
Príncipe George ingressa em Eton, internato de elite que custa £63 mil por ano
Aos 12 anos, o futuro rei britânico seguirá os passos do pai e de 20 primeiros-ministros, encerrando meses de especulação sobre o seu percurso académico.
O Palácio de Kensington confirmou esta terça-feira que o príncipe George, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, frequentará a partir de setembro o Eton College, o internato masculino de elite situado perto do Castelo de Windsor. A decisão, que põe fim a meses de especulação sobre o futuro académico do filho mais velho de William e Kate, inscreve o jovem de 12 anos — que completa 13 em julho — na mesma tradição do pai e do tio, os príncipes William e Harry, ambos antigos alunos da instituição. Atualmente, George estuda com os irmãos Charlotte e Louis na Lambrook School, em Berkshire, mas a transição para Eton representa um regresso à norma dinástica que o atual rei, Carlos III, quebrou ao ser enviado para Gordonstoun, na Escócia.
Fundado em 1440 pelo rei Henrique VI, o Eton College é um dos colégios internos mais prestigiados do mundo, conhecido por formar gerações da aristocracia e da elite política britânica — contam-se 20 primeiros-ministros entre os seus antigos alunos, incluindo David Cameron e Boris Johnson. As propinas anuais ascendem a 63 mil libras (cerca de 119 mil dólares ou 67 mil francos suíços), valor que não inclui o IVA de 20% recentemente aplicado às escolas privadas no Reino Unido. A proximidade geográfica também pesou: o campus fica a escassos 15 minutos de carro de Adelaide Cottage, a residência da família em Windsor, o que permitirá a George manter contacto regular com os pais e irmãos.
Na perspetiva de Brasília, o custo anual — equivalente a mais de 300 mil reais — sublinha o fosso entre a realidade educativa da realeza e a da maioria das famílias brasileiras, mesmo as de classe alta. Observadores em Lisboa notam que internatos de elite com esta carga histórica são raros em Portugal, e a escolha reforça a imagem de uma monarquia britânica ainda profundamente ancorada em símbolos de classe e tradição. Nos países lusófonos africanos, onde o acesso a instituições de ensino de elite é limitado e a atenção mediática à realeza é menor, o anúncio surge como uma curiosidade distante, mas que alimenta o fascínio global pela família real.
A entrada de George em Eton marca o início de uma fase de maior exposição pública para o futuro rei, que passará a viver em regime de internato sob apertada segurança. A decisão, tomada após consultas familiares, segundo a imprensa britânica, reflete o equilíbrio que os príncipes de Gales procuram entre a preservação do legado dinástico e o desejo de proporcionar aos filhos uma educação tão normal quanto possível. Resta saber se a passagem por Eton contribuirá para modernizar a imagem da monarquia ou se reforçará a perceção de uma instituição fechada sobre si mesma — um debate que, à medida que George cresce, ganhará cada vez mais relevância.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
2 grupos editoriais · 3 idiomas
O anúncio de que o príncipe George frequentará o Eton College é centrado no custo anual astronômico – mais de R$ 300 mil – e no status de bastião do privilégio. A cobertura tem um tom cético, questionando a acessibilidade de instituições tão elitistas até mesmo para um futuro monarca.
A matrícula do príncipe George em Eton é apresentada como uma continuação natural da tradição real, uma vez que seu pai e seu tio também estudaram lá. A cobertura menciona as taxas escolares de forma factual, mantendo um tom neutro e descritivo.
Artigos relacionados
Messi iguala recorde de Klose com hat-trick histórico na estreia do Mundial 2026
9 idiomas · 47 veículos
Defense & SecurityFragata russa dispara tiros de advertência contra iate britânico no Canal da Mancha
11 idiomas · 22 veículos
EconomiaAcordo EUA-Irã derruba petróleo a mínimas de três meses e Brent volta aos US$ 78
8 idiomas · 21 veículos