
Putin reconhece escassez de combustível após ataques ucranianos a refinarias
Presidente russo admite crise de abastecimento e anuncia medidas, enquanto Kiev intensifica campanha de drones para enfraquecer esforço de guerra de Moscovo.
O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu publicamente que o país enfrenta uma escassez de combustível, com filas em postos de gasolina e indisponibilidade de alguns tipos de gasolina, em consequência dos repetidos ataques de drones ucranianos contra refinarias e infraestruturas energéticas. Em reunião do Conselho de Ministros transmitida pela televisão estatal, Putin afirmou que a situação “não é crítica”, mas admitiu que as reservas de gasolina estão a ser utilizadas e que o governo estuda a proibição total da exportação de gasóleo para estabilizar o mercado interno. A península da Crimeia, anexada em 2014, foi colocada em situação de emergência na sexta-feira devido a cortes de eletricidade e à suspensão da venda de combustível a particulares.
A ofensiva ucraniana com drones de longo alcance intensificou-se nos últimos meses e, segundo Kiev, visa reduzir os recursos que financiam a máquina de guerra russa. O presidente Volodymyr Zelensky reivindicou ataques noturnos a duas refinarias — uma em Slaviansk-do-Kuban, na região de Krasnodar, a cerca de 300 quilómetros da linha da frente, e outra em Iaroslavl, a aproximadamente 700 quilómetros da fronteira ucraniana. Na perspetiva de analistas ocidentais, a campanha tem perturbado a logística militar e o abastecimento de combustível da Rússia, aumentando a pressão sobre o Kremlin para negociar. Moscovo, por sua vez, classificou as ações como “ataques terroristas” e prometeu reforçar a defesa antiaérea, ao mesmo tempo que assegura que as instalações danificadas estão a ser reparadas rapidamente.
A crise de abastecimento coincide com um momento de volatilidade nos mercados globais de energia, agravada, segundo observadores em Estocolmo, pelos efeitos do conflito no Irão sobre as cadeias de distribuição. A Rússia, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, viu-se forçada a impor limites à venda de combustível em pelo menos 17 regiões e a adiar manutenções programadas nas refinarias para aumentar a produção. Putin garantiu que as necessidades do setor agrícola serão salvaguardadas, dada a proximidade da colheita, e que a produção de combustíveis primários em julho deverá superar a de junho. O vice-primeiro-ministro Alexander Novak, contudo, minimizou a necessidade de uma proibição total das exportações de gasóleo, sinalizando divisões internas sobre a resposta.
No plano diplomático, Putin afirmou esperar a chegada de negociadores norte-americanos a Moscovo assim que Washington estiver “menos ocupado com o Irão”, retomando contactos que já ocorreram anteriormente. A Ucrânia condiciona qualquer cessar-fogo à retirada das tropas russas, enquanto o Kremlin insiste na “libertação total do Donbass e da Novorossia” como objetivo principal. As negociações mediadas pelos Estados Unidos permanecem paralisadas, e as eleições legislativas russas de setembro decorrerão, segundo Putin, dentro do calendário previsto, com o partido Rússia Unida a apostar numa renovação geracional das listas de candidatos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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The Indian and South Asian press reports Putin's admission of difficulties while emphasizing his commitment to overcome challenges. They frame the Ukrainian drone strikes as a serious threat that Putin is addressing with determination, portraying Russia as resilient despite acknowledging problems.
Continental European outlets highlight Putin's rare acknowledgment of fuel shortages and infrastructure damage, often juxtaposing his words with Ukraine's narrative of fair retaliation. The coverage conveys a sense of vulnerability in Russia's position, with a critical tone toward Moscow's handling of the war.
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