
Torcida mexicana volta a perturbar seleção inglesa com serenata antes de duelo decisivo
Apesar de forte aparato policial, grupo de adeptos levou música e pirotecnia ao hotel da Inglaterra na Cidade do México, repetindo estratégia que gerou queixa do Equador.
Na madrugada deste domingo, um grupo de cerca de 45 adeptos mexicanos contornou o forte cordão policial que blindava o JW Marriott de Santa Fé, onde a seleção inglesa está hospedada, e levou a cabo uma ruidosa ‘serenata’ com tambores, trombetas, cânticos e fogo de artifício. O objetivo era claro: perturbar o descanso dos jogadores de Thomas Tuchel antes do confronto das oitavas de final do Mundial, marcado para a noite deste domingo no Estádio Azteca. Apesar do aparato de segurança, que incluía bloqueios de ruas e um perímetro vigiado, o barulho alcançou as imediações do hotel, ainda que a distância fosse considerável. A delegação inglesa, no entanto, já previa a ação e distribuiu protetores auriculares aos atletas; fontes da federação afirmaram que o sono dos jogadores não foi significativamente afetado.
O episódio reedita uma estratégia que os anfitriões já haviam utilizado na ronda anterior, quando centenas de torcedores se reuniram diante do hotel do Equador com bombos e pirotecnia, gerando uma reclamação formal da federação equatoriana à FIFA. Desta vez, a Associação Inglesa de Futebol adotou medidas excecionais: reservou, segundo relatos, até quinze hotéis para despistar os adeptos, solicitou escolta policial reforçada e manteve o local real em segredo até o último momento. Apesar de o endereço ter sido divulgado nas redes sociais, o dispositivo de segurança — com elementos da Guarda Nacional, da Marinha e da polícia capitalina — conteve os adeptos a cerca de 200 metros do prédio, onde permaneceram por cerca de meia hora numa passagem superior antes de se dispersarem sem detenções.
Na América Latina, a prática divide opiniões. No Brasil, comentaristas observam que, embora a pressão da torcida seja ingrediente histórico do futebol sul-americano, ações deliberadas para tirar o sono do adversário são frequentemente condenadas como antidesportivas. Já no México, vozes nas redes sociais alternam entre a defesa do 'folclore' local e a crítica de que a conduta mancha a imagem do país anfitrião. A imprensa britânica, por seu lado, tratou o incidente com um misto de surpresa e pragmatismo: o jornal The Sun, por exemplo, sublinhou que os jogadores receberam protetores auriculares e que a segurança funcionou, enquanto o GB News mostrou repórteres questionando a polícia sobre a ausência de prisões. Na conferência de imprensa, Tuchel preferiu agradecer a 'alegria' com que sua equipa foi recebida no México e minimizou o incómodo.
Em campo, o que está em jogo é uma vaga nas quartas de final contra o vencedor de Brasil e Noruega, outro duelo marcado para este domingo. O México chega embalado por quatro vitórias consecutivas no torneio, com oito gols marcados e nenhum sofrido, enquanto a Inglaterra, atual quarta colocada no ranking da FIFA, tenta confirmar seu favoritismo num dos estádios mais emblemáticos do futebol mundial. A temperatura extracampo, alimentada pela serenata da madrugada, apenas acrescenta um capítulo ao já intenso confronto.
| Imprensa latino-americana | −0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.30 | critical |
| Imprensa europeia continental | −0.40 | critical |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
Mexican fans exercise their right to support their team with enthusiasm, but authorities overreact with repression.
The narrative balances the fans' actions and the police reaction, presenting both as excessive but understandable, thereby normalizing the tension.
The narrative omits that fans had previously disturbed Ecuador, implying it is an isolated behavior.
England is a victim of hostile action and must be protected by law enforcement.
The description focuses on the threat to the players, turning a fan gesture into a security issue.
It does not show the forced eviction of fans nor the previous actions against Ecuador.
Mexican fans act increasingly boldly, defying security measures.
The narrative establishes a sequence of events (Ecuador, then England) to create a sense of progressive escalation.
It does not mention that fans were eventually evicted by police, nor their intention to support the team.
The authorities respond decisively to ensure the safety and rest of the English team.
The account focuses on the institutional response, presenting the measures as necessary and proportionate.
It does not describe the fans' actions or their eviction; the viewpoint is solely on the security response.
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