
Trump disse a Netanyahu que 'todos os judeus estão fartos de ti', revela novo livro
Obra de jornalistas do New York Times expõe telefonema tenso em que presidente dos EUA ameaçou 'divórcio' nas relações com Israel caso não aceitasse plano de paz para Gaza.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que 'todas as pessoas, incluindo todos os judeus, estão fartas de ti', durante uma chamada telefónica em setembro de 2025, de acordo com o livro 'Regime Change: Inside the Imperial Presidency of Donald Trump', da autoria dos jornalistas do New York Times Maggie Haberman e Jonathan Swan. A conversa, que contou com a presença do genro e conselheiro Jared Kushner e do enviado especial Steve Witkoff, ocorreu enquanto Trump pressionava Netanyahu a aceitar o seu plano de 20 pontos para um cessar-fogo em Gaza. Segundo a obra, Trump advertiu que a rejeição israelita poderia levar a uma 'rutura' nas relações bilaterais.
O relato, divulgado por vários órgãos de comunicação social internacionais, insere-se num contexto de crescentes tensões entre Washington e Telavive. Na perspetiva de analistas em Washington, o episódio ilustra a frustração da administração Trump com a resistência de Netanyahu a soluções diplomáticas, numa altura em que os EUA procuravam estabilizar a região após meses de conflito. Observadores europeus, incluindo diplomatas em Lisboa, notam que a dureza do diálogo contrasta com a imagem pública de alinhamento estratégico que ambos os líderes projetaram no início da ofensiva conjunta contra o Irão, em fevereiro de 2025. O livro revela ainda que, dois dias após a chamada, Trump e Netanyahu anunciaram publicamente o plano de paz para Gaza, aprovado mais tarde pelo Conselho de Segurança da ONU.
A obra descreve também a fascinação de Trump pelos ataques com pagers explosivos contra o Hezbollah no Líbano, em setembro de 2024, que classificou como 'horríveis' mas 'engenhosos'. Esta ambivalência, segundo fontes próximas da Casa Branca citadas no livro, reflete uma tensão mais ampla na política externa norte-americana: o apoio militar a Israel coexiste com um desconforto crescente face às consequências humanitárias e ao risco de escalada regional. Nos últimos meses, Trump criticou publicamente as operações israelitas no Líbano e as dificuldades nas negociações com o Irão, chegando a descrever Netanyahu como 'louco' e 'sem noção', de acordo com relatos da imprensa norte-americana.
Para além das revelações sobre a relação bilateral, o livro expõe fissuras internas na administração Trump, incluindo receios de que conversas na Sala de Crise da Casa Branca possam ter sido gravadas e divulgadas. A publicação gerou alarme entre funcionários da Casa Branca, segundo o Washington Post, e reacendeu o debate sobre a transparência e a coesão da equipa presidencial. Em Telavive, o gabinete de Netanyahu não comentou oficialmente o conteúdo da chamada, mas comentadores israelitas sublinham que a pressão norte-americana foi determinante para a aceitação do acordo de Gaza. O livro chega num momento em que as relações entre os dois países enfrentam novo escrutínio, com as conversações entre Washington e Teerão a decorrerem sob a ameaça de uma retirada israelita do processo, cenário que, segundo fontes diplomáticas em Brasília, é acompanhado com atenção pelas capitais lusófonas, dada a relevância da estabilidade no Médio Oriente para a segurança energética e o comércio global.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A revelação de um novo livro expõe uma tensa chamada telefônica em que Trump insultou Netanyahu, dizendo-lhe que todos os judeus estão fartos dele. Isto realça a profunda fratura entre os EUA e o regime israelita, lançando dúvidas sobre a solidez da sua aliança. A imprensa iraniana apresenta isto como prova de uma frustração crescente mesmo entre os aliados mais próximos de Israel.
Um novo e devastador livro retrata o segundo mandato de Trump como um caos imperial, revelando detalhes chocantes da sua explosão grosseira contra Netanyahu. O relato é enquadrado como parte de um declínio americano mais amplo sob um louco e seus cúmplices, incitando os leitores a chorar pelo estado da nação. É uma acusação contundente da liderança errática de Trump e do seu impacto nas relações externas.
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