenda e preparou o regresso imediato. A BMKG afastou o risco de tsunami, desmentindo vídeos virais que sugeriam alterações no mar da baía de Palu, e atribuiu o sismo à atividade de uma falha ativa local. Registaram-se várias réplicas, incluindo abalos de magnitude 5,2 e 5,0, e danos dispersos em edifícios, sem relatos iniciais de vítimas mortais.
O evento insere-se na elevada sismicidade do arquipélago indonésio, situado sobre o Anel de Fogo do Pacífico, onde o choque de placas tectónicas produz terramotos frequentes. Na mesma janela temporal, outras regiões do globo também registaram atividade sísmica. Na segunda-feira, um sismo de magnitude 5,3 surpreendeu a província de Pinar del Río, no oeste de Cuba, uma zona considerada atipicamente estável, com epicentro próximo de Mantua e profundidade de 10 quilómetros. Quase em simultâneo, a península de Kamchatka, no extremo oriente russo, foi sacudida por um abalo de 4,4, enquanto a Mongólia, junto à fronteira com a Rússia, sentiu um tremor de 3,4 na madrugada de terça-feira. Estes episódios, embora de magnitudes diversas, sublinham a dinâmica constante da crosta terrestre em latitudes muito distintas.
Na perspetiva de Brasília, a coincidência de eventos sísmicos em pontos distantes do planeta recorda a importância da cooperação internacional na monitorização geofísica e na resposta a catástrofes. Observadores em Lisboa notam que, embora o sismo de Palu não tenha gerado tsunami, a memória do devastador terramoto e maremoto de 2018 na mesma região — que causou milhares de mortos — permanece viva, reforçando a necessidade de sistemas de alerta precoce e de infraestruturas resilientes. As equipas de emergência indonésias continuam a avaliar os danos, enquanto a população permanece vigilante face à possibilidade de novas réplicas. A ausência de vítimas fatais até ao momento constitui um alívio, mas o episódio reitera a vulnerabilidade crónica de Sulawesi Central e a premência de políticas de prevenção.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa local retrata o pânico e a evacuação de pacientes dos hospitais, com cenas vívidas de pessoas correndo para fora. As autoridades confirmam que não há ameaça de tsunami, mas o foco está no forte tremor e na resposta rápida para colocar os pacientes em segurança. A narrativa é urgente e centrada na comunidade.
A mídia russa ignorou o terremoto na Indonésia, reportando em vez disso eventos sísmicos menores na Mongólia e em Cuba. A cobertura é distanciada e pragmática, limitada a tremores perto das fronteiras russas ou em locais incomuns, negligenciando completamente o grande evento no Sudeste Asiático.
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