
Sismo de 6,7 em Sulawesi deixa um morto e reaviva memórias do desastre de 2018
Abalo desta terça-feira danificou centenas de edifícios, forçou evacuações hospitalares e gerou pânico em Palu, enquanto o governador estava em missão oficial em Jacarta.
Um terramoto de magnitude 6,7 abalou a ilha indonésia de Sulawesi na manhã de terça-feira, 16 de junho, com epicentro a 42 quilómetros a sudeste de Palu e a apenas 10 quilómetros de profundidade. O abalo, classificado como superficial e provocado pela atividade da falha de Sausu — distinta da falha de Palu-Koro que causou a tragédia de 2018 —, não gerou risco de tsunami, mas desencadeou dezenas de réplicas, algumas acima de magnitude 5. A agência geofísica indonésia (BMKG) e o Serviço Geológico dos EUA confirmaram a intensidade, enquanto o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico alertava para o potencial de danos moderados. Em Lisboa, sismólogos acompanham com atenção este evento, que ilustra a exposição crónica do arquipélago indonésio a choques tectónicos.
O balanço provisório aponta para uma vítima mortal no distrito de Sigi e pelo menos 32 feridos, oito dos quais em estado grave, incluindo fraturas e traumatismos cranianos. Cerca de 110 famílias foram diretamente afetadas, e as autoridades locais contabilizam mais de 780 habitações danificadas só em Sigi, além de deslizamentos de terra que cortaram a estrada para Napu. Em Palu, o edifício da administração distrital de Sigi, o auditório da Universidade Tadulako e vários hotéis sofreram danos estruturais; a ponte Palu III foi encerrada por precaução. Hospitais regionais transferiram pacientes para áreas abertas, com imagens de recém-nascidos e doentes com soros a aguardar em tendas de emergência, num eco doloroso das evacuações em massa de 2018.
A resposta das autoridades revelou tensões logísticas e políticas. O governador de Sulawesi Central, Anwar Hafid, encontrava-se em Jacarta em missão governamental no momento do sismo, o que suscitou críticas nas redes sociais, embora tenha garantido que coordenou a emergência à distância e regressado na própria noite. O vice-governador visitou as zonas afetadas, enquanto a agência nacional de gestão de desastres (BNPB) mobilizava equipas de avaliação. A polícia intensificou patrulhas para conter o pânico, que se manifestou em longas filas nas gasolineiras — um fenómeno que a Pertamina procurou acalmar assegurando a normalidade do abastecimento de combustível e gás.
Na perspetiva de Brasília, o episódio reforça a importância dos sistemas de alerta precoce e da coordenação federativa em países continentais com múltiplas frentes de risco — uma lição que o Brasil, com sua própria vulnerabilidade sísmica moderada no Nordeste e em zonas de mineração, não pode ignorar. Observadores em Maputo e Luanda, cidades que partilham o Índico com a Indonésia, notam que a resiliência das infraestruturas de saúde e a comunicação de risco continuam a ser desafios comuns a nações tropicais em desenvolvimento. A réplica sísmica de Sulawesi, embora menos destrutiva do que a catástrofe de 2018, sublinha a urgência de investir em construção antissísmica e em planos de contingência que integrem o trauma coletivo de populações repetidamente expostas a desastres naturais.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um forte terremoto atingiu Sulawesi Central, causando pânico, danos e uma morte. O governador, ausente em missão oficial em Jacarta, foi criticado, mas prometeu retornar imediatamente e inspecionar os danos. As autoridades evacuaram hospitais e pediram calma, enquanto o trauma de 2018 ressurge.
Um terremoto 'extremamente forte' atingiu Sulawesi, fazendo moradores em pânico fugirem. Muitos são assombrados pela lembrança do terremoto e tsunami de 2018. Hospitais evacuaram pacientes e imagens mostram danos pesados, reavivando o trauma passado.
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