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Tecnologiasegunda-feira, 13 de julho de 2026

Robôs humanoides realizam cirurgia pela primeira vez e abrem caminho para a telemedicina

Estudo com porcos demonstra viabilidade de intervenções remotas com robôs de baixo custo, enquanto novas mãos robóticas e dobráveis avançam em destreza e portabilidade.

Pela primeira vez, dois robôs humanoides teleoperados completaram procedimentos cirúrgicos em animais vivos, um marco que altera o panorama da cirurgia robótica. A experiência, conduzida por investigadores da Universidade da Califórnia em San Diego e publicada na revista Nature, envolveu a remoção laparoscópica de vesículas biliares em porcos. Num dos ensaios, um robô atuou como assistente de um cirurgião humano; noutro, duas máquinas executaram toda a operação sem intervenção humana direta na mesa cirúrgica. O feito demonstra que robôs humanoides de produção em série, adaptados com garras e software específicos, podem executar tarefas de precisão antes reservadas a sistemas dedicados como o Da Vinci, que pesa 800 kg e custa milhões de dólares.

O robô utilizado, batizado Surgie, deriva do modelo Unitree G1, de origem chinesa, com 1,50 m de altura e apenas 27 kg. Controlado remotamente por um cirurgião através de uma consola com capacete de realidade virtual e pedais, o sistema traduz os movimentos das mãos em ações das pinças. O custo é uma fração do equipamento tradicional e ocupa muito menos espaço, o que, na perspetiva dos autores, viabiliza a sua implantação em zonas rurais, campos de batalha ou missões espaciais. Apesar do êxito, os procedimentos ainda exigem recalibrações frequentes e a latência na transmissão de comandos ronda as centenas de milissegundos — valor que precisa de descer abaixo dos 150 ms para ser clinicamente ótimo.

Em paralelo, a empresa norte-americana 1X apresentou uma nova mão robótica para o seu humanoide NEO, que afirma igualar ou superar a destreza humana. Com 25 graus de liberdade, a mão é capaz de verter chá, separar uvas por cor, ligar um carregador USB-C e comunicar em língua gestual. O sistema é impermeável e resiste a impactos de martelo, segundo vídeos divulgados. A 1X, apoiada pela OpenAI e Samsung, já recebeu 10 mil pré-encomendas do NEO e planeia iniciar as entregas em 2026, com capacidade para produzir até 250 mil robôs por ano numa nova unidade na Califórnia. Este avanço na manipulação fina complementa os progressos na cirurgia robótica, ao oferecer mãos mais hábeis e resistentes para futuras gerações de robôs médicos.

No domínio dos dispositivos de consumo, a chinesa HONOR lançou o Magic V6, um dobrável que combina um perfil ultrafino de 8,75 mm fechado com uma bateria de 6660 mAh, a maior do segmento. O ecrã interno de 7,95 polegadas utiliza vidro ultrafino reforçado e um revestimento antirreflexo que reduz a refletividade para 1,5%, enquanto a dobradiça, em aço de alta resistência, suporta 500 mil ciclos. O aparelho integra ainda ferramentas de inteligência artificial para multitarefa e carregamento sem fios de 66 W. Embora distante da robótica cirúrgica, o Magic V6 ilustra a mesma tendência de miniaturização e versatilidade que está a transformar tanto a medicina como a eletrónica de consumo.

Os próximos passos para os robôs cirurgiões passam por ensaios clínicos em humanos, ainda sem data anunciada, e pela resolução dos desafios técnicos de latência e calibração. A 1X deverá revelar em breve o calendário exato de envio do NEO, enquanto o Magic V6 já está disponível no mercado global. A convergência entre robótica humanoide, inteligência artificial e design compacto promete redefinir, a médio prazo, a prestação de cuidados de saúde e a interação com a tecnologia no quotidiano.

Divergência — quem conta como
7%Baixa
4 blocos · posições de +0.60 a +0.80
CríticoFavorável
SEALATGLFATL
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa do Sudeste Asiático+0.70aligned
Imprensa latino-americana+0.80aligned
Imprensa do Golfo árabe+0.60aligned
Imprensa atlântica / anglosfera+0.70aligned
Imprensa do Sudeste Asiático+0.70
Voz

We have achieved a world first: humanoid robots successfully performed surgery under remote control, opening new possibilities for modern medicine.

Mecanismopietra miliare

By labeling the event a 'world first' and a 'milestone', the bloc creates a narrative of inevitable progress, making the technology seem both groundbreaking and inevitable.

TriunfoPragmatismo
Imprensa latino-americana+0.80
Voz

This breakthrough will help solve the healthcare crisis by making remote surgery accessible and affordable, especially in underserved areas.

Mecanismoumanizzazione tecnologica

The bloc frames the technology as a solution to a pressing social problem, using the language of crisis and hope to make the innovation appear necessary and benevolent.

Omissão

The bloc omits that the procedure was preclinical (on a living animal, not a human), which would temper the claim of immediate applicability to human healthcare.

TriunfoPragmatismo
Imprensa do Golfo árabe+0.60
Voz

The HONOR Magic V6 sets a new standard for foldable phones by combining slimness, durability, and AI productivity in one practical device.

Mecanismosintesi di funzionalità

The bloc uses a 'balancing act' metaphor to present the phone as a product that satisfies multiple competing demands, making it appear as the ideal choice.

TriunfoPragmatismo
Imprensa atlântica / anglosfera+0.70
Voz

We have solved one of the toughest problems in robotics: a humanoid hand that matches or exceeds human performance, enabling new applications.

Mecanismorisoluzione di problema

The bloc frames the achievement as solving a long-standing challenge, using specific examples of dexterity to prove the breakthrough, thereby creating a sense of technical authority.

TriunfoPragmatismo

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Robôs humanoides realizam cirurgia pela primeira vez e abrem caminho para a telemedicina

Estudo com porcos demonstra viabilidade de intervenções remotas com robôs de baixo custo, enquanto novas mãos robóticas e dobráveis avançam em destreza e portabilidade.

Pela primeira vez, dois robôs humanoides teleoperados completaram procedimentos cirúrgicos em animais vivos, um marco que altera o panorama da cirurgia robótica. A experiência, conduzida por investigadores da Universidade da Califórnia em San Diego e publicada na revista Nature, envolveu a remoção laparoscópica de vesículas biliares em porcos. Num dos ensaios, um robô atuou como assistente de um cirurgião humano; noutro, duas máquinas executaram toda a operação sem intervenção humana direta na mesa cirúrgica. O feito demonstra que robôs humanoides de produção em série, adaptados com garras e software específicos, podem executar tarefas de precisão antes reservadas a sistemas dedicados como o Da Vinci, que pesa 800 kg e custa milhões de dólares.

O robô utilizado, batizado Surgie, deriva do modelo Unitree G1, de origem chinesa, com 1,50 m de altura e apenas 27 kg. Controlado remotamente por um cirurgião através de uma consola com capacete de realidade virtual e pedais, o sistema traduz os movimentos das mãos em ações das pinças. O custo é uma fração do equipamento tradicional e ocupa muito menos espaço, o que, na perspetiva dos autores, viabiliza a sua implantação em zonas rurais, campos de batalha ou missões espaciais. Apesar do êxito, os procedimentos ainda exigem recalibrações frequentes e a latência na transmissão de comandos ronda as centenas de milissegundos — valor que precisa de descer abaixo dos 150 ms para ser clinicamente ótimo.

Em paralelo, a empresa norte-americana 1X apresentou uma nova mão robótica para o seu humanoide NEO, que afirma igualar ou superar a destreza humana. Com 25 graus de liberdade, a mão é capaz de verter chá, separar uvas por cor, ligar um carregador USB-C e comunicar em língua gestual. O sistema é impermeável e resiste a impactos de martelo, segundo vídeos divulgados. A 1X, apoiada pela OpenAI e Samsung, já recebeu 10 mil pré-encomendas do NEO e planeia iniciar as entregas em 2026, com capacidade para produzir até 250 mil robôs por ano numa nova unidade na Califórnia. Este avanço na manipulação fina complementa os progressos na cirurgia robótica, ao oferecer mãos mais hábeis e resistentes para futuras gerações de robôs médicos.

No domínio dos dispositivos de consumo, a chinesa HONOR lançou o Magic V6, um dobrável que combina um perfil ultrafino de 8,75 mm fechado com uma bateria de 6660 mAh, a maior do segmento. O ecrã interno de 7,95 polegadas utiliza vidro ultrafino reforçado e um revestimento antirreflexo que reduz a refletividade para 1,5%, enquanto a dobradiça, em aço de alta resistência, suporta 500 mil ciclos. O aparelho integra ainda ferramentas de inteligência artificial para multitarefa e carregamento sem fios de 66 W. Embora distante da robótica cirúrgica, o Magic V6 ilustra a mesma tendência de miniaturização e versatilidade que está a transformar tanto a medicina como a eletrónica de consumo.

Os próximos passos para os robôs cirurgiões passam por ensaios clínicos em humanos, ainda sem data anunciada, e pela resolução dos desafios técnicos de latência e calibração. A 1X deverá revelar em breve o calendário exato de envio do NEO, enquanto o Magic V6 já está disponível no mercado global. A convergência entre robótica humanoide, inteligência artificial e design compacto promete redefinir, a médio prazo, a prestação de cuidados de saúde e a interação com a tecnologia no quotidiano.

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The bloc frames the technology as a solution to a pressing social problem, using the language of crisis and hope to make the innovation appear necessary and benevolent.

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The bloc omits that the procedure was preclinical (on a living animal, not a human), which would temper the claim of immediate applicability to human healthcare.

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We have solved one of the toughest problems in robotics: a humanoid hand that matches or exceeds human performance, enabling new applications.

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