
Prazos vinculativos para elétricos e cibersegurança veicular redesenham mobilidade em metrópoles asiáticas
Deli proíbe registro de motos a gasolina em 2028 e Jacarta zera imposto sobre elétricos, enquanto a Índia prepara regras obrigatórias de cibersegurança para veículos autónomos.
A capital indiana impôs uma meta com efeito imediato: a partir de 1 de janeiro de 2027, só serão registados novos autorriquexás e veículos comerciais ligeiros elétricos, e, em abril de 2028, nenhuma motociclo a gasolina poderá ser matriculada. O objetivo é que 30% da frota de Deli seja elétrica até março de 2030, uma mudança que, segundo o governo local, visa reduzir a poluição e cumprir compromissos ambientais. Em paralelo, o operador dos sistemas de transporte da cidade planeia um reforço de infraestruturas, com 32 mil pontos de carregamento até ao final do ano, apoiado por um quadro de incentivos que inclui subsídios diretos à aquisição e isenção de taxas rodoviárias.
A medida insere-se num movimento mais amplo de transição energética no setor dos transportes em economias emergentes. Em Jacarta, o imposto sobre veículos elétricos a bateria foi reduzido a zero, uma política que, do ponto de vista das autoridades locais, alivia a dependência de combustíveis fósseis e as emissões urbanas. Ainda na Indonésia, grupos ambientalistas defendem que a eletrificação da frota oferece uma solução mais sustentável do que a adoção de biocombustíveis como o B50, cujo impacto na durabilidade dos motores e na qualidade do ar ainda gera controvérsia.
Ao mesmo tempo, a Índia avança na regulação da segurança digital veicular. O Ministério dos Transportes propôs normas que tornam obrigatórios sistemas de cibersegurança e de gestão de atualizações de software para veículos com capacidade de condução autónoma de nível 3 ou superior. A exigência aplica-se a novos modelos a partir de outubro deste ano e será progressivamente alargada a todos os veículos que recebem atualizações remotas até 2029. A medida visa mitigar riscos de controlo remoto malicioso, num contexto em que os automóveis se tornam plataformas conectadas.
No capítulo da mobilidade urbana, a transformação não se limita aos veículos. A operadora de portagens Jasa Marga, em Jacarta, anunciou a criação de centros de comando digitais e aplicações móveis que integram serviços e vigilância de sobrecargas, enquanto a Autoridade de Desenvolvimento de Deli projeta uma requalificação de 1400 quilómetros quadrados, incluindo corredores de alta densidade e reabilitação de bairros precários. Para as cidades lusófonas que enfrentam desafios semelhantes, como São Paulo e Lisboa, estas experiências asiáticas constituem um observatório de políticas: a imposição de prazos rígidos de eletrificação, a agregação de incentivos à procura e a regulação da segurança digital veicular são instrumentos que já figuram nas suas agendas de descarbonização e inovação. O próximo marco a observar será a entrada em vigor dos cortes de registo em Deli e o cumprimento do prazo de outubro para a cibersegurança nos veículos autónomos.
| Imprensa indiana e sul-asiática | +0.20 | neutral |
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| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.10 | neutral |
Delhi dá um salto ousado rumo a um ar mais limpo ao eliminar as duas rodas poluentes.
A proibição é apresentada como uma extensão da política nacional existente, enquadrando a decisão como parte de um progresso tecnológico inevitável, em vez de um mandato disruptivo.
A capital indiana elimina gradualmente as scooters a gasolina, juntando-se a uma mudança regional.
A história é enquadrada como uma atualização política direta com contexto regional, evitando julgamentos ao focar em medidas comparáveis em outras partes da Ásia e nas realidades logísticas no terreno.
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