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Economia e Mercadossegunda-feira, 29 de junho de 2026

Petróleo sobe após novos ataques entre EUA e Irão, mas trégua temporária limita ganhos

Preços recuperam parte das perdas da semana passada, enquanto mercado reavalia riscos de abastecimento no Estreito de Ormuz e aguarda conversações técnicas em Doha.

Os preços do petróleo subiram na segunda-feira, 29 de junho, após um fim de semana de ataques recíprocos entre os Estados Unidos e o Irão, que evidenciaram a fragilidade do acordo de paz provisório e voltaram a travar o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz. O barril de Brent para entrega em agosto era transacionado a cerca de 72,5 dólares, uma valorização de 0,6% face ao fecho anterior, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) norte-americano avançava 1,2% para perto de 70 dólares. Os ganhos, contudo, foram limitados pelo anúncio de que Washington e Teerão concordaram em suspender as hostilidades e retomar conversações técnicas na terça-feira em Doha, capital do Catar.

A escalada do fim de semana — com ataques aéreos dos EUA a alvos iranianos na zona do estreito e retaliação de Teerão contra bases americanas no Kuwait e no Barém — travou a recuperação dos fluxos de crude que, na semana anterior, tinham atingido o nível mais elevado desde o início do conflito, em fevereiro. O Brent perdera 10,6% na semana passada, a terceira queda semanal consecutiva, impulsionada pelo rápido aumento dos carregamentos. Analistas na Europa alertam que o mercado parece excessivamente complacente, concentrando-se na normalização da oferta e ignorando o risco de uma recuperação lenta. “Se a retoma da produção se revelar demorada, há um potencial significativo de alta dos preços”, referem analistas do banco ING, citados por agências internacionais. Na Ásia-Pacífico, analistas do ANZ sublinham que o mercado terá de reavaliar a hipótese de um rápido regresso do fornecimento a partir do Golfo Pérsico.

Apesar da tensão, a gigante petrolífera saudita Aramco retomou na sexta-feira as operações de carga no terminal de Ras Tanura, a oeste do estreito, após quase quatro meses de paralisação. A atividade continuou mesmo depois de um helicóptero da empresa se ter despenhado no domingo, causando 14 mortos, num acidente de causa ainda desconhecida. Para as economias lusófonas, como Brasil, Portugal e Angola, a volatilidade das cotações internacionais tem reflexos diretos nos preços dos combustíveis e nas contas externas. O Brasil, enquanto exportador, beneficia de preços mais elevados, mas importadores como Portugal e vários países africanos de língua oficial portuguesa enfrentam pressões inflacionistas adicionais.

O próximo marco factual são as conversações técnicas agendadas para terça-feira em Doha, onde representantes dos dois países — incluindo, do lado americano, Steve Witkoff e Jared Kushner, segundo a Casa Branca — tentarão resolver o diferendo sobre o Estreito de Ormuz. O Irão acusa os EUA de violarem o memorando de entendimento ao não garantirem o cessar-fogo no Líbano, enquanto Washington aponta ataques a navios comerciais. A evolução das negociações ditará a trajetória de curto prazo dos preços e a segurança do corredor marítimo por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial.

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Os preços do petróleo subiram na segunda-feira após relatos de que Washington e Teerã concordaram em suspender as hostilidades e retomar as conversações técnicas no Catar. A trégua temporária, que inclui a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, acalmou os temores do mercado de interrupções no fornecimento. O foco está na abertura diplomática, e não nas recentes trocas militares.

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Os mercados de petróleo oscilaram na segunda-feira, com novos ataques entre EUA e Irã destacando a fragilidade do acordo de paz provisório e novamente prejudicando o transporte de energia pelo Estreito de Ormuz. Os preços inicialmente dispararam, mas depois recuaram após ambos os lados concordarem em suspender as hostilidades e retomar as negociações. A situação mantém a região em estado de alerta quanto à segurança do abastecimento.

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Petróleo sobe após novos ataques entre EUA e Irão, mas trégua temporária limita ganhos

Preços recuperam parte das perdas da semana passada, enquanto mercado reavalia riscos de abastecimento no Estreito de Ormuz e aguarda conversações técnicas em Doha.

Os preços do petróleo subiram na segunda-feira, 29 de junho, após um fim de semana de ataques recíprocos entre os Estados Unidos e o Irão, que evidenciaram a fragilidade do acordo de paz provisório e voltaram a travar o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz. O barril de Brent para entrega em agosto era transacionado a cerca de 72,5 dólares, uma valorização de 0,6% face ao fecho anterior, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) norte-americano avançava 1,2% para perto de 70 dólares. Os ganhos, contudo, foram limitados pelo anúncio de que Washington e Teerão concordaram em suspender as hostilidades e retomar conversações técnicas na terça-feira em Doha, capital do Catar.

A escalada do fim de semana — com ataques aéreos dos EUA a alvos iranianos na zona do estreito e retaliação de Teerão contra bases americanas no Kuwait e no Barém — travou a recuperação dos fluxos de crude que, na semana anterior, tinham atingido o nível mais elevado desde o início do conflito, em fevereiro. O Brent perdera 10,6% na semana passada, a terceira queda semanal consecutiva, impulsionada pelo rápido aumento dos carregamentos. Analistas na Europa alertam que o mercado parece excessivamente complacente, concentrando-se na normalização da oferta e ignorando o risco de uma recuperação lenta. “Se a retoma da produção se revelar demorada, há um potencial significativo de alta dos preços”, referem analistas do banco ING, citados por agências internacionais. Na Ásia-Pacífico, analistas do ANZ sublinham que o mercado terá de reavaliar a hipótese de um rápido regresso do fornecimento a partir do Golfo Pérsico.

Apesar da tensão, a gigante petrolífera saudita Aramco retomou na sexta-feira as operações de carga no terminal de Ras Tanura, a oeste do estreito, após quase quatro meses de paralisação. A atividade continuou mesmo depois de um helicóptero da empresa se ter despenhado no domingo, causando 14 mortos, num acidente de causa ainda desconhecida. Para as economias lusófonas, como Brasil, Portugal e Angola, a volatilidade das cotações internacionais tem reflexos diretos nos preços dos combustíveis e nas contas externas. O Brasil, enquanto exportador, beneficia de preços mais elevados, mas importadores como Portugal e vários países africanos de língua oficial portuguesa enfrentam pressões inflacionistas adicionais.

O próximo marco factual são as conversações técnicas agendadas para terça-feira em Doha, onde representantes dos dois países — incluindo, do lado americano, Steve Witkoff e Jared Kushner, segundo a Casa Branca — tentarão resolver o diferendo sobre o Estreito de Ormuz. O Irão acusa os EUA de violarem o memorando de entendimento ao não garantirem o cessar-fogo no Líbano, enquanto Washington aponta ataques a navios comerciais. A evolução das negociações ditará a trajetória de curto prazo dos preços e a segurança do corredor marítimo por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial.

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Os mercados de petróleo oscilaram na segunda-feira, com novos ataques entre EUA e Irã destacando a fragilidade do acordo de paz provisório e novamente prejudicando o transporte de energia pelo Estreito de Ormuz. Os preços inicialmente dispararam, mas depois recuaram após ambos os lados concordarem em suspender as hostilidades e retomar as negociações. A situação mantém a região em estado de alerta quanto à segurança do abastecimento.

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