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Geopolítica & Políticaquarta-feira, 24 de junho de 2026

Trump ameaça encerrar negociações com Irão se forem cobradas taxas no Estreito de Ormuz

Presidente dos EUA afirma que Teerão garantiu não impor portagens, mas divergências persistem sobre a gestão futura do estreito e o uso de fundos congelados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que o Irão comunicou a Washington não estar a exigir nem a receber portagens, custos de seguro ou quaisquer outros encargos sobre navios que atravessam o Estreito de Ormuz. Numa publicação na rede Truth Social, Trump advertiu que, se essa informação for falsa, «as negociações terminarão imediatamente». Acrescentou que nenhum montante foi transferido para Teerão nem descongelado de fundos iranianos e que parte desses ativos, «totalmente controlados» pelos EUA, será libertada para agricultores e pecuaristas norte-americanos adquirirem milho, trigo e soja destinados exclusivamente ao Irão, país que, segundo Trump, «precisa desesperadamente de alimentos».

A garantia atribuída a Teerão contrasta com as posições expressas por responsáveis iranianos e por Omã, copartícipe na administração do estreito. Um comunicado conjunto divulgado na terça-feira indica que os dois países prosseguirão conversações sobre a «administração futura da navegação» na via marítima, incluindo «serviços a prestar e os custos associados, em conformidade com as normas internacionais». O negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarara que a gestão do estreito «nunca voltará a ser como antes da guerra». O memorando de entendimento assinado por Washington e Teerão prevê 60 dias de passagem gratuita, findos os quais Irão e Omã definirão o regime definitivo. A Organização Marítima Internacional confirmou que navios já começaram a transitar sob um corredor temporário acordado para aliviar o congestionamento de embarcações retidas no Golfo. Para economias lusófonas dependentes da importação de petróleo, como Brasil e Portugal, a estabilidade do estreito permanece um fator crítico de segurança energética.

O destino dos fundos iranianos congelados constitui outro eixo de fricção. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, assegurou que a maior parte dos ativos descongelados será utilizada na compra de alimentos e medicamentos aos EUA, com supervisão direta do Tesouro a partir de Doha. O governador do banco central iraniano, Abdolnaser Hemmati, anunciou um aumento significativo das dotações em moeda estrangeira a partir de sábado, graças à melhoria do acesso a ativos externos e ao alívio das restrições às exportações de petróleo. O embaixador do Irão junto da ONU em Genebra, Ali Bahreini, reiterou que «o Irão é o único país que decide o que fazer com esses ativos». O memorando determina que os EUA se comprometem a tornar «plenamente disponíveis» os fundos congelados aquando da implementação do acordo, mas o mecanismo de libertação continua por negociar.

O dossier nuclear acrescenta uma camada de incerteza. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que os inspetores visitarão as instalações nucleares iranianas conforme previsto no memorando, sublinhando que o texto é «explícito» quanto à supervisão completa. Contudo, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, negou que tenha havido qualquer encontro com Grossi na Suíça e condicionou o acesso a instalações que foram alvo de ataques à conclusão de um acordo final e ao levantamento total das sanções. As partes acordaram formar quatro grupos de trabalho — sanções, programa nuclear, reconstrução e monitorização — e retomar as conversações técnicas na próxima semana. O processo negocial de 60 dias avança, mas as divergências sobre a administração do estreito, o controlo dos fundos e o alcance das inspeções nucleares mantêm o desfecho em aberto.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa iraniana e afinsImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa iraniana e afins/ Regime
CeticismoIronia

Sob pressão interna devido aos custos da guerra, Trump repete acusações infundadas sobre pedágios no Estreito de Ormuz. A mídia iraniana descarta suas declarações como propaganda eleitoral, lembrando que Teerã já negou qualquer exigência de pagamento. Suas ameaças de interromper as negociações são vistas como uma tentativa de desviar a atenção das falhas de seu governo.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
DistanciamentoPragmatismo

Trump alerta que as negociações com o Irã terminarão imediatamente se Teerã impuser pedágios a navios no Estreito de Ormuz, mas confirma que o regime iraniano negou exigir tais pagamentos. Fontes atlânticas enfatizam que nenhum fundo foi transferido para Teerã e que parte dos ativos iranianos congelados será alocada para agricultores americanos. Enquanto isso, a AIEA anuncia que inspecionará os locais nucleares iranianos sob o acordo-quadro.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Trump ameaça encerrar negociações com Irão se forem cobradas taxas no Estreito de Ormuz

Presidente dos EUA afirma que Teerão garantiu não impor portagens, mas divergências persistem sobre a gestão futura do estreito e o uso de fundos congelados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que o Irão comunicou a Washington não estar a exigir nem a receber portagens, custos de seguro ou quaisquer outros encargos sobre navios que atravessam o Estreito de Ormuz. Numa publicação na rede Truth Social, Trump advertiu que, se essa informação for falsa, «as negociações terminarão imediatamente». Acrescentou que nenhum montante foi transferido para Teerão nem descongelado de fundos iranianos e que parte desses ativos, «totalmente controlados» pelos EUA, será libertada para agricultores e pecuaristas norte-americanos adquirirem milho, trigo e soja destinados exclusivamente ao Irão, país que, segundo Trump, «precisa desesperadamente de alimentos».

A garantia atribuída a Teerão contrasta com as posições expressas por responsáveis iranianos e por Omã, copartícipe na administração do estreito. Um comunicado conjunto divulgado na terça-feira indica que os dois países prosseguirão conversações sobre a «administração futura da navegação» na via marítima, incluindo «serviços a prestar e os custos associados, em conformidade com as normas internacionais». O negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarara que a gestão do estreito «nunca voltará a ser como antes da guerra». O memorando de entendimento assinado por Washington e Teerão prevê 60 dias de passagem gratuita, findos os quais Irão e Omã definirão o regime definitivo. A Organização Marítima Internacional confirmou que navios já começaram a transitar sob um corredor temporário acordado para aliviar o congestionamento de embarcações retidas no Golfo. Para economias lusófonas dependentes da importação de petróleo, como Brasil e Portugal, a estabilidade do estreito permanece um fator crítico de segurança energética.

O destino dos fundos iranianos congelados constitui outro eixo de fricção. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, assegurou que a maior parte dos ativos descongelados será utilizada na compra de alimentos e medicamentos aos EUA, com supervisão direta do Tesouro a partir de Doha. O governador do banco central iraniano, Abdolnaser Hemmati, anunciou um aumento significativo das dotações em moeda estrangeira a partir de sábado, graças à melhoria do acesso a ativos externos e ao alívio das restrições às exportações de petróleo. O embaixador do Irão junto da ONU em Genebra, Ali Bahreini, reiterou que «o Irão é o único país que decide o que fazer com esses ativos». O memorando determina que os EUA se comprometem a tornar «plenamente disponíveis» os fundos congelados aquando da implementação do acordo, mas o mecanismo de libertação continua por negociar.

O dossier nuclear acrescenta uma camada de incerteza. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que os inspetores visitarão as instalações nucleares iranianas conforme previsto no memorando, sublinhando que o texto é «explícito» quanto à supervisão completa. Contudo, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, negou que tenha havido qualquer encontro com Grossi na Suíça e condicionou o acesso a instalações que foram alvo de ataques à conclusão de um acordo final e ao levantamento total das sanções. As partes acordaram formar quatro grupos de trabalho — sanções, programa nuclear, reconstrução e monitorização — e retomar as conversações técnicas na próxima semana. O processo negocial de 60 dias avança, mas as divergências sobre a administração do estreito, o controlo dos fundos e o alcance das inspeções nucleares mantêm o desfecho em aberto.

Divergência das fontes

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa iraniana e afins/ Regime
CeticismoIronia

Sob pressão interna devido aos custos da guerra, Trump repete acusações infundadas sobre pedágios no Estreito de Ormuz. A mídia iraniana descarta suas declarações como propaganda eleitoral, lembrando que Teerã já negou qualquer exigência de pagamento. Suas ameaças de interromper as negociações são vistas como uma tentativa de desviar a atenção das falhas de seu governo.

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Trump alerta que as negociações com o Irã terminarão imediatamente se Teerã impuser pedágios a navios no Estreito de Ormuz, mas confirma que o regime iraniano negou exigir tais pagamentos. Fontes atlânticas enfatizam que nenhum fundo foi transferido para Teerã e que parte dos ativos iranianos congelados será alocada para agricultores americanos. Enquanto isso, a AIEA anuncia que inspecionará os locais nucleares iranianos sob o acordo-quadro.

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