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Energia e Climaquarta-feira, 17 de junho de 2026

Pastagens e oceanos no centro da agenda global contra a desertificação

No Dia Mundial de Combate à Desertificação, países do Mediterrâneo, África e Ásia alertam para a degradação dos solos, enquanto o Quénia acolhe conferência sobre a proteção dos mares.

A coincidência de dois grandes eventos ambientais — o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, a 17 de junho, e a 11.ª Conferência Our Ocean, em Mombaça — sublinhou a urgência de restaurar ecossistemas terrestres e marinhos como faces da mesma crise climática. Sob o lema “Pastagens: Reconhecer, Respeitar, Restaurar”, escolhido pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, governos e organizações internacionais reforçaram apelos à proteção de solos, biodiversidade e meios de subsistência. Do Mediterrâneo ao Índico, os alertas convergem: a perda de pastagens e a degradação dos oceanos ameaçam a segurança alimentar e hídrica de centenas de milhões de pessoas.

Na bacia mediterrânica, investigadores italianos do Conselho Nacional de Investigação (CNR) notam sinais evidentes de declínio da biodiversidade aquática e terrestre, com a desertificação a avançar de norte a sul do país. A Argélia, através do Ministério da Agricultura, organizou atividades nacionais para destacar o papel das pastagens na adaptação climática e na preservação da identidade cultural das comunidades pastoris. A FAO, a partir do Irão, reiterou a necessidade de ampliar a restauração destes ecossistemas e de fortalecer a resiliência à seca nos sistemas agroalimentares. Observadores em Lisboa sublinham que Portugal enfrenta riscos semelhantes, com o Alentejo a registar episódios de seca prolongada e perda de solos férteis. Do lado brasileiro, a Caatinga, único bioma exclusivamente nacional, sofre pressões que aceleram a desertificação, afetando a agricultura familiar no semiárido nordestino.

Em Mombaça, o Quénia assumiu um duplo protagonismo. O vice-presidente Kithure Kindiki inaugurou a conferência oceânica, defendendo que o mar é motor de crescimento económico e que a geração atual tem a obrigação de devolver um oceano “mais limpo, mais rico e mais resiliente” às futuras gerações. Em paralelo, Kindiki comprometeu o país com a plantação de 15 mil milhões de árvores até 2032, uma megaoperação de reflorestação que visa travar a degradação das pastagens e combater a desertificação. A iniciativa queniana ecoa desafios partilhados por nações lusófonas costeiras como Moçambique e Cabo Verde, onde a saúde dos ecossistemas marinhos está diretamente ligada à subsistência das populações.

Analistas em Maputo e Luanda alertam que a desertificação e a degradação dos solos agravam a vulnerabilidade de países africanos de língua portuguesa, já expostos a choques climáticos e a uma forte dependência da agricultura de sequeiro. A restauração de pastagens, defendida pela FAO e pela UNCCD, é vista como uma estratégia de baixo custo para sequestrar carbono, preservar a biodiversidade e garantir a infiltração de água nos aquíferos. Em Brasília, especialistas lembram que o Brasil integra a Convenção desde 1997 e que o Plano Nacional de Combate à Desertificação necessita de maior articulação com políticas de desenvolvimento regional.

A convergência de agendas — terrestre e oceânica — reflete uma compreensão mais madura dos serviços ecossistémicos. Proteger pastagens não é apenas uma questão de solo; é garantir a regulação do ciclo hidrológico, a polinização e o sustento de milhões de pastores e agricultores. Enquanto o Quénia planta árvores e acolhe diplomatas do mar, o Mediterrâneo e o semiárido brasileiro observam com expectativa: a luta contra a desertificação exige cooperação transfronteiriça e investimento contínuo, sob pena de o silêncio das pastagens se transformar em crise humanitária.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa europea continentaleStampa arabo levante-Maghreb
Stampa europea continentale/ mediterranea
allarmeurgenza

Um pesquisador italiano soa o alarme: a desertificação ameaça toda a bacia do Mediterrâneo, incluindo a Itália, com sinais evidentes de perda de biodiversidade. A proteção dos serviços ecossistêmicos é essencial para combater a degradação do solo e a seca.

Stampa arabo levante-Maghreb
trionfopragmatismo

O ministério da Agricultura da Argélia assinala o Dia Mundial de Combate à Desertificação com eventos nacionais, destacando o papel central das pastagens na adaptação climática, na segurança alimentar e hídrica e na preservação da identidade cultural das comunidades pastoris.

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Pastagens e oceanos no centro da agenda global contra a desertificação

No Dia Mundial de Combate à Desertificação, países do Mediterrâneo, África e Ásia alertam para a degradação dos solos, enquanto o Quénia acolhe conferência sobre a proteção dos mares.

A coincidência de dois grandes eventos ambientais — o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, a 17 de junho, e a 11.ª Conferência Our Ocean, em Mombaça — sublinhou a urgência de restaurar ecossistemas terrestres e marinhos como faces da mesma crise climática. Sob o lema “Pastagens: Reconhecer, Respeitar, Restaurar”, escolhido pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, governos e organizações internacionais reforçaram apelos à proteção de solos, biodiversidade e meios de subsistência. Do Mediterrâneo ao Índico, os alertas convergem: a perda de pastagens e a degradação dos oceanos ameaçam a segurança alimentar e hídrica de centenas de milhões de pessoas.

Na bacia mediterrânica, investigadores italianos do Conselho Nacional de Investigação (CNR) notam sinais evidentes de declínio da biodiversidade aquática e terrestre, com a desertificação a avançar de norte a sul do país. A Argélia, através do Ministério da Agricultura, organizou atividades nacionais para destacar o papel das pastagens na adaptação climática e na preservação da identidade cultural das comunidades pastoris. A FAO, a partir do Irão, reiterou a necessidade de ampliar a restauração destes ecossistemas e de fortalecer a resiliência à seca nos sistemas agroalimentares. Observadores em Lisboa sublinham que Portugal enfrenta riscos semelhantes, com o Alentejo a registar episódios de seca prolongada e perda de solos férteis. Do lado brasileiro, a Caatinga, único bioma exclusivamente nacional, sofre pressões que aceleram a desertificação, afetando a agricultura familiar no semiárido nordestino.

Em Mombaça, o Quénia assumiu um duplo protagonismo. O vice-presidente Kithure Kindiki inaugurou a conferência oceânica, defendendo que o mar é motor de crescimento económico e que a geração atual tem a obrigação de devolver um oceano “mais limpo, mais rico e mais resiliente” às futuras gerações. Em paralelo, Kindiki comprometeu o país com a plantação de 15 mil milhões de árvores até 2032, uma megaoperação de reflorestação que visa travar a degradação das pastagens e combater a desertificação. A iniciativa queniana ecoa desafios partilhados por nações lusófonas costeiras como Moçambique e Cabo Verde, onde a saúde dos ecossistemas marinhos está diretamente ligada à subsistência das populações.

Analistas em Maputo e Luanda alertam que a desertificação e a degradação dos solos agravam a vulnerabilidade de países africanos de língua portuguesa, já expostos a choques climáticos e a uma forte dependência da agricultura de sequeiro. A restauração de pastagens, defendida pela FAO e pela UNCCD, é vista como uma estratégia de baixo custo para sequestrar carbono, preservar a biodiversidade e garantir a infiltração de água nos aquíferos. Em Brasília, especialistas lembram que o Brasil integra a Convenção desde 1997 e que o Plano Nacional de Combate à Desertificação necessita de maior articulação com políticas de desenvolvimento regional.

A convergência de agendas — terrestre e oceânica — reflete uma compreensão mais madura dos serviços ecossistémicos. Proteger pastagens não é apenas uma questão de solo; é garantir a regulação do ciclo hidrológico, a polinização e o sustento de milhões de pastores e agricultores. Enquanto o Quénia planta árvores e acolhe diplomatas do mar, o Mediterrâneo e o semiárido brasileiro observam com expectativa: a luta contra a desertificação exige cooperação transfronteiriça e investimento contínuo, sob pena de o silêncio das pastagens se transformar em crise humanitária.

Divergência das fontes

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável75%
Crítico25%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa europea continentaleStampa arabo levante-Maghreb
Stampa europea continentale/ mediterranea
allarmeurgenza

Um pesquisador italiano soa o alarme: a desertificação ameaça toda a bacia do Mediterrâneo, incluindo a Itália, com sinais evidentes de perda de biodiversidade. A proteção dos serviços ecossistêmicos é essencial para combater a degradação do solo e a seca.

Stampa arabo levante-Maghreb
trionfopragmatismo

O ministério da Agricultura da Argélia assinala o Dia Mundial de Combate à Desertificação com eventos nacionais, destacando o papel central das pastagens na adaptação climática, na segurança alimentar e hídrica e na preservação da identidade cultural das comunidades pastoris.

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