
Paraguai elimina Alemanha nos pênaltis e faz história no Mundial 2026
Com atuação heroica do goleiro Orlando Gill, a Albirroja venceu a tetracampeã mundial por 4-3 nas penalidades após empate em 1-1 e avançou às oitavas de final.
O desfecho da partida em Foxborough entrou para a história do futebol paraguaio. Depois de 120 minutos de resistência e um empate em 1-1, o goleiro Orlando Gill defendeu as cobranças de Kai Havertz e Nick Woltemade, e José Canale converteu o pênalti decisivo após Jonathan Tah isolar o seu, selando a vitória por 4-3 na disputa e a eliminação da Alemanha, que jamais havia perdido uma decisão por pênaltis em Copas do Mundo. A classificação inédita para as oitavas de final, apenas a segunda vez que o Paraguai vence um jogo de mata-mata no torneio, provocou celebrações que ecoaram de Assunção às redes sociais.
O roteiro da partida foi marcado por uma estratégia defensiva disciplinada e lances de controvérsia. Julio Enciso abriu o placar aos 42 minutos do primeiro tempo, cabeceando após cruzamento de Matías Galarza, num raro momento de desatenção da zaga alemã. A reação europeia veio no início da segunda etapa, quando Florian Wirtz serviu Havertz, que testou para o fundo das redes. A Alemanha dominou a posse de bola — mais de 75% — e finalizou 21 vezes, mas esbarrou na solidez paraguaia e nas intervenções de Gill. Na prorrogação, Tah cabeceou para o gol, mas o árbitro marroquino Jalal Jayed anulou o lance após revisão do VAR, interpretando que Waldemar Anton obstruiu o goleiro. A decisão gerou indignação no banco alemão e críticas de analistas na Europa, que a consideraram excessivamente rigorosa.
A eliminação precoce aprofunda a crise da Alemanha em Copas. Desde o título de 2014, a seleção caiu na fase de grupos em 2018 e 2022 e agora, mesmo com o formato ampliado para 48 seleções, não passou das 32. O capitão Joshua Kimmich declarou que a equipe “mereceu ser eliminada” e que o desempenho foi “horrível”. Na imprensa alemã, questionou-se a escolha de alguns cobradores de pênalti e a lentidão na construção ofensiva, enquanto o técnico Julian Nagelsmann resumiu: “Não fizemos o suficiente”. Do lado paraguaio, o discurso foi de exaltação ao sacrifício coletivo. Gustavo Alfaro, técnico da Albirroja, afirmou que “parece que se não sofremos, não vale”, e dedicou a vitória ao povo paraguaio, destacando a compreensão tática dos jogadores para anular os espaços alemães.
A repercussão do resultado transcendeu fronteiras. Na América do Sul, a façanha foi celebrada como um “batacazo” histórico, com a imprensa argentina e brasileira a sublinhar a resiliência defensiva e a frieza nos pênaltis. Veículos europeus, por sua vez, enfatizaram o fracasso alemão e a controvérsia do gol anulado, enquanto analistas internacionais apontaram a vitória paraguaia como uma das maiores surpresas da competição. O Paraguai aguarda agora o vencedor do duelo entre França e Suécia, que se enfrentam na terça-feira, para conhecer o adversário nas oitavas de final, em Filadélfia.
| Imprensa latino-americana | +0.80 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.50 | critical |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
O Paraguai se ergue como símbolo da resiliência latino-americana, humilhando uma potência europeia em declínio.
A narrativa enfatiza a identidade nacional e a vingança histórica, transformando uma partida em uma epopeia de redenção coletiva.
A Alemanha está num beco sem saída: a derrota é apenas um sintoma de um mal-estar profundo e sistémico.
A narrativa adota um tom distante mas crítico, utilizando dados e precedentes para enquadrar o evento como parte de um declínio estrutural em vez de um incidente isolado.
O resultado é um facto: Paraguai ganha, Alemanha perde, sem mais interpretação.
A narrativa evita qualquer julgamento ou contextualização, apresentando o evento como uma simples notícia desportiva desprovida de significados mais amplos.
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