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Justiça & Direitosábado, 27 de junho de 2026

Tribunal da Califórnia mantém condenação de Weinstein, mas ordena nova sentença

Decisão pode reduzir pena do ex-produtor, enquanto outro caso em Nova York é arquivado e a defesa anuncia recurso à Suprema Corte estadual.

O Tribunal de Apelação da Califórnia confirmou, na sexta-feira, a condenação do ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein por violação e agressão sexual, mas anulou a pena de 16 anos de prisão e determinou que uma nova sentença seja proferida. A decisão unânime do painel de três juízes rejeitou os argumentos da defesa de que o julgamento de 2022, em Los Angeles, fora injusto devido à admissão de determinados testemunhos. A ordem de reavaliação da pena baseia-se no facto de a juíza original ter considerado uma condenação anterior em Nova Iorque, posteriormente anulada por falhas processuais.

A defesa, segundo a imprensa suíça, manifestou desapontamento e anunciou que recorrerá à Suprema Corte da Califórnia. Os advogados sustentam que as relações sexuais foram consensuais e que o processo foi conduzido de forma irregular. Na perspetiva da cobertura da mídia russa, o caso é acompanhado como um exemplo das reviravoltas do sistema judicial norte-americano, com destaque para a saúde debilitada de Weinstein, que usa cadeira de rodas, foi diagnosticado com cancro na medula óssea em 2024 e moveu uma ação contra a cidade de Nova Iorque por condições insalubres na prisão de Rikers Island.

A revisão da pena pode reduzir o tempo de prisão em cerca de dois anos, caso a pena-base do episódio principal seja diminuída de oito para seis anos. Paralelamente, a Promotoria de Nova Iorque arquivou, um dia antes, as acusações de violação contra a atriz Jessica Mann, após três júris não chegarem a um veredicto. Weinstein, porém, ainda aguarda a sentença, prevista para setembro, por ter sido considerado culpado de agredir sexualmente a ex-assistente Miriam Haley em 2006. A condenação original de 2020, que lhe impusera 23 anos de prisão, fora anulada em 2024 por violações processuais, mas um novo júri confirmou a culpa no episódio de 2006.

As denúncias contra Weinstein, que somam mais de 80 mulheres, desencadearam o movimento #MeToo em 2017, com repercussões globais. Observadores no Brasil notam que o caso influenciou debates sobre assédio no país, embora o foco atual esteja nas idas e vindas judiciais. O ex-magnata permanece detido e nega todas as acusações. A nova audiência de sentença na Califórnia ainda não tem data marcada, enquanto a defesa prepara o recurso à instância superior estadual.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa atlântica / anglosferaImprensa russa e CEI
Imprensa atlântica / anglosfera/ Progressista
PragmatismoDistanciamento

A tentativa de Harvey Weinstein de anular sua condena por estupro na Califórnia foi rejeitada, com o tribunal de apelação confirmando o veredito de culpa. Contudo, ordenou uma nova audiência de sentença, o que pode reduzir sua pena de 16 anos. O desfecho é visto como uma vitória parcial para a acusação e as sobreviventes.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
CeticismoIronia

O tribunal da Califórnia manteve a condena de Weinstein por estupro, mas anulou a pena de 16 anos e ordenou uma nova dosimetria. O produtor em desgraça continua preso, porém a decisão expõe as contradições do sistema de justiça americano. Não está descartada uma punição significativamente mais branda.

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sábado, 27 de junho de 2026

Tribunal da Califórnia mantém condenação de Weinstein, mas ordena nova sentença

Decisão pode reduzir pena do ex-produtor, enquanto outro caso em Nova York é arquivado e a defesa anuncia recurso à Suprema Corte estadual.

O Tribunal de Apelação da Califórnia confirmou, na sexta-feira, a condenação do ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein por violação e agressão sexual, mas anulou a pena de 16 anos de prisão e determinou que uma nova sentença seja proferida. A decisão unânime do painel de três juízes rejeitou os argumentos da defesa de que o julgamento de 2022, em Los Angeles, fora injusto devido à admissão de determinados testemunhos. A ordem de reavaliação da pena baseia-se no facto de a juíza original ter considerado uma condenação anterior em Nova Iorque, posteriormente anulada por falhas processuais.

A defesa, segundo a imprensa suíça, manifestou desapontamento e anunciou que recorrerá à Suprema Corte da Califórnia. Os advogados sustentam que as relações sexuais foram consensuais e que o processo foi conduzido de forma irregular. Na perspetiva da cobertura da mídia russa, o caso é acompanhado como um exemplo das reviravoltas do sistema judicial norte-americano, com destaque para a saúde debilitada de Weinstein, que usa cadeira de rodas, foi diagnosticado com cancro na medula óssea em 2024 e moveu uma ação contra a cidade de Nova Iorque por condições insalubres na prisão de Rikers Island.

A revisão da pena pode reduzir o tempo de prisão em cerca de dois anos, caso a pena-base do episódio principal seja diminuída de oito para seis anos. Paralelamente, a Promotoria de Nova Iorque arquivou, um dia antes, as acusações de violação contra a atriz Jessica Mann, após três júris não chegarem a um veredicto. Weinstein, porém, ainda aguarda a sentença, prevista para setembro, por ter sido considerado culpado de agredir sexualmente a ex-assistente Miriam Haley em 2006. A condenação original de 2020, que lhe impusera 23 anos de prisão, fora anulada em 2024 por violações processuais, mas um novo júri confirmou a culpa no episódio de 2006.

As denúncias contra Weinstein, que somam mais de 80 mulheres, desencadearam o movimento #MeToo em 2017, com repercussões globais. Observadores no Brasil notam que o caso influenciou debates sobre assédio no país, embora o foco atual esteja nas idas e vindas judiciais. O ex-magnata permanece detido e nega todas as acusações. A nova audiência de sentença na Califórnia ainda não tem data marcada, enquanto a defesa prepara o recurso à instância superior estadual.

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O tribunal da Califórnia manteve a condena de Weinstein por estupro, mas anulou a pena de 16 anos e ordenou uma nova dosimetria. O produtor em desgraça continua preso, porém a decisão expõe as contradições do sistema de justiça americano. Não está descartada uma punição significativamente mais branda.

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