Entrar
Edição das 20:00 CETsexta-feira, 3 de julho de 2026
311 veículos · 17 idiomas81 briefing hoje
Crime e Desastresterça-feira, 30 de junho de 2026

Sismos na Venezuela: mais de 1.700 mortos e 58 mil edifícios possivelmente danificados

Seis dias após os terremotos mais fortes em um século, equipes internacionais buscam sobreviventes enquanto estimativas de satélite apontam destruição muito superior aos números oficiais.

Seis dias após dois terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 atingirem o norte da Venezuela, o balanço oficial de vítimas subiu para 1.719 mortos, 5.034 feridos e 15.866 desabrigados, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. As operações de busca e salvamento prosseguem, com equipas de mais de 30 países, mas as esperanças de encontrar sobreviventes sob os escombros diminuem a cada hora.

Enquanto o governo contabiliza 855 edificações danificadas, das quais 189 desabaram totalmente, uma análise preliminar de imagens de satélite divulgada pela NASA e pela Universidade Estadual do Oregon estima que cerca de 58.870 edifícios podem ter sido danificados ou destruídos. A avaliação, baseada em dados do satélite Sentinel-1, ainda não foi validada em campo e deve ser interpretada como um indicador, alertam os pesquisadores. A ONU calcula que 50 mil pessoas permanecem desaparecidas, número que as autoridades locais não confirmaram oficialmente.

A crise humanitária agrava-se com a escassez de alimentos, o colapso de serviços básicos e o risco de surtos de doenças como sarampo e difteria, advertiu a Organização Mundial da Saúde. Cerca de 38 hospitais foram afetados, e a pressão sobre os sistemas de saúde é extrema. Para acelerar a chegada de ajuda, os Estados Unidos repararam o porto de La Guaira, enquanto mais de 2.000 socorristas estrangeiros e 160 cães atuam nas áreas devastadas. O apoio financeiro americano já supera os 300 milhões de dólares, e voos humanitários do Brasil, Colômbia, Itália e outros países continuam a chegar.

Réplicas frequentes — mais de 600 desde o evento principal, incluindo um tremor de magnitude 4,6 na segunda-feira — mantêm a população em pânico e dificultam os trabalhos de resgate. Moradores relatam frustração com a resposta inicial das autoridades, afirmando que os primeiros socorros foram organizados por voluntários. A Organização Internacional para as Migrações projeta que 6,76 milhões de pessoas foram afetadas, direta ou indiretamente.

As buscas continuam, mas as equipas concentram-se cada vez mais na remoção de escombros e na recuperação de corpos. O balanço de vítimas é provisório e poderá aumentar significativamente, segundo agências internacionais. A comunidade internacional mantém o envio de ajuda, enquanto o governo interino de Delcy Rodríguez prometeu realojar milhares de famílias até o final do ano.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

0%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa latino-americanaImprensa europeia continental
Imprensa latino-americana
AlarmeUrgência

A Venezuela continua em uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros seis dias após os terremotos. O balanço oficial é de 1.719 mortos, mais de 5.000 feridos e quase 16.000 desabrigados, com cerca de 50.000 desaparecidos. O medo das réplicas não diminui e a emergência humanitária persiste, com muitas áreas ainda sem assistência apesar da chegada de ajuda internacional.

Imprensa europeia continental
DistanciamentoPragmatismo

Dados de satélite da NASA indicam que cerca de 58.870 edifícios foram provavelmente danificados ou destruídos pelos dois terremotos na Venezuela. O número de mortos ultrapassa 1.700 e milhares continuam desaparecidos. As réplicas, incluindo um tremor de magnitude 5,2, dificultam os trabalhos de resgate, e as estimativas sugerem que o total de vítimas pode ser muito maior.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Do palco íntimo ao espetáculo global: Bieber pode juntar-se a Shakira e Madonna na final do Mundial·Cimeira da NATO em Ancara formaliza 140 mil milhões de euros para a Ucrânia sob tensão transatlântica·Queda do petróleo embaralha expectativas de juros e expõe divergência entre Fed e BCE·Receitas fiscais recordes no Japão e no Brasil contrastam com pressão de dívida na Alemanha e no Egito·Papa americano apela à unidade e destaca papel dos imigrantes nos 250 anos dos EUA·Índia aprova megacompra militar de 52 mil milhões de rupias e estreita aliança com Japão·Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro e manda entregar armas em 48 horas·Mamdani contrapõe-se a Trump e redefine excecionalismo no 250.º aniversário dos EUA·Do palco íntimo ao espetáculo global: Bieber pode juntar-se a Shakira e Madonna na final do Mundial·Cimeira da NATO em Ancara formaliza 140 mil milhões de euros para a Ucrânia sob tensão transatlântica·Queda do petróleo embaralha expectativas de juros e expõe divergência entre Fed e BCE·Receitas fiscais recordes no Japão e no Brasil contrastam com pressão de dívida na Alemanha e no Egito·Papa americano apela à unidade e destaca papel dos imigrantes nos 250 anos dos EUA·Índia aprova megacompra militar de 52 mil milhões de rupias e estreita aliança com Japão·Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro e manda entregar armas em 48 horas·Mamdani contrapõe-se a Trump e redefine excecionalismo no 250.º aniversário dos EUA·
Atualizado 15:103 idiomas · 4 veículos
AnteriorCrime e DesastresPróximo
4 veículos|3 idiomas|2 min de leitura
terça-feira, 30 de junho de 2026

Sismos na Venezuela: mais de 1.700 mortos e 58 mil edifícios possivelmente danificados

Seis dias após os terremotos mais fortes em um século, equipes internacionais buscam sobreviventes enquanto estimativas de satélite apontam destruição muito superior aos números oficiais.

Seis dias após dois terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 atingirem o norte da Venezuela, o balanço oficial de vítimas subiu para 1.719 mortos, 5.034 feridos e 15.866 desabrigados, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. As operações de busca e salvamento prosseguem, com equipas de mais de 30 países, mas as esperanças de encontrar sobreviventes sob os escombros diminuem a cada hora.

Enquanto o governo contabiliza 855 edificações danificadas, das quais 189 desabaram totalmente, uma análise preliminar de imagens de satélite divulgada pela NASA e pela Universidade Estadual do Oregon estima que cerca de 58.870 edifícios podem ter sido danificados ou destruídos. A avaliação, baseada em dados do satélite Sentinel-1, ainda não foi validada em campo e deve ser interpretada como um indicador, alertam os pesquisadores. A ONU calcula que 50 mil pessoas permanecem desaparecidas, número que as autoridades locais não confirmaram oficialmente.

A crise humanitária agrava-se com a escassez de alimentos, o colapso de serviços básicos e o risco de surtos de doenças como sarampo e difteria, advertiu a Organização Mundial da Saúde. Cerca de 38 hospitais foram afetados, e a pressão sobre os sistemas de saúde é extrema. Para acelerar a chegada de ajuda, os Estados Unidos repararam o porto de La Guaira, enquanto mais de 2.000 socorristas estrangeiros e 160 cães atuam nas áreas devastadas. O apoio financeiro americano já supera os 300 milhões de dólares, e voos humanitários do Brasil, Colômbia, Itália e outros países continuam a chegar.

Réplicas frequentes — mais de 600 desde o evento principal, incluindo um tremor de magnitude 4,6 na segunda-feira — mantêm a população em pânico e dificultam os trabalhos de resgate. Moradores relatam frustração com a resposta inicial das autoridades, afirmando que os primeiros socorros foram organizados por voluntários. A Organização Internacional para as Migrações projeta que 6,76 milhões de pessoas foram afetadas, direta ou indiretamente.

As buscas continuam, mas as equipas concentram-se cada vez mais na remoção de escombros e na recuperação de corpos. O balanço de vítimas é provisório e poderá aumentar significativamente, segundo agências internacionais. A comunidade internacional mantém o envio de ajuda, enquanto o governo interino de Delcy Rodríguez prometeu realojar milhares de famílias até o final do ano.

Divergência das fontes

Crime e Desastres · 4 veículos · 3 idiomas

0%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro100%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa latino-americanaImprensa europeia continental
Imprensa latino-americana
AlarmeUrgência

A Venezuela continua em uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros seis dias após os terremotos. O balanço oficial é de 1.719 mortos, mais de 5.000 feridos e quase 16.000 desabrigados, com cerca de 50.000 desaparecidos. O medo das réplicas não diminui e a emergência humanitária persiste, com muitas áreas ainda sem assistência apesar da chegada de ajuda internacional.

Imprensa europeia continental
DistanciamentoPragmatismo

Dados de satélite da NASA indicam que cerca de 58.870 edifícios foram provavelmente danificados ou destruídos pelos dois terremotos na Venezuela. O número de mortos ultrapassa 1.700 e milhares continuam desaparecidos. As réplicas, incluindo um tremor de magnitude 5,2, dificultam os trabalhos de resgate, e as estimativas sugerem que o total de vítimas pode ser muito maior.

Esta notícia apareceu em

4 veículos · 3 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Trump utiliza pela primeira vez o Air Force One doado pelo Catar e reacende debate ético

10 idiomas · 26 veículos

De Economy & Markets

BYD se prepara para retomar liderança global em elétricos enquanto crise industrial abala a Europa

3 idiomas · 13 veículos

De Technology

Índia trava nomes de utilizador no WhatsApp e alarga escrutínio ao Telegram e Signal

4 idiomas · 16 veículos

Ler mais