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Geopolítica & Políticasexta-feira, 19 de junho de 2026

Serviços de informações dos EUA alertam que Netanyahu pode minar acordo de paz com o Irão

Relatórios de inteligência indicam que o primeiro-ministro israelita, sob pressão eleitoral, tentará prolongar a guerra no Líbano, pondo em risco o entendimento entre Washington e Teerão.

Agências de inteligência norte-americanas alertaram a administração de Donald Trump para a probabilidade de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tomar medidas que comprometam o acordo de paz duradouro que Washington procura firmar com o Irão. A avaliação, divulgada pela imprensa dos Estados Unidos, surge num momento de tensão acrescida: na sexta-feira, Israel lançou ataques aéreos no sul do Líbano em resposta a uma ofensiva com drones do Hezbollah que matou quatro soldados israelitas, e as conversações entre norte-americanos e iranianos previstas para a Suíça foram adiadas, com o vice-presidente J.D. Vance a cancelar a viagem.

Segundo os relatórios, a sobrevivência política de Netanyahu, com eleições legislativas previstas para o outono, depende de demonstrar ao eleitorado que não retirará as tropas do Líbano e que está disposto a intensificar o combate ao Hezbollah. Em Washington, responsáveis da administração Trump insistem que o memorando de entendimento não impede Israel de se defender caso seja atacado e sublinham que a necessidade de reabrir o estreito de Ormuz para evitar uma crise económica global se sobrepõe às preocupações israelitas. Do lado de Telavive, o governo vê o acordo como um enfraquecimento da estratégia de pressão máxima sobre Teerão e receia que limite a sua capacidade de resposta ao Hezbollah. Sondagens citadas nos relatos indicam que 70% dos judeus israelitas apoiam o agravamento da ofensiva contra o grupo xiita.

Um responsável norte-americano advertiu que, mesmo sem expandir as operações, a recusa de Israel em retirar-se do sul do Líbano pode fazer ruir o frágil entendimento entre Washington e Teerão, classificando a continuação da presença militar como "receita para o desastre" e a retoma dos confrontos como quase certa. Analistas israelitas, como Danny Citrinowicz, antigo oficial dos serviços de informação militares, notam que Netanyahu enfrenta o risco de "grande fricção" com Trump, que iniciou a guerra económica e por procuração contra o Irão a pedido de Israel mas agora procura estabilizar o acordo. O ex-analista do Pentágono Harrison Mann recorda que "guerra permanente e expansão territorial" têm sido motores da política israelita e que os EUA dispõem de instrumentos de pressão, como a suspensão do fornecimento de munições, combustível, partilha de informações ou a retirada de forças de proteção aérea.

O próprio Trump reconheceu publicamente uma "pequena divergência" com Netanyahu sobre o Líbano e pediu-lhe que não destruísse edifícios sempre que um membro do Hezbollah neles entrasse. O ministro israelita da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, publicou nas redes sociais uma mensagem em que afirmava: "por cada lágrima de uma mãe israelita, mil mães libanesas devem chorar". Com as conversações adiadas e sem nova data anunciada, o dossiê permanece em aberto, enquanto a tensão militar no sul do Líbano persiste e a administração Trump pondera até que ponto usará os mecanismos de influência de que dispõe para alinhar Telavive com a sua prioridade diplomática.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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As agências de inteligência dos EUA teriam alertado o governo Trump que Israel, sob Netanyahu, pode tomar medidas que comprometam o nascente acordo de paz com o Irã. A preocupação está na determinação israelense de continuar as operações militares contra o Hezbollah no Líbano, o que violaria uma cláusula central do acordo emergente que pede o fim das hostilidades. O relatório destaca as crescentes tensões entre o governo Netanyahu e as autoridades Trump.

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Alertas de inteligência ao governo Trump revelam a intenção 'confusa' de Netanyahu de potencialmente descarrilar os esforços por uma paz duradoura com o Irã. Israel parece determinado a continuar as operações militares no Líbano, arriscando violar um elemento central do acordo emergente. A avaliação ocorre em meio a atritos crescentes entre o gabinete Netanyahu e autoridades americanas que advertiram Israel publicamente.

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Serviços de informações dos EUA alertam que Netanyahu pode minar acordo de paz com o Irão

Relatórios de inteligência indicam que o primeiro-ministro israelita, sob pressão eleitoral, tentará prolongar a guerra no Líbano, pondo em risco o entendimento entre Washington e Teerão.

Agências de inteligência norte-americanas alertaram a administração de Donald Trump para a probabilidade de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tomar medidas que comprometam o acordo de paz duradouro que Washington procura firmar com o Irão. A avaliação, divulgada pela imprensa dos Estados Unidos, surge num momento de tensão acrescida: na sexta-feira, Israel lançou ataques aéreos no sul do Líbano em resposta a uma ofensiva com drones do Hezbollah que matou quatro soldados israelitas, e as conversações entre norte-americanos e iranianos previstas para a Suíça foram adiadas, com o vice-presidente J.D. Vance a cancelar a viagem.

Segundo os relatórios, a sobrevivência política de Netanyahu, com eleições legislativas previstas para o outono, depende de demonstrar ao eleitorado que não retirará as tropas do Líbano e que está disposto a intensificar o combate ao Hezbollah. Em Washington, responsáveis da administração Trump insistem que o memorando de entendimento não impede Israel de se defender caso seja atacado e sublinham que a necessidade de reabrir o estreito de Ormuz para evitar uma crise económica global se sobrepõe às preocupações israelitas. Do lado de Telavive, o governo vê o acordo como um enfraquecimento da estratégia de pressão máxima sobre Teerão e receia que limite a sua capacidade de resposta ao Hezbollah. Sondagens citadas nos relatos indicam que 70% dos judeus israelitas apoiam o agravamento da ofensiva contra o grupo xiita.

Um responsável norte-americano advertiu que, mesmo sem expandir as operações, a recusa de Israel em retirar-se do sul do Líbano pode fazer ruir o frágil entendimento entre Washington e Teerão, classificando a continuação da presença militar como "receita para o desastre" e a retoma dos confrontos como quase certa. Analistas israelitas, como Danny Citrinowicz, antigo oficial dos serviços de informação militares, notam que Netanyahu enfrenta o risco de "grande fricção" com Trump, que iniciou a guerra económica e por procuração contra o Irão a pedido de Israel mas agora procura estabilizar o acordo. O ex-analista do Pentágono Harrison Mann recorda que "guerra permanente e expansão territorial" têm sido motores da política israelita e que os EUA dispõem de instrumentos de pressão, como a suspensão do fornecimento de munições, combustível, partilha de informações ou a retirada de forças de proteção aérea.

O próprio Trump reconheceu publicamente uma "pequena divergência" com Netanyahu sobre o Líbano e pediu-lhe que não destruísse edifícios sempre que um membro do Hezbollah neles entrasse. O ministro israelita da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, publicou nas redes sociais uma mensagem em que afirmava: "por cada lágrima de uma mãe israelita, mil mães libanesas devem chorar". Com as conversações adiadas e sem nova data anunciada, o dossiê permanece em aberto, enquanto a tensão militar no sul do Líbano persiste e a administração Trump pondera até que ponto usará os mecanismos de influência de que dispõe para alinhar Telavive com a sua prioridade diplomática.

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As agências de inteligência dos EUA teriam alertado o governo Trump que Israel, sob Netanyahu, pode tomar medidas que comprometam o nascente acordo de paz com o Irã. A preocupação está na determinação israelense de continuar as operações militares contra o Hezbollah no Líbano, o que violaria uma cláusula central do acordo emergente que pede o fim das hostilidades. O relatório destaca as crescentes tensões entre o governo Netanyahu e as autoridades Trump.

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