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Defesa e Segurançasexta-feira, 26 de junho de 2026

Crimeia decreta estado de emergência após ataque ucraniano com 660 drones

Península anexada sofre com escassez de combustível e cortes de energia, enquanto Zelensky anuncia operação de 40 dias para pressionar Moscovo a negociar o fim da guerra.

A península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, foi declarada em estado de emergência regional nesta sexta-feira (26) pelo governador nomeado por Moscovo, Serguei Aksiónov. A medida surge em resposta aos recentes ataques ucranianos que provocaram uma grave escassez de combustível e cortes no fornecimento de energia elétrica, afetando a população e as atividades económicas, incluindo o turismo de verão. Na noite anterior, o Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 660 drones ucranianos sobre doze regiões do país, a Crimeia e os mares Negro e Azov — um dos maiores volumes registados desde o início da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022. As defesas aéreas intercetaram 47 aparelhos que se dirigiam a Moscovo, enquanto na região de Tula, a sul da capital, um ataque danificou uma instalação industrial identificada como a fábrica química Azot, além de linhas elétricas, e feriu uma mulher.

Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky enquadrou a ofensiva numa “operação de influência” de 40 dias conduzida pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), com o objetivo declarado de “compelir a Rússia a pôr fim à guerra”. Segundo Kiev, a campanha visa infraestruturas energéticas e logísticas que sustentam o esforço militar russo, incluindo refinarias, depósitos de petróleo e fábricas de componentes para explosivos. Ataques recentes atingiram alvos em Krasnodar e Ufá, a mais de 1.500 quilómetros da linha da frente, demonstrando, na perspetiva de analistas ocidentais, um alargamento da capacidade de projeção de força ucraniana. A estratégia de desgaste procura, segundo fontes em Bruxelas, aumentar os custos internos do conflito para Moscovo e criar condições para um regresso à mesa de negociações, num momento em que as iniciativas de paz lideradas pelos Estados Unidos não registaram avanços concretos.

A declaração de emergência na Crimeia confere às autoridades locais poderes para mobilizar recursos adicionais e, se necessário, impor restrições à população. A venda de combustível a particulares já havia sido proibida no domingo anterior, e cortes programados de eletricidade foram anunciados em toda a península. Observadores em Moscovo notam que a crise energética se alastra a dezenas de regiões russas, afetando a economia e a perceção pública da guerra. A fábrica Azot, atingida pela segunda vez em duas semanas, é descrita por Kiev como crucial para a produção de explosivos, enquanto imagens de satélite da NASA detetaram um incêndio na central termoelétrica de Novomoskovsk. O impacto cumulativo destes ataques, segundo analistas militares, tem perturbado as cadeias de abastecimento russas e exposto vulnerabilidades nas defesas aéreas.

O conflito, que já ultrapassou a duração da Primeira Guerra Mundial, entra numa fase de intensificação assimétrica. Zelensky advertiu ainda para a “quase conclusão” de infraestruturas militares ao longo da fronteira com a Bielorrússia, sugerindo que Minsk poderá ser arrastada para o conflito, uma preocupação partilhada por governos da Europa Central. A próxima cimeira da NATO, prevista para julho, é apontada por diplomatas em Lisboa como um momento-chave para o reforço do apoio militar a Kiev. Enquanto isso, a operação de 40 dias prossegue, e o estado de emergência na Crimeia deverá prolongar-se até que o abastecimento energético seja estabilizado, sem que se vislumbre uma trégua imediata.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa atlântica / anglosferaImprensa europeia continental
Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
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A Ucrânia lançou uma das suas maiores ofensivas com drones da guerra, enviando mais de 600 aeronaves não tripuladas contra uma dúzia de regiões russas e a Crimeia anexada ilegalmente. O ataque faz parte de uma campanha sustentada de longo alcance para levar o conflito à Rússia, com os drones de Kiev a atingirem cada vez mais profundamente atrás das linhas inimigas. As defesas aéreas russas afirmaram ter intercetado 660 drones, mas a escala da operação sublinha a crescente capacidade da Ucrânia de projetar força.

Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
AlarmePragmatismo

A Rússia afirma ter intercetado 660 drones ucranianos num dos maiores ataques noturnos desde o início da guerra, com drones a visar Moscovo, a Crimeia e outras regiões. O assalto reflete a estratégia declarada de Kiev de levar a guerra para solo russo, como o presidente Zelensky tinha avisado. Entretanto, uma fábrica de produtos químicos em Tula terá sido atingida, realçando o alcance da campanha de drones ucraniana.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Crimeia decreta estado de emergência após ataque ucraniano com 660 drones

Península anexada sofre com escassez de combustível e cortes de energia, enquanto Zelensky anuncia operação de 40 dias para pressionar Moscovo a negociar o fim da guerra.

A península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, foi declarada em estado de emergência regional nesta sexta-feira (26) pelo governador nomeado por Moscovo, Serguei Aksiónov. A medida surge em resposta aos recentes ataques ucranianos que provocaram uma grave escassez de combustível e cortes no fornecimento de energia elétrica, afetando a população e as atividades económicas, incluindo o turismo de verão. Na noite anterior, o Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 660 drones ucranianos sobre doze regiões do país, a Crimeia e os mares Negro e Azov — um dos maiores volumes registados desde o início da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022. As defesas aéreas intercetaram 47 aparelhos que se dirigiam a Moscovo, enquanto na região de Tula, a sul da capital, um ataque danificou uma instalação industrial identificada como a fábrica química Azot, além de linhas elétricas, e feriu uma mulher.

Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky enquadrou a ofensiva numa “operação de influência” de 40 dias conduzida pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), com o objetivo declarado de “compelir a Rússia a pôr fim à guerra”. Segundo Kiev, a campanha visa infraestruturas energéticas e logísticas que sustentam o esforço militar russo, incluindo refinarias, depósitos de petróleo e fábricas de componentes para explosivos. Ataques recentes atingiram alvos em Krasnodar e Ufá, a mais de 1.500 quilómetros da linha da frente, demonstrando, na perspetiva de analistas ocidentais, um alargamento da capacidade de projeção de força ucraniana. A estratégia de desgaste procura, segundo fontes em Bruxelas, aumentar os custos internos do conflito para Moscovo e criar condições para um regresso à mesa de negociações, num momento em que as iniciativas de paz lideradas pelos Estados Unidos não registaram avanços concretos.

A declaração de emergência na Crimeia confere às autoridades locais poderes para mobilizar recursos adicionais e, se necessário, impor restrições à população. A venda de combustível a particulares já havia sido proibida no domingo anterior, e cortes programados de eletricidade foram anunciados em toda a península. Observadores em Moscovo notam que a crise energética se alastra a dezenas de regiões russas, afetando a economia e a perceção pública da guerra. A fábrica Azot, atingida pela segunda vez em duas semanas, é descrita por Kiev como crucial para a produção de explosivos, enquanto imagens de satélite da NASA detetaram um incêndio na central termoelétrica de Novomoskovsk. O impacto cumulativo destes ataques, segundo analistas militares, tem perturbado as cadeias de abastecimento russas e exposto vulnerabilidades nas defesas aéreas.

O conflito, que já ultrapassou a duração da Primeira Guerra Mundial, entra numa fase de intensificação assimétrica. Zelensky advertiu ainda para a “quase conclusão” de infraestruturas militares ao longo da fronteira com a Bielorrússia, sugerindo que Minsk poderá ser arrastada para o conflito, uma preocupação partilhada por governos da Europa Central. A próxima cimeira da NATO, prevista para julho, é apontada por diplomatas em Lisboa como um momento-chave para o reforço do apoio militar a Kiev. Enquanto isso, a operação de 40 dias prossegue, e o estado de emergência na Crimeia deverá prolongar-se até que o abastecimento energético seja estabilizado, sem que se vislumbre uma trégua imediata.

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A Ucrânia lançou uma das suas maiores ofensivas com drones da guerra, enviando mais de 600 aeronaves não tripuladas contra uma dúzia de regiões russas e a Crimeia anexada ilegalmente. O ataque faz parte de uma campanha sustentada de longo alcance para levar o conflito à Rússia, com os drones de Kiev a atingirem cada vez mais profundamente atrás das linhas inimigas. As defesas aéreas russas afirmaram ter intercetado 660 drones, mas a escala da operação sublinha a crescente capacidade da Ucrânia de projetar força.

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A Rússia afirma ter intercetado 660 drones ucranianos num dos maiores ataques noturnos desde o início da guerra, com drones a visar Moscovo, a Crimeia e outras regiões. O assalto reflete a estratégia declarada de Kiev de levar a guerra para solo russo, como o presidente Zelensky tinha avisado. Entretanto, uma fábrica de produtos químicos em Tula terá sido atingida, realçando o alcance da campanha de drones ucraniana.

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