
Djokovic vence maratona de cinco horas e enfrentará Sinner na semifinal de Wimbledon
O sérvio superou Auger-Aliassime no quarto de final mais longo da história do torneio e agora desafia o número um do mundo, que avançou sem ceder sets.
Novak Djokovic, de 39 anos, precisou de 5 horas e 15 minutos para derrotar o canadiano Felix Auger-Aliassime por 7-6(10), 3-6, 6-3, 6-7(4) e 7-6(4) e garantir um lugar na semifinal de Wimbledon, onde enfrentará o italiano Jannik Sinner, atual campeão e líder do ranking. A partida, disputada no Centre Court, tornou-se o quarto de final mais longo da história do torneio e só terminou minutos antes do recolher obrigatório das 23h00 locais. Djokovic, que sentiu uma lesão na perna esquerda no primeiro set e precisou de assistência médica, discutiu com a arbitragem o fecho do teto no segundo set, mas manteve-se firme nos tie-breaks decisivos, vencendo o derradeiro por 10-4.
O sérvio, que persegue o 25.º título do Grand Slam, alcançou a sua 15.ª semifinal em Wimbledon e a oitava consecutiva, um recorde que supera Roger Federer. Na imprensa latino-americana, a resistência de Djokovic foi comparada à de Lionel Messi, que no mesmo dia liderou a Argentina nos quartos de final do Mundial de futebol. “Gostaria que fosse a final, para não me preocupar com o corpo amanhã”, afirmou o tenista, que dançou em homenagem à filha após o triunfo. A exibição reforçou a perceção, partilhada por analistas europeus, de que a experiência do veterano ainda o torna um candidato temível em torneios do Grand Slam.
Jannik Sinner, por seu lado, não enfrentou tantas dificuldades. O número um mundial bateu o alemão Jan-Lennard Struff por 7-5, 7-6(4) e 6-3 em 2h34, mostrando solidez nos momentos críticos e um serviço eficaz (16 ases). A imprensa italiana destacou a forma como Sinner geriu o calor de 30°C, um teste depois do abandono em Roland Garros devido a condições semelhantes. “Trabalhámos muito para perceber o que correu mal em Paris”, disse Sinner, que chega à sua décima semifinal de Grand Slam sem ceder sets desde a primeira ronda.
O confronto de sexta-feira reeditará a semifinal do ano passado, quando Sinner venceu em sets diretos, mas Djokovic devolveu o golpe na semifinal do Open da Austrália em janeiro. Em jogo estará a possibilidade de o sérvio igualar os oito títulos de Federer em Wimbledon e isolar-se como o maior vencedor de majors, enquanto o italiano defende o troféu e a condição de melhor do mundo. A imprensa asiática sublinha que Djokovic, apesar do cansaço, continua a quebrar recordes de longevidade, mas o favoritismo de Sinner é consensual entre os observadores.
| Imprensa europeia continental | +0.60 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | +0.50 | aligned |
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.20 | neutral |
A Itália celebra seu campeão: Sinner é implacável, a semifinal confirma sua grandeza.
Enfatiza os momentos decisivos e a maturidade mental, transformando uma partida disputada em uma demonstração de superioridade.
Omite as dificuldades iniciais de Sinner e o baixo ranking de Struff, que poderiam ter diminuído a vitória.
O tênis mundial tem um novo favorito: Sinner defende seu título com autoridade.
Destaca a defesa do título e a dureza da partida para legitimar o avanço.
Omite as dificuldades de Sinner com o calor e seu colapso em Roland Garros, que poderiam questionar sua consistência.
Sinner passou por um teste de calor e pressão, mas a lembrança de seu colapso em Roland Garros persiste.
Contrapõe o sucesso atual ao fracasso passado para criar uma narrativa de superação condicionada.
Omite a narrativa triunfal e a facilidade da vitória, concentrando-se em vez disso nas condições climáticas e nos fracassos passados.
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