
Rosneft aprova dividendo final e lucro anual cai 73% em ano de pressão sobre setor petrolífero russo
Acionistas da petrolífera russa aprovaram pagamento de 2,27 rublos por ação, totalizando 13,83 rublos no ano, enquanto a empresa reforça prioridade ao mercado interno de combustíveis.
Os acionistas da Rosneft aprovaram, em assembleia geral realizada a 19 de junho no estaleiro Zvezda, no Extremo Oriente russo, o dividendo final de 2,27 rublos por ação relativo a 2025. Somado ao pagamento intercalar de 11,56 rublos, o valor anual atinge 13,83 rublos por título, uma redução acentuada face aos 51,15 rublos distribuídos em 2024. A quebra reflete a contração de 73% no lucro líquido atribuível aos acionistas, que recuou para 293 mil milhões de rublos, num contexto de queda das cotações do petróleo, fortalecimento do rublo e manutenção de taxas de juro elevadas pelo banco central.
A petrolífera, que canaliza pelo menos 50% do lucro líquido para dividendos, viu o seu contributo fiscal para o orçamento russo descer de 6,1 biliões de rublos em 2024 para 5 biliões em 2025, mantendo-se ainda assim como o maior contribuinte do país. O presidente executivo, Igor Sechin, sublinhou que o número de acionistas privados da companhia se multiplicou por oito em cinco anos, aproximando-se de 1,7 milhões de pessoas. Este crescimento insere-se numa tendência mais ampla do mercado russo: o número de cidadãos com contas de corretagem na Bolsa de Moscovo quintuplicou no mesmo período, ultrapassando 40 milhões no final de 2025, impulsionado por restrições à saída de capitais e pela recuperação das distribuições de dividendos por grandes empresas.
Num momento de tensão no abastecimento interno de combustíveis, Sechin garantiu que a Rosneft praticamente não exporta produtos petrolíferos e que as suas mais de três mil estações de serviço operam sem restrições, embora a empresa desaconselhe o uso de bidões. A situação no mercado russo é classificada como “complexa” pelo gestor, que apontou a coincidência entre a elevada procura sazonal, os trabalhos agrícolas intensivos e paragens não programadas em refinarias — algumas danificadas por ataques de drones, como a unidade de Tuapse, no mar Negro, que suspendeu operações em abril. Regiões como a Crimeia e postos de outras redes já impuseram limites à venda de gasolina e gasóleo, enquanto a proibição de exportação de gasolina se mantém em vigor até 31 de julho.
O conselho de administração foi renovado com a entrada do reitor da Universidade Estatal de Moscovo, Viktor Sadovnichy, em substituição do reitor da Universidade Gubkin de Petróleo e Gás. A assembleia, a primeira presencial desde 2019, decorreu em Bolshoy Kamen, onde a Rosneft participa na construção do estaleiro Zvezda. Sechin afirmou ainda que toda a produção de crude é vendida e que a empresa procurará aumentar a extração, num momento em que surgem novas oportunidades de colocação. O próximo marco factual é a fixação da lista de acionistas com direito ao dividendo, a 9 de julho, seguindo-se o pagamento e a monitorização da frágil estabilidade do mercado de combustíveis durante o pico de consumo sazonal.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Os acionistas da Rosneft aprovaram um dividendo final de 2,27 rublos por ação, elevando o total anual para 13,83 rublos. A empresa destacou seu papel como a maior contribuinte fiscal da Rússia, com mais de 5 trilhões de rublos destinados ao orçamento, e enfatizou que o abastecimento interno de combustível tem prioridade sobre as exportações, sem restrições em seus postos. O CEO Sechin apontou um crescimento de oito vezes no número de acionistas privados, para quase 1,7 milhão, interpretando-o como um sinal de confiança na estratégia da companhia.
O CEO da Rosneft admitiu que a situação no mercado de combustíveis russo 'não está fácil', citando a alta demanda sazonal, o trabalho agrícola intensivo e a manutenção não programada de refinarias. O pano de fundo inclui os recentes ataques de drones ucranianos a refinarias russas, como uma unidade da Gazprom Neft em Moscou e a própria refinaria de Tuapse da Rosneft, que suspendeu as operações. Apesar disso, Sechin garantiu que a rede de mais de 3.000 postos de gasolina da Rosneft está operando sem restrições.
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