
Solstício de verão: dia mais longo no hemisfério norte e achado arqueológico em Stonehenge
O solstício de 21 de junho trouxe até 17h33 de luz em Moscovo e atraiu milhares a Stonehenge, enquanto escavações revelaram uma estrutura alinhada ao sol 500 anos mais antiga que o monumento.
O solstício de verão ocorreu às 10h24 (hora de Roma, 08h24 UTC) deste domingo, 21 de junho, marcando o início do verão astronómico no hemisfério norte. Em Moscovo, a luz do dia prolongou-se por 17 horas e 33 minutos, enquanto em Berlim atingiu 16h50 e em Itália cerca de 15h15. A diferença decorre da latitude: quanto mais a norte, maior a duração da luz solar neste dia.
O fenómeno deve-se à inclinação do eixo terrestre, que atinge a sua máxima exposição ao sol no hemisfério norte neste instante preciso. Após o solstício, os dias começam a encurtar gradualmente até ao equinócio de outono, a 23 de setembro, quando a duração do dia e da noite se equilibram. A data do solstício pode variar entre 20 e 22 de junho devido à necessidade de ajustar o calendário com anos bissextos; o próximo solstício a 20 de junho será em 2028.
O dia mais longo do ano é celebrado em várias culturas. No Reino Unido, cerca de 20 mil pessoas reuniram-se em Stonehenge para ver o nascer do sol, um dos poucos momentos em que é permitido aproximar-se dos monólitos. O monumento, alinhado com os solstícios, ganhou novo contexto com uma descoberta arqueológica anunciada nas vésperas: uma estrutura de madeira, datada de há 5.500 anos — cerca de 500 anos antes do círculo de pedras —, foi identificada a cinco quilómetros do local. Composta por dois postes distantes 120 metros e alinhados com o nascer do sol no solstício de verão, a estrutura sugere que rituais solares já ocorriam na região muito antes de Stonehenge. A equipa responsável, da empresa britânica Wessex Archaeology, considera este um dos achados mais relevantes da carreira do arqueólogo Phil Harding.
Para o hemisfério sul, o solstício de junho assinala o início do inverno e o dia mais curto do ano. No Brasil, assim como em Angola e Moçambique, a data representa o pico da estação fria, com menos horas de luz e temperaturas mais baixas. Em Portugal, o solstício de verão é vivido com dias longos semelhantes aos de Itália, favorecendo atividades ao ar livre e festividades populares, embora não haja tradições enraizadas como as dos países nórdicos, onde o 'Mittsommar' é um dos principais festejos do calendário.
O próximo marco astronómico será o equinócio de setembro, que trará equilíbrio entre dia e noite. Entretanto, os dias começarão a perder luz de forma quase impercetível, enquanto no norte da Europa a noite astronómica pode nem chegar a ocorrer até ao final do verão. A descoberta em Bulford deverá ser publicada na newsletter da Prehistoric Society, oferecendo mais detalhes sobre os rituais solares neolíticos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O solstício de verão marca o dia mais longo do ano, um dia cheio de magia segundo os especialistas. As pessoas são encorajadas a aproveitar a longa luz do anoitecer, o cheiro de churrasco e o pôr do sol tardio, pois depois de hoje os dias começarão a encurtar novamente.
O solstício de verão inicia oficialmente a estação no hemisfério norte, dando ao México o seu dia mais longo. Este evento astronômico ocorre quando a inclinação da Terra é máxima em direção ao sol, e muitos o consideram o momento perfeito para desfrutar do clima quente.
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