
Passageiro parcialmente sugado de avião da Ryanair descreve terror e sequelas
Ljubisa Karović, 61 anos, sobreviveu após janela se romper a 4.500 metros; outros episódios recentes incluem briga a bordo, atraso com calor extremo e suspeita de sabotagem.
Um passageiro sérvio de 61 anos foi parcialmente sugado para fora de um Boeing 737 da Ryanair, a 10 de julho, após a rutura de uma janela a cerca de 4.500 metros de altitude, num voo entre Salónica, na Grécia, e Memmingen, na Alemanha. Ljubisa Karović, que seguia no assento 11C, sobreviveu graças ao cinto de segurança e à intervenção de outros ocupantes, mas sofreu queimaduras, contusões e lesões cervicais que exigem imobilização por semanas.
Segundo relatos da imprensa europeia, o passageiro descreveu um ruído de 'explosão' antes de perder a consciência, tendo sido puxado para dentro da cabina pela mulher e por um passageiro albanês, que usou uma mala para bloquear a janela partida. A companhia aérea irlandesa Ryanair afirmou que a tripulação agiu de forma 'fenomenal', mas o advogado da vítima, Vasilis Tsiaras, sustentou que o pessoal de cabina ficou 'paralisado pelo medo' e não prestou auxílio imediato. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) assumiu a investigação, e o diretor-executivo da Ryanair, Michael O'Leary, adiantou que as primeiras indicações apontam para danos causados por um objeto estranho no motor durante a descolagem, e não para falhas de manutenção. O aparelho, um Boeing 737 operado pela subsidiária Malta Air, tinha 18 anos e o motor fora revisto nos dois anos anteriores. Um relatório preliminar é esperado dentro de cerca de um mês.
O episódio insere-se numa sequência de incidentes recentes na aviação comercial. A 21 de julho, passageiros de um voo da Ryanair entre Barcelona e Manchester permaneceram mais de duas horas dentro da aeronave sem ar condicionado, com temperaturas que terão atingido os 40°C, provocando desmaios; a companhia atribuiu o atraso a trovoadas. No mesmo dia, um cargueiro Boeing 777 da Kalitta raspou a cauda na pista do aeroporto de Cincinnati, nos EUA, obrigando a uma aterragem de emergência sem feridos; a FAA abriu uma investigação. A 17 de julho, um Airbus A320 da companhia israelita Israir foi danificado por um veículo de reboque no aeroporto de Londres Luton, no terceiro incidente do género em menos de um ano, levando as autoridades de Israel a suspeitar de sabotagem com 'motivos nacionalistas' e a pedir uma investigação aprofundada às autoridades britânicas. Já a 16 de julho, um voo da EasyJet entre Tenerife e Liverpool regressou à origem após uma briga envolvendo cerca de dez passageiros, num contexto de preocupação crescente com comportamentos disruptivos a bordo.
Nenhum dos incidentes envolveu diretamente passageiros ou territórios lusófonos, mas a Ryanair e a EasyJet operam rotas significativas em Portugal e noutros mercados de língua portuguesa, e as autoridades de aviação do Brasil e de Portugal acompanham as investigações internacionais. Até ao momento, as causas de cada ocorrência permanecem sob escrutínio, sem conclusões definitivas. As investigações oficiais prosseguem, com a divulgação de relatórios preliminares prevista para as próximas semanas.
| Imprensa europeia continental | +0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.30 | aligned |
Ljubisa Karović conta seu pesadelo: o estrondo, o vazio, o resgate graças ao cinto de segurança e aos companheiros de viagem. Sua voz é a do sobrevivente, grato mas marcado.
O relato em primeira pessoa e os detalhes físicos (dor, pesadelos) criam empatia e autenticidade, deslocando a atenção da companhia aérea para a resiliência humana.
Não menciona o papel da esposa nem o uso de uma mala para bloquear a janela, elementos que a atlântica enfatiza.
A esposa e os passageiros são os heróis que arrancaram o homem da morte. A narrativa exalta a coragem coletiva e a rapidez de ação.
O uso de termos como 'heroicamente' e 'terror' cria uma tensão dramática, e a descrição detalhada das lesões e do resgate reforça o suspense e o final feliz.
Não aprofunda o trauma psicológico de longo prazo do sobrevivente, ao contrário da imprensa europeia continental.
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