
Lágrimas de alívio: Elanga chora ao julgar Suécia eliminada, mas equipa segue no Mundial
O avançado sueco caiu em pranto no relvado após o empate com o Japão, convencido de que o resultado não bastava, até ser informado pelos colegas de que a seleção estava apurada para os 16 avos.
O apito final do Suécia-Japão, na última jornada do Grupo F do Mundial 2026, selou um empate a uma bola e desencadeou uma cena de desespero que correu o planeta. Anthony Elanga, autor do golo do empate, atirou-se ao relvado e rompeu em lágrimas, certo de que a sua seleção estava fora da competição. Só depois de os companheiros o rodearem e lhe explicarem que a igualdade garantia o apuramento como um dos melhores terceiros colocados é que o extremo de 24 anos se recompôs, entre o alívio e o embaraço.
O lance que definiu o encontro nasceu dos pés de Elanga, que respondeu à desvantagem inicial com um remate de pé esquerdo. A partir daí, o jogador do Newcastle United multiplicou-se em esforços, acreditando que só a vitória interessava. Aflito com cãibras, gritava aos colegas que continuassem a pressionar, sem perceber que o ponto bastava. O guarda-redes Jacob Widell Zetterstrom, também ele estreante em Mundiais, admitiu depois estar “igualmente às escuras”. O selecionador Graham Potter reagiu com uma gargalhada em conferência de imprensa: “Não podia ter sido mais claro. Ele obviamente estava a pensar noutra coisa, coitado. Adoro-o neste momento, mas, meu Deus!”.
A confusão de Elanga ilustra a complexidade do novo formato da prova, alargada a 46 seleções. Pela primeira vez, os oito melhores terceiros classificados entre todos os grupos seguem para os 16 avos de final, o que obriga a cálculos intrincados. A Suécia terminou o Grupo F atrás dos Países Baixos e do Japão, somando quatro pontos, com um saldo de golos neutro e sete golos marcados – números que a colocaram no topo da tabela dos terceiros, à frente de Equador e Bósnia, também já apurados.
Na perspetiva de observadores em Lisboa, o episódio sublinha a pressão psicológica que recai sobre os jovens futebolistas em torneios de máxima exigência, mas também revela a dificuldade de comunicação dentro do próprio balneário. Já no Brasil, a reação de Elanga foi lida como um retrato da paixão e do sofrimento que o futebol provoca, ecoando imagens de outros momentos de catarse coletiva. A imprensa sueca, por seu turno, destacou a reprimenda bem-humorada do colega Alexander Isak, que admitiu ter dado “um pequeno raspanete” no avançado por não ter ouvido as instruções prévias.
Com o apuramento assegurado, a Suécia aguarda agora a definição dos restantes grupos para conhecer o adversário na próxima eliminatória. O sorteio dos 16 avos colocará os nórdicos frente a um dos primeiros classificados de outra zona, num duelo que testará a solidez defensiva e a capacidade de reação de uma equipa que, mesmo sem plena consciência das regras, já mostrou saber sofrer – e sobreviver.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imagem surreal de Elanga aos prantos, certo da eliminação enquanto a Suécia já estava classificada, viralizou. O novo formato com 46 seleções confundiu até os protagonistas, proporcionando um momento de pura comédia involuntária.
Elanga não percebeu que o empate era suficiente para avançar e, enquanto os companheiros festejavam, ficou prostrado no relvado. O treinador e os jogadores explicaram-lhe depois a situação, sublinhando a importância de conhecer o regulamento do novo Mundial alargado.
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