
Portugal elimina Croácia com drama e VAR, e Cristiano Ronaldo enfim marca em mata-mata de Copa
Em jogo com golo anulado polémico, capitão português converte penálti histórico e dedica vitória a amigo falecido; seleção enfrentará a Espanha nos oitavos.
Portugal suou, sofreu, mas garantiu presença nos oitavos de final do Mundial 2026 ao derrotar a Croácia por 2-1, em Toronto, num jogo marcado pela polémica do VAR e por um golo histórico de Cristiano Ronaldo. O desfecho foi dramático: Gonçalo Ramos cabeceou o golo da vitória aos 90+4 minutos, depois de os croatas terem festejado um empate anulado por fora de jogo milimétrico.
A partida começou com domínio luso, mas foi a Croácia a abrir o marcador, por Ivan Perisic, aos 53’. A reação portuguesa veio de penálti, assinalado após revisão do VAR, que Ronaldo converteu para igualar. O capitão português, de 41 anos, tornou-se o jogador mais velho a marcar numa fase a eliminar de um Mundial e quebrou um jejum pessoal que durava há oito jogos de mata-mata.
A vitória teve uma carga emocional adicional: coincidiu com o primeiro aniversário da morte de Diogo Jota, amigo próximo de Ronaldo e antigo colega nas seleções jovens. O avançado usou uma camisola com o número 21 do malogrado jogador e dedicou-lhe o triunfo, gesto que comoveu a comitiva portuguesa e foi amplamente noticiado na imprensa asiática.
O lance que incendiou o encontro, porém, foi o golo anulado a Josko Gvardiol nos descontos. O VAR detetou um fora de jogo marginal de Mario Pasalic, decisão que revoltou os croatas. Luka Modric acusou a arbitragem de aplicar o vídeoárbitro ‘de forma seletiva, consoante o tamanho da equipa’, declaração que ecoou nos meios de comunicação espanhóis e na região balcânica.
Segue-se um duelo ibérico com a Espanha, que goleou a Áustria e chega embalada. Rúben Neves recordou a final da Liga das Nações de 2023, vencida por Portugal, e prometeu que a equipa de Roberto Martínez não se intimida. Observadores em Lisboa apontam que a gestão do capitão — substituído ainda com o jogo empatado — será um dos dilemas táticos para o confronto de Dallas, que reedita a rivalidade europeia em solo norte-americano.
Enquanto Portugal explora o caminho rumo ao título inédito, a Croácia despede-se com a sensação de que o futebol moderno lhe deve explicações. O Mundial prossegue sem uma das suas seleções mais aguerridas, mas com a promessa de outro capítulo entre as Quinas e a Roja.
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.60 | aligned |
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| Imprensa europeia continental | −0.20 | neutral |
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
Portugal wins and dedicates the match to Diogo Jota. Cristiano Ronaldo, captain and symbol, breaks his knockout goal drought and demonstrates his human and sporting greatness.
The narrative transforms a football victory into a commemorative rite, focusing attention on Ronaldo as a national hero who unites sport and emotion.
The VAR controversy and refereeing disputes, central in European reports, are completely absent.
VAR applied rules selectively and decided the match. Portugal wins but the real obstacle is Spain, which awaits.
A narrative of refereeing injustice is constructed, delegitimizing the result and shifting focus to the next match against Spain, seen as a moral rematch.
The emotional tribute to Diogo Jota and Ronaldo's goal drought are ignored, while emphasizing the alleged injustice suffered by Croatia.
Cristiano Ronaldo scored, but his substitution opened a tactical debate. Portugal must decide whether to rely on the captain or a more collective game.
A technical-tactical perspective is adopted to turn a victory into a strategic dilemma, questioning established leadership.
The tribute to Diogo Jota and VAR controversies are absent, while attention is entirely on the tactical future.
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