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Esportesexta-feira, 19 de junho de 2026

Parlamento norueguês interrompe sessão para 'remada viking' em apoio à seleção no Mundial

Gesto replica coreografia de adeptos que viralizou após goleada sobre o Iraque e simboliza euforia pelo regresso da Noruega à Copa após 28 anos.

O plenário do Storting, o parlamento norueguês, transformou-se momentaneamente numa arquibancada na tarde de quinta-feira, quando o presidente da câmara, Masud Gharahkhani, convocou os deputados a simular uma remada coletiva em apoio à seleção nacional. Ao ritmo de “Ror! Ror! Ror!” (“Remem!”), a maioria dos legisladores moveu os braços em uníssono, replicando o gesto que os adeptos noruegueses tinham tornado viral nas ruas, bares e estações de Boston durante a estreia no Mundial de 2026. A iniciativa, recebida com risos e aplausos, não foi unânime: representantes dos partidos Conservador, Trabalhista e do Progresso permaneceram imóveis, com Erlend Wiborg a considerar a encenação inoportuna após uma votação tensa.

A coreografia parlamentar ecoou a celebração espontânea que emergiu nas horas anteriores e posteriores à vitória por 4-1 sobre o Iraque, no Gillette Stadium. Erling Haaland, na sua primeira participação num Mundial, marcou dois golos e liderou uma exibição que devolveu a Noruega à fase final da competição pela primeira vez desde França 1998. Nas imediações do estádio e na South Station de Boston, centenas de apoiantes vestidos de vermelho e com capacetes vikings sentaram-se em escadas rolantes e simularam o remar de um drakkar, numa homenagem à herança marítima escandinava que rapidamente conquistou as redes sociais.

Na perspetiva de observadores em Lisboa, o episódio ilustra como o futebol pode suspender, ainda que brevemente, as divisões partidárias numa democracia parlamentar madura, ao mesmo tempo que expõe tensões sobre os limites entre o entusiasmo cívico e a liturgia institucional. A euforia norueguesa extravasou o hemiciclo: o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre assistiu ao jogo inaugural in loco, e a Casa Real anunciou que a princesa Ingrid Alexandra e o príncipe Sverre Magnus marcarão presença no próximo compromisso da equipa. Em Brasília, a imagem de um parlamento a remar contrasta com a tradição de manifestações políticas nos plenários latino-americanos, onde o desporto raramente interrompe os trabalhos legislativos.

Com três pontos no Grupo I, a Noruega volta a campo a 22 de junho, em Nova Iorque/Nova Jérsia, frente ao Senegal. Uma vitória garante a classificação antecipada para os oitavos de final, prolongando uma onda de entusiasmo que já uniu adeptos, deputados e a família real. Do ponto de vista das seleções lusófonas, o confronto desperta interesse redobrado: o Senegal, que partilha com Portugal a condição de candidato a surpreender no torneio, terá de travar o ímpeto nórdico para manter vivas as suas próprias ambições na competição.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Num momento de euforia coletiva, os deputados noruegueses interromperam a sessão parlamentar para imitar a celebração da remada viking, enviando um alegre sinal de apoio à sua seleção nacional após uma vitória contundente. A cena, descrita como espetacular e perfeitamente sincronizada, transformou o hemiciclo numa alegre demonstração de orgulho nacional.

Stampa latinoamericana/ mercato
trionfopaternalismo

Os parlamentares noruegueses replicaram a viral 'remada viking' que os torcedores popularizaram em escadas rolantes e arquibancadas, transformando o gesto em um símbolo de identidade nacional enraizada na herança escandinava. O ato, proposto pelo presidente do Parlamento, interrompeu brevemente a sessão para torcer pela equipe na Copa do Mundo, mostrando como futebol e tradição se fundem em uma exibição festiva.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Parlamento norueguês interrompe sessão para 'remada viking' em apoio à seleção no Mundial

Gesto replica coreografia de adeptos que viralizou após goleada sobre o Iraque e simboliza euforia pelo regresso da Noruega à Copa após 28 anos.

O plenário do Storting, o parlamento norueguês, transformou-se momentaneamente numa arquibancada na tarde de quinta-feira, quando o presidente da câmara, Masud Gharahkhani, convocou os deputados a simular uma remada coletiva em apoio à seleção nacional. Ao ritmo de “Ror! Ror! Ror!” (“Remem!”), a maioria dos legisladores moveu os braços em uníssono, replicando o gesto que os adeptos noruegueses tinham tornado viral nas ruas, bares e estações de Boston durante a estreia no Mundial de 2026. A iniciativa, recebida com risos e aplausos, não foi unânime: representantes dos partidos Conservador, Trabalhista e do Progresso permaneceram imóveis, com Erlend Wiborg a considerar a encenação inoportuna após uma votação tensa.

A coreografia parlamentar ecoou a celebração espontânea que emergiu nas horas anteriores e posteriores à vitória por 4-1 sobre o Iraque, no Gillette Stadium. Erling Haaland, na sua primeira participação num Mundial, marcou dois golos e liderou uma exibição que devolveu a Noruega à fase final da competição pela primeira vez desde França 1998. Nas imediações do estádio e na South Station de Boston, centenas de apoiantes vestidos de vermelho e com capacetes vikings sentaram-se em escadas rolantes e simularam o remar de um drakkar, numa homenagem à herança marítima escandinava que rapidamente conquistou as redes sociais.

Na perspetiva de observadores em Lisboa, o episódio ilustra como o futebol pode suspender, ainda que brevemente, as divisões partidárias numa democracia parlamentar madura, ao mesmo tempo que expõe tensões sobre os limites entre o entusiasmo cívico e a liturgia institucional. A euforia norueguesa extravasou o hemiciclo: o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre assistiu ao jogo inaugural in loco, e a Casa Real anunciou que a princesa Ingrid Alexandra e o príncipe Sverre Magnus marcarão presença no próximo compromisso da equipa. Em Brasília, a imagem de um parlamento a remar contrasta com a tradição de manifestações políticas nos plenários latino-americanos, onde o desporto raramente interrompe os trabalhos legislativos.

Com três pontos no Grupo I, a Noruega volta a campo a 22 de junho, em Nova Iorque/Nova Jérsia, frente ao Senegal. Uma vitória garante a classificação antecipada para os oitavos de final, prolongando uma onda de entusiasmo que já uniu adeptos, deputados e a família real. Do ponto de vista das seleções lusófonas, o confronto desperta interesse redobrado: o Senegal, que partilha com Portugal a condição de candidato a surpreender no torneio, terá de travar o ímpeto nórdico para manter vivas as suas próprias ambições na competição.

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Num momento de euforia coletiva, os deputados noruegueses interromperam a sessão parlamentar para imitar a celebração da remada viking, enviando um alegre sinal de apoio à sua seleção nacional após uma vitória contundente. A cena, descrita como espetacular e perfeitamente sincronizada, transformou o hemiciclo numa alegre demonstração de orgulho nacional.

Stampa latinoamericana/ mercato
trionfopaternalismo

Os parlamentares noruegueses replicaram a viral 'remada viking' que os torcedores popularizaram em escadas rolantes e arquibancadas, transformando o gesto em um símbolo de identidade nacional enraizada na herança escandinava. O ato, proposto pelo presidente do Parlamento, interrompeu brevemente a sessão para torcer pela equipe na Copa do Mundo, mostrando como futebol e tradição se fundem em uma exibição festiva.

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