
Voo da JetBlue colide com drone ao aproximar-se do aeroporto JFK, em Nova Iorque
A aeronave aterrou em segurança e a inspeção não encontrou danos, mas o incidente reacende o debate sobre a segurança dos drones perto de aeroportos, num contexto de reforço da vigilância para o Mundial de 2026.
Na manhã de segunda-feira, 29 de junho, o voo 948 da JetBlue, um Airbus A321 que partira de Las Vegas, reportou ter colidido com um drone quando se aproximava do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova Iorque. O piloto comunicou à torre de controlo que o impacto ocorrera a cerca de 3.000 pés de altitude (aproximadamente 914 metros), “mesmo por cima do cockpit”, segundo gravações de áudio divulgadas pelas autoridades americanas.
A aeronave aterrou sem incidentes às 7h21, hora local, e os passageiros desembarcaram normalmente. A JetBlue retirou o aparelho de serviço para uma inspeção pós-voo, que “não encontrou danos nem provas de colisão”, afirmou a companhia. A Administração Federal de Aviação (FAA) abriu uma investigação. Horas mais tarde, um helicóptero reportou a presença de um aeromodelo telecomandado vermelho e branco a 500 pés de altitude, a cerca de uma milha do farol de navegação de Canarsie, um ponto de referência para as aterragens no JFK, levando a FAA a alertar os pilotos na zona.
O incidente ocorre num momento de atenção redobrada à segurança do espaço aéreo. A região de Nova Iorque-Nova Jérsia acolhe vários jogos do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, incluindo a final a 19 de julho. O FBI anunciou que, desde o início do torneio, apreendeu mais de 500 drones a operar em espaço aéreo restrito nas 11 cidades-sede norte-americanas. A FAA recorda que recebe mais de 100 relatos mensais de avistamentos de drones perto de aeroportos e que os operadores não autorizados podem enfrentar multas elevadas ou penas de prisão. Na sexta-feira anterior, um voo da United Airlines também reportara um encontro com um drone durante a descida para o aeroporto de Newark.
Apesar de a inspeção não ter revelado danos, a FAA investiga se houve efetivamente uma colisão ou apenas um quase-incidente. As autoridades não estabeleceram qualquer ligação entre os dois episódios de segunda-feira. A JetBlue, que enfrenta um processo de reestruturação com o encerramento de bases de tripulantes em Newark e de operações tecnológicas em LaGuardia, garantiu que a segurança é a sua “primeira prioridade” e que colaborará com as investigações. O caso reacende o debate sobre a proliferação de drones e a eficácia das medidas de controlo, numa altura em que o espaço aéreo da maior metrópole americana está sob escrutínio acrescido.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um voo da JetBlue atingiu um drone ao se aproximar do aeroporto JFK a 3.000 pés. A FAA está investigando, nenhum dano foi encontrado. Este incidente é o mais recente de uma série de encontros próximos entre drones e aeronaves comerciais, levantando novas preocupações de segurança.
Um piloto da JetBlue relatou ter atingido um drone a 3.000 pés ao pousar no aeroporto JFK. A FAA está investigando o incidente. A aeronave pousou em segurança sem danos.
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