
Trump sugere incluir Irã em lei de sanções anti-Rússia e endurece frente contra Teerã
Presidente americano vincula sanções à Rússia e ao Irã no mesmo pacote legislativo, em meio a escalada militar e pressão sobre compradores de energia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou os republicanos no Senado a acrescentar o Irã ao projeto de lei de sanções à Rússia, atualmente em tramitação. A medida, anunciada em sua rede social Truth Social, vincularia os dois países no mesmo instrumento legislativo e ampliaria o alcance das restrições comerciais secundárias, num momento de escalada militar recíproca entre Washington e Teerã após a morte de dois soldados americanos na Jordânia.
Na justificativa pública, Trump associou a iniciativa ao legado do senador Lindsey Graham, falecido no início de julho e coautor da proposta original. “Era o que Lindsey queria fazer, e ia acontecer”, escreveu, classificando a ação como “importante”. Contudo, conforme lembram fontes russas, Graham nunca declarou publicamente a intenção de incluir o Irã no texto, e a atual versão do projeto não menciona o país. O senador, incluído por Moscou em sua lista de terroristas e extremistas, era conhecido por uma postura considerada hostil tanto em relação à Rússia quanto ao Irã, tendo defendido tarifas de até 500% sobre países que compram energia russa.
Na perspectiva de Moscou, a manobra reforça a percepção de que Washington busca isolar simultaneamente os dois adversários, recorrendo a um mesmo pacote de sanções. O projeto bipartidário, apoiado por mais de 60 senadores, prevê taxas de até 100% sobre os cinco maiores importadores de petróleo e gás russos, além de sanções a entidades que auxiliem a burlar restrições. Observadores em Brasília e Lisboa acompanham o debate com atenção, pois a aplicação de tarifas secundárias poderia afetar fluxos comerciais globais de energia e elevar a volatilidade nos mercados, com reflexos sobre economias emergentes e exportadoras de commodities.
Para países como a Índia – um dos principais compradores de petróleo russo – a inclusão do Irã no mesmo arcabouço sancionatório introduziria uma camada adicional de complexidade. Nova Délhi já reduziu significativamente as importações de petróleo russo desde o início do ano, pressionada por negociações comerciais com os EUA e pelo endurecimento das sanções. A expiração, em meados de junho, de uma isenção temporária do Tesouro americano que permitia a compra de petróleo russo sem acionar sanções coloca as futuras aquisições indianas num vazio jurídico. Fontes em Nova Délhi reiteram que as decisões sobre compras energéticas obedecem a interesses nacionais, e não a cálculos geopolíticos.
Enquanto a proposta de Trump ainda precisa ser formalizada como emenda ao projeto de lei, o texto-base tramita no Congresso com amplo apoio. O presidente já sinalizou disposição para assinar a lei em honra a Graham, mas a inserção de medidas contra o Irã adicionaria um elemento de incerteza, num momento em que os dois países já trocam ataques aéreos e qualquer canal diplomático parece congelado. A votação do projeto está prevista para as próximas semanas, em meio a um cenário de crescente tensão no Oriente Médio e à continuidade da guerra na Ucrânia.
| Imprensa iraniana e afins | −0.85 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | −0.50 | critical |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.25 | neutral |
Iran denounces Washington's latest aggressive move, seeking to bind Tehran to the anti-Russia sanctions and perpetuating a never-ending hostile policy. A warmongering president drags the region toward the abyss.
Framing the proposal as an extension of inherent US aggression deflects attention from Iran's own actions and portrays Tehran as a victim of American warmongering.
Omits the attack on US forces in Jordan and the context of mutual escalation, focusing solely on unilateral American aggression.
Moscow notes with skepticism Trump's latest move to tie Iran to anti-Russia sanctions, a scheme born from the mind of a senator on Russia's terrorist list. It is yet another confirmation of Washington's hostile policy.
By highlighting Graham's terrorist designation in Russia, the bill is delegitimized at its root, equating it with a product of intellectual terrorism and thus justifying Russia's defensive stance.
Leaves out the US-Iran ceasefire negotiations and existing diplomatic agreements, using Graham's terrorist label as a shortcut that avoids engaging with the proposal's rationale.
Washington risks entangling its foreign policy on multiple fronts, using the anti-Russia bill as a vehicle for new Iran sanctions even as it tries to negotiate a ceasefire. A move that smacks of strategic overreach.
Highlighting the contradiction between the sanctions push and ceasefire talks warns against overextension, framing the proposal as impulsive and potentially destabilizing.
Omits the Iranian perspective framing the move as unilateral aggression and the Russian designation of Graham as a terrorist, which for Moscow invalidates the entire basis of the bill.
Amplie o olhar
Petróleo Brent supera US$ 90 com escalada de ataques entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz
8 idiomas · 21 veículos
De TechnologyModelo chinês Kimi K3 abala mercados e reacende debate sobre IA aberta
5 idiomas · 8 veículos
De Science & HealthDecisão judicial colombiana redefine acesso a cirurgias plásticas reconstrutivas
3 idiomas · 6 veículos