
Sob protesto financeiro, Wimbledon 2026 regressa com Serena Williams e Djokovic históricos
Jogadores limitam entrevistas para exigir maior fatia das receitas, enquanto Serena, aos 44 anos, e Djokovic, em busca do 25.º Grand Slam, concentram as atenções.
A 140.ª edição de Wimbledon arranca esta segunda-feira com o ruído de um protesto inédito. As principais figuras do circuito, como Aryna Sabalenka, Jannik Sinner e Coco Gauff, restringiram a presença nos media para pressionar os organizadores a redistribuir as receitas. O All England Club anunciou um aumento recorde de 20% no prize money — 64,2 milhões de libras —, mas os tenistas exigem uma fatia de 16% do total, valor que, segundo Sabalenka, era prática corrente em 2016. “É um bom começo, mas ainda não chega”, afirmou a bielorrussa. O mal‑estar contrasta com a euforia suscitada pelo regresso de Serena Williams.
Quatro anos depois da sua última partida de singulares, Serena, de 44 anos, pisa de novo a relva onde conquistou sete títulos. A norte‑americana, que procura o 24.º Grand Slam, foi recebida em delírio pelos adeptos e mereceu elogios de Novak Djokovic: “Vejo‑a no ginásio mais do que no seu auge. O que está a fazer é épico.” A estreia está marcada para terça‑feira, frente à australiana Maya Joint, e a participação em pares ao lado da irmã Venus prolonga o fascínio de um regresso que transcende o desporto.
Na perspetiva de Brasília, os holofotes dividem‑se com João Fonseca. O carioca de 19 anos, cabeça de série 24, enfrenta na primeira ronda o espanhol Roberto Bautista Agut, veterano em digressão de despedida. Depois de ter abandonado o torneio de Eastbourne por precaução devido a um desconforto no ombro, Fonseca mostra‑se confiante: “Estou a treinar bem, vou jogar um ténis competitivo.” Do outro lado da rede estará o homem que afastou Djokovic na terceira ronda de Roland Garros, num sinal do momento ascendente do brasileiro.
Djokovic, por seu lado, acredita que a relva é a superfície ideal para perseguir o 25.º título do Grand Slam. O sérvio de 39 anos, sete vezes campeão em Londres, garante chegar “melhor preparado” do que a Paris e considera que o esforço físico reduzido o beneficia. Fora dos courts, o tenista revelou uma amizade à distância com o astro indiano do críquete Virat Kohli, com quem troca mensagens há anos e espera encontrar‑se em breve na Índia — episódio que sublinha a dimensão global do torneio.
Jannik Sinner, defensor do título, optou por não disputar torneios preparatórios, acreditando que a ausência de dúvidas é uma vantagem. O italiano efetuou pequenos ajustes no regime físico para enfrentar o calor e garantiu estar em condições após exames médicos. Com o quadro definido, as primeiras rondas prometem emoções. Para Serena, uma vitória reacenderia o sonho de igualar Margaret Court; para Djokovic, a busca pelo recorde absoluto continua a ser o derradeiro objetivo — tudo sob o pano de fundo de um braço de ferro financeiro que pode marcar a edição.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Serena Williams's return to Wimbledon has sparked an overwhelming frenzy, with fans mobbing her and fellow players embracing her warmly. Coverage highlights the fan excitement and Novak Djokovic's praise for her dedication, as he himself aims for a historic 25th Grand Slam title.
Latin American coverage focuses on João Fonseca's debut and Djokovic's statements about being better prepared physically. Djokovic is portrayed as a meticulous competitor arriving optimistically, while Fonseca is depicted as a young prospect facing a tough veteran. The tone is factual and geared towards local interest.
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