
Merino repete heroísmo e coloca Espanha na semifinal contra a França
Golo nos instantes finais do médio do Arsenal, que saiu do banco, garantiu o 2-1 sobre a Bélgica e reeditou o duelo com os Bleus, num confronto que muitos já apelidam de 'final antecipada'.
O médio Mikel Merino, acabado de entrar aos 86 minutos, precisou de apenas dois minutos para resolver o encontro. Na sequência de um remate de Pau Cubarsí, o guarda-redes suplente belga Senne Lammens não segurou a bola e Merino, atento, facturou o golo da vitória por 2-1. O estádio em Inglewood, na Califórnia, que recebeu 70.492 espectadores — entre eles Brad Pitt, Penélope Cruz e Javier Bardem — explodiu de alegria espanhola, enquanto a Bélgica se despedia do torneio com lágrimas, também as de Thibaut Courtois, que saíra lesionado aos 77 minutos.
A Espanha inaugurou o marcador aos 30 minutos, quando Fàbian Ruiz aproveitou uma recarga após defesa de Courtois a remate de Dani Olmo. A Bélgica, porém, respondeu com eficácia: aos 41, Charles De Ketelaere cabeceou com precisão um cruzamento de Timothy Castagne, interrompendo uma série de 649 minutos sem sofrer golos em Mundiais. O empate persistiu até ao desfecho dramático, com a Roja a dominar a posse de bola mas a esbarrar na organização defensiva belga, que só cedeu quando o guardião suplente falhou.
Merino, que há poucos meses duvidava da própria presença no torneio devido a uma fratura de stress no pé, tornou-se o herói improvável da Espanha pela segunda vez consecutiva. Já frente a Portugal, nos oitavos de final, marcara o golo da vitória nos descontos. “Não acredito que me tenha acontecido outra vez”, confessou o jogador do Arsenal, sublinhando que não se trata de sorte, mas de preparação. O selecionador Luis de la Fuente classificou-o como “o padrão desta ideia de jogo”, elogiando a sua compreensão táctica e generosidade. A Espanha prolongou para 36 jogos a sua série invicta, a um passo do recorde italiano de 37.
A vitória coloca a Espanha nas meias-finais, onde reencontrará a França, que eliminou Marrocos por 2-0. O duelo reedita a semifinal do Euro 2024, vencida pelos espanhóis, e o recente triunfo por 5-4 na Liga das Nações. Na imprensa de Madrid, o tom é de confiança: Nico Williams lembrou que “somos a única equipa que os venceu duas vezes”. Já em Paris, analistas sublinham que a França de Mbappé chega em melhor forma, mas reconhecem as vulnerabilidades defensivas. No Brasil, comentadores veem o confronto como uma “final antecipada”, dado o poderio das duas seleções, enquanto a Argentina aguarda no outro lado da chave.
O jogo está marcado para 14 de julho no AT&T Stadium, em Arlington, no Texas, com capacidade para 90 mil espectadores. Quem vencer sairá como favorito indiscutível ao título mundial, num torneio que já viu cair várias potências. Para a Espanha, é a oportunidade de regressar a uma final 16 anos depois da conquista de 2010; para a França, a hipótese de se redimir da derrota no Euro e confirmar a geração de ouro.
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.80 | aligned |
| Imprensa africana subsaariana | −0.20 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.20 | neutral |
Russia reports the facts without embellishment: Spain won, period.
The narrative is reduced to a sequence of events, eliminating any emotional or strategic interpretation, making the result an objective fact.
The Russian account omits any mention of the goalkeeping error or Courtois's emotional reaction, present in other blocs, to maintain a neutral chronicle.
Southeast Asia exalts Merino as Spain's secret joker, always ready to strike when needed.
The repetition of the term 'senjata rahasia' (secret weapon) and the emphasis on the player's readiness create a myth of reliability and surprise.
The Southeast Asian bloc omits any criticism of Spain's overall performance or the difficulties faced against Belgium, focusing solely on the heroic moment.
Sub-Saharan Africa observes with skepticism: Merino saves Spain, but the team is not convincing and still awaits the true talent of Yamal.
The use of irony ('unlikely hero') and the wait for another player create a tension between contingent success and future expectations.
The African bloc omits the celebratory narrative of Spain's historic semi-final return, focusing instead on the team's flaws.
The Atlantic acknowledges Merino's stroke of genius but imposes an examination: Spain must raise its level to compete with France.
The metaphor 'final before the final' raises the stakes, while critical analysis balances enthusiasm with strategic caution.
The Atlantic bloc omits the emotional reaction of the Belgian team and the goalkeeping error, focusing on Spain's need to improve.
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