
Rússia e Ucrânia intensificam ataques aéreos recíprocos contra infraestruturas portuárias e logísticas
Ofensivas noturnas atingem portos de Odessa e Chernomorsk, enquanto drones ucranianos visam alvos na Crimeia e no Mar Negro, elevando o número de vítimas civis.
Na noite de 16 para 17 de julho, as forças armadas da Rússia e da Ucrânia realizaram ataques aéreos de larga escala contra infraestruturas logísticas adversárias, com mísseis e drones a atingirem portos, terminais ferroviários e navios. O Ministério da Defesa russo reportou 19 ataques grupais ao longo da semana contra os portos de Odessa, Chernomorsk, Yuzhny e Dnipro-Bugsky, alegando ter destruído reservatórios de combustível, oficinas de montagem de drones e depósitos de munições. Do lado ucraniano, a estação ferroviária de Kerch, na Crimeia anexada, foi atingida por drones, provocando incêndios em armazéns e, possivelmente, numa base de petróleo. Comandantes das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia afirmaram ter danificado nove navios de carga, um petroleiro, um gaseiro e um rebocador no Mar Negro, elevando para 159 o número de embarcações russas atingidas desde 6 de julho.
Moscovo justifica a intensificação dos bombardeamentos como “ataques de retaliação” pela rutura do acordo de cereais em julho de 2023 e por ações ucranianas contra a ponte da Crimeia e outras infraestruturas em território russo. O Ministério da Defesa russo sustenta que os alvos são exclusivamente militares: infraestruturas portuárias utilizadas para descarregar e armazenar material bélico e combustíveis destinados às forças de Kiev, bem como centros de produção de drones. As forças de defesa aérea russas afirmam ter abatido 243 drones ucranianos na noite de 17 de julho sobre doze regiões, incluindo a Crimeia, e 4.661 ao longo da semana, números que não puderam ser verificados de forma independente.
Kiev, por seu lado, descreve as suas operações como parte de uma campanha para degradar a logística militar russa no Mar Negro e na Crimeia, sem causar danos ambientais. O comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados, Robert Brovdi, declarou que o objetivo é transformar cada navio numa “barcaça à deriva, cega e surda”, evitando perfurações nos cascos. As autoridades ucranianas reportaram ainda que os ataques russos causaram pelo menos sete mortos e 67 feridos em várias cidades, incluindo Odessa, onde dois civis morreram e onze edifícios residenciais foram danificados. A ofensiva russa também atingiu infraestruturas civis, como um estabelecimento religioso e uma creche, segundo a administração militar de Odessa.
Na perspetiva de Brasília, o governo brasileiro tem reiterado apelos à contenção e à retoma do diálogo, sublinhando o impacto da guerra na segurança alimentar global, particularmente para os países africanos de língua portuguesa dependentes das exportações de cereais. Observadores em Lisboa notam que a NATO continua a reforçar o apoio militar a Kiev, condenando os ataques russos contra alvos civis, enquanto a União Europeia prepara novas sanções. O dossier permanece num impasse diplomático, com ambas as partes a sinalizarem que manterão a pressão militar sobre as linhas de abastecimento adversárias, sem perspetivas imediatas de cessar-fogo.
| Imprensa russa e CEI | +0.60 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.70 | critical |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | 0.00 | neutral |
Russia precisely neutralizes enemy logistics infrastructure, striking only military targets and ensuring regional security.
Reports only Russian Defense Ministry statements, presenting the attacks as routine operations and omitting any reference to civilian casualties or damage to civilian infrastructure.
Omits civilian casualties and damage to civilian infrastructure caused by Russian attacks, present in Ukrainian and international reports.
Ukraine strikes the Russian fleet to defend its territory, while Russia indiscriminately bombs civilians in Odessa.
Emphasizes civilian casualties and damage to residential buildings, schools and churches, contrasting targeted Ukrainian attacks with indiscriminate Russian ones, creating a clear moral asymmetry.
Omits the Russian justification that the attacks targeted military infrastructure, present in Russian Defense Ministry statements.
Both sides strike civilian and military targets, causing casualties; the war continues endlessly.
Adopts a detached and symmetric tone, reporting casualties from both sides without assigning blame, suggesting parity of responsibility.
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