
Portugal vence Croácia de virada e presta tributo a Diogo Jota no Mundial
Num jogo marcado pela emoção do primeiro aniversário da morte do avançado, a seleção portuguesa garantiu um lugar nos oitavos de final com reviravolta frente à Croácia.
Portugal carimbou o passaporte para os oitavos de final do Campeonato do Mundo com uma vitória de virada por 2-1 sobre a Croácia, num jogo em que o resultado desportivo se entrelaçou com uma sentida homenagem a Diogo Jota. Na véspera de se completar um ano sobre a morte do antigo internacional português e do irmão, André Silva, num acidente de viação em Espanha, o capitão Cristiano Ronaldo ergueu e vestiu a camisola número 21 de Jota após o apito final, gesto que sintetizou uma noite de luto e celebração em Toronto.
Dentro de campo, a Croácia adiantou-se com um golo de Ivan Perisic, mas Ronaldo restabeleceu a igualdade aos 68 minutos, na conversão de uma grande penalidade assinalada com recurso ao videoárbitro. Já no período de descontos, Gonçalo Ramos, lançado por Roberto Martínez, cabeceou para o golo da vitória, instantes antes de um tento croata ser anulado por fora de jogo. Ronaldo, substituído aos 81 minutos por opção tática — o selecionador explicou que a entrada de um médio visava controlar a vantagem —, tornou-se o jogador mais velho a marcar num jogo a eliminar da competição, superando o registo de Lionel Messi.
A partida decorreu sob o signo da memória. Os jogadores portugueses envergaram pulseiras com o nome de Jota, a sua imagem foi projetada nos ecrãs do estádio durante o hino e os adeptos desfraldaram uma faixa com o retrato do avançado aos 21 minutos, numa alusão ao número que usava na seleção. Em Liverpool, o clube onde Jota atuava, foi inaugurado o memorial permanente “Forever 20”, uma escultura em forma de coração da artista Emma Rodgers que integra recordações dos adeptos e referências à paixão do jogador pelos videojogos. A comoção extravasou fronteiras: na imprensa desportiva europeia, o tributo foi descrito como um dos momentos mais marcantes da fase a eliminar.
No rescaldo, Cristiano Ronaldo afirmou que só decidirá o seu futuro na seleção após o torneio, enquanto Martínez lamentou que Toronto, palco de uma atmosfera vibrante, não receba mais jogos. Portugal reencontra agora a Espanha nos oitavos de final, em Dallas, numa reedição da última final da Liga das Nações. Analistas em Lisboa sublinham que o duelo ibérico, entre duas equipas que se conhecem ao pormenor, será decidido em detalhes táticos, num confronto que carrega a memória de Jota como fonte de inspiração coletiva.
| Imprensa europeia continental | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | +0.60 | aligned |
Germany's football establishment speaks: the Portuguese victory only underscores how far we have fallen. Our own failures are the real story.
The bloc uses the Portugal match as a mirror to project German disappointment, turning a neutral event into a self-referential critique. By constantly comparing to Germany's exit, it makes the match about German failure rather than Portuguese success.
The bloc omits any celebration of Portugal's achievement or Diogo Jota's memorial context, focusing solely on the negative implications for Germany.
The neutral sports fan speaks: a thrilling match decided by skill and determination. Portugal earned their victory fair and square.
The bloc universalizes the match by focusing on universal sporting values (comeback, tactics, heroics) rather than national or political angles. This makes the story accessible to a global audience and avoids taking sides.
The bloc omits any reference to the memorial context of Diogo Jota or the broader geopolitical implications of the tournament, keeping the coverage purely sportive.
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