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Sociedade & Culturasexta-feira, 26 de junho de 2026

Papa Leão XIV abre consistório com apelo à paz e evoca a fé do leproso do Evangelho

Na homilia da missa de abertura, o pontífice pediu que os conflitos sejam resolvidos 'como seres humanos, não como bestas', enquanto cardeais de todo o mundo se reúnem no Vaticano.

«Senhor, se queres, podes curar-me.» A súplica do leproso, registada no Evangelho de Marcos, ecoou na liturgia desta sexta-feira, 26 de junho de 2026, enquanto o Papa Leão XIV dava início ao segundo consistório extraordinário do seu pontificado. A passagem bíblica, que o seu antecessor Francisco comentara em 2015 como um exemplo de fé que ousa romper barreiras, serviu de pano de fundo a uma homilia em que o atual pontífice denunciou as feridas da guerra e apelou à unidade da família humana.

Perante os 241 cardeais reunidos na Basílica de São Pedro, Leão XIV afirmou que «as tensões internacionais e os conflitos ferem gravemente a família humana» e que «a guerra nunca é digna do homem, nem jamais é abençoada por Deus». O Papa, nascido nos Estados Unidos e eleito em maio de 2025, acrescentou que o Criador dotou os seres humanos de inteligência e vontade «para resolver os conflitos como seres humanos, não como bestas, ainda que equipadas com armas hipertecnológicas». A mensagem, duramente criticada pelo presidente norte-americano Donald Trump, segundo a agência AFP, foi acompanhada de um apelo direto ao Colégio Cardinalício: «Preciso do vosso apoio forte, explícito e público. Ajudai-me a escutar o que emerge das igrejas, a não ignorar resistências e incompreensões.»

O consistório, que decorre à porta fechada até sábado, é o segundo encontro plenário de cardeais convocado por Leão XIV e consolida um estilo de governo colegial que analistas italianos descrevem como o de um «tessitore» — um tecelão de consensos. Um livro recém-publicado pelas jornalistas Elisabetta Piqué e Gerard O’Connell, «L’Ultimo Conclave», revela os bastidores da eleição que surpreendeu o mundo ao escolher um candidato sem apoios organizados, mas que acabou por prevalecer graças à convergência entre o impulso reformista e a rejeição de um regresso a modelos centralizadores. A obra documenta como a candidatura de Robert Prevost, até então arcebispo de Chicago, emergiu lentamente num ambiente de manobras discretas e pressões externas, até se impor como a escolha de um papado atento às periferias.

A reunião dos cardeais é observada com expectativa em várias regiões do mundo católico. O cardeal Jean-Paul Vesco, arcebispo de Argel, resumiu o espírito do encontro: «É claro que o Papa Leão quer que formemos um colégio, que nos conheçamos uns aos outros. Quanto mais tivermos estas reuniões, mais unidos estaremos.» Na América Latina, onde a memória do pontificado de Francisco permanece viva, a ênfase na sinodalidade e na escuta das igrejas locais é recebida como um sinal de continuidade. Em África, a recente viagem apostólica de Leão XIV a Angola reforçou a perceção de um pontífice disposto a deslocar o centro de gravidade da Igreja para o Sul global.

No final da homilia, o Papa pediu aos cardeais «franqueza e lealdade» e recordou que «a credibilidade do nosso testemunho» depende da capacidade de viver o ministério com convicção e abertura. A imagem do leproso que se aproxima de Jesus sem medo das convenções sociais ou religiosas pairou sobre a assembleia como um ícone da atitude que Leão XIV espera da Igreja: a coragem de encurtar distâncias, mesmo quando as feridas do mundo parecem intransponíveis.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O papa Leão está a travar uma campanha agressiva contra a doutrina da guerra justa, argumentando que se tornou um pretexto para atacar inimigos. A sua mensagem anti-guerra no consistório e na primeira encíclica suscitou duras críticas do presidente dos EUA, enquadrando a posição do Vaticano como um desafio direto à política de segurança.

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O papa Leão, hábil tecelão da unidade, reuniu os cardeais para enfrentar os sofrimentos globais e a cultura do poder, exortando a resolver os conflitos como seres humanos e não como feras. O consistório é celebrado como mais uma prova da sua liderança inspirada, focada em construir pontes e curar as fraturas do mundo contemporâneo em nome do Evangelho.

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Papa Leão XIV abre consistório com apelo à paz e evoca a fé do leproso do Evangelho

Na homilia da missa de abertura, o pontífice pediu que os conflitos sejam resolvidos 'como seres humanos, não como bestas', enquanto cardeais de todo o mundo se reúnem no Vaticano.

«Senhor, se queres, podes curar-me.» A súplica do leproso, registada no Evangelho de Marcos, ecoou na liturgia desta sexta-feira, 26 de junho de 2026, enquanto o Papa Leão XIV dava início ao segundo consistório extraordinário do seu pontificado. A passagem bíblica, que o seu antecessor Francisco comentara em 2015 como um exemplo de fé que ousa romper barreiras, serviu de pano de fundo a uma homilia em que o atual pontífice denunciou as feridas da guerra e apelou à unidade da família humana.

Perante os 241 cardeais reunidos na Basílica de São Pedro, Leão XIV afirmou que «as tensões internacionais e os conflitos ferem gravemente a família humana» e que «a guerra nunca é digna do homem, nem jamais é abençoada por Deus». O Papa, nascido nos Estados Unidos e eleito em maio de 2025, acrescentou que o Criador dotou os seres humanos de inteligência e vontade «para resolver os conflitos como seres humanos, não como bestas, ainda que equipadas com armas hipertecnológicas». A mensagem, duramente criticada pelo presidente norte-americano Donald Trump, segundo a agência AFP, foi acompanhada de um apelo direto ao Colégio Cardinalício: «Preciso do vosso apoio forte, explícito e público. Ajudai-me a escutar o que emerge das igrejas, a não ignorar resistências e incompreensões.»

O consistório, que decorre à porta fechada até sábado, é o segundo encontro plenário de cardeais convocado por Leão XIV e consolida um estilo de governo colegial que analistas italianos descrevem como o de um «tessitore» — um tecelão de consensos. Um livro recém-publicado pelas jornalistas Elisabetta Piqué e Gerard O’Connell, «L’Ultimo Conclave», revela os bastidores da eleição que surpreendeu o mundo ao escolher um candidato sem apoios organizados, mas que acabou por prevalecer graças à convergência entre o impulso reformista e a rejeição de um regresso a modelos centralizadores. A obra documenta como a candidatura de Robert Prevost, até então arcebispo de Chicago, emergiu lentamente num ambiente de manobras discretas e pressões externas, até se impor como a escolha de um papado atento às periferias.

A reunião dos cardeais é observada com expectativa em várias regiões do mundo católico. O cardeal Jean-Paul Vesco, arcebispo de Argel, resumiu o espírito do encontro: «É claro que o Papa Leão quer que formemos um colégio, que nos conheçamos uns aos outros. Quanto mais tivermos estas reuniões, mais unidos estaremos.» Na América Latina, onde a memória do pontificado de Francisco permanece viva, a ênfase na sinodalidade e na escuta das igrejas locais é recebida como um sinal de continuidade. Em África, a recente viagem apostólica de Leão XIV a Angola reforçou a perceção de um pontífice disposto a deslocar o centro de gravidade da Igreja para o Sul global.

No final da homilia, o Papa pediu aos cardeais «franqueza e lealdade» e recordou que «a credibilidade do nosso testemunho» depende da capacidade de viver o ministério com convicção e abertura. A imagem do leproso que se aproxima de Jesus sem medo das convenções sociais ou religiosas pairou sobre a assembleia como um ícone da atitude que Leão XIV espera da Igreja: a coragem de encurtar distâncias, mesmo quando as feridas do mundo parecem intransponíveis.

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O papa Leão está a travar uma campanha agressiva contra a doutrina da guerra justa, argumentando que se tornou um pretexto para atacar inimigos. A sua mensagem anti-guerra no consistório e na primeira encíclica suscitou duras críticas do presidente dos EUA, enquadrando a posição do Vaticano como um desafio direto à política de segurança.

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TriunfoPragmatismo

O papa Leão, hábil tecelão da unidade, reuniu os cardeais para enfrentar os sofrimentos globais e a cultura do poder, exortando a resolver os conflitos como seres humanos e não como feras. O consistório é celebrado como mais uma prova da sua liderança inspirada, focada em construir pontes e curar as fraturas do mundo contemporâneo em nome do Evangelho.

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