
Osmar deixa o Persepolis e Vitor Pereira cai por e-mail: a dança dos treinadores
Enquanto o Persepolis oficializa a saída do brasileiro e negocia com Dragan Skočić, o Nottingham Forest comunica a demissão do português a dois minutos do fim do contrato.
O Persepolis encerrou oficialmente a passagem do técnico brasileiro Osmar Loss Vieira, que comandou a equipa durante seis meses. A decisão foi comunicada após uma reunião entre o treinador, os seus dois assistentes e o diretor-executivo do clube, Peyman Haddadi, na sede da agremiação, em Teerão. A rescisão ocorre num momento de turbulência: o Persepolis perdeu para o Chadormalu num torneio de três equipas e ficou sem vaga nas competições asiáticas da próxima temporada. O contrato de Vieira, que previa renovação automática apenas em caso de título nacional ou satisfação da direção, não foi ativado. Na imprensa iraniana, a saída é tratada como um desfecho esperado, mas o processo de sucessão expõe hesitações. O favorito para o cargo, o croata Dragan Skočić, já tem um princípio de acordo, porém o anúncio oficial foi adiado. Fontes em Teerão divergem sobre os motivos: há relatos de que o principal acionista, o Bank Shahr, teria recuado no apoio financeiro após os maus resultados, enquanto outras apurações indicam que o banco não criou obstáculos e a demora se deve a questões administrativas internas do clube. Paralelamente, o antigo internacional iraniano Khodadad Azizi recusou o cargo de team manager, alegando a indecisão reinante na direção.
Do outro lado do mapa, o português Vitor Pereira foi despedido do Nottingham Forest de forma insólita. O clube inglês comunicou o fim do vínculo por correio eletrónico às 23h58 de terça-feira, dois minutos antes de expirar uma cláusula de rescisão prevista para junho. Pereira, que tinha contrato até 2026, conduziu a equipa à permanência na Premier League e às meias-finais da Liga Europa, mas a direção optou por “seguir noutra direção”, segundo a imprensa britânica. O treinador reagiu com surpresa: “Embora esta decisão tenha surgido como uma completa surpresa e sem qualquer aviso, respeito inteiramente o direito do clube de tomar as decisões que entende serem as melhores para o seu futuro”, declarou. O nome do austríaco Oliver Glasner, que deixou o Crystal Palace, é apontado como provável substituto.
A passagem de Vitor Pereira pelo futebol brasileiro confere à sua demissão uma ressonância particular entre observadores no Brasil. Em 2022, ele levou o Corinthians à final da Copa do Brasil, mas deixou o clube alegando problemas de saúde da sogra e, semanas depois, assumiu o Flamengo. A mudança foi recebida como traição por parte da torcida corintiana. No Flamengo, a estadia foi curta e turbulenta: vice-campeão da Supercopa do Brasil, da Recopa Sul-Americana e da Taça Guanabara, além de eliminado no Mundial de Clubes, foi demitido em abril de 2023. Agora, a saída do Nottingham Forest por e-mail reacende o debate sobre a precariedade dos contratos de treinadores e a frieza das decisões empresariais no futebol europeu.
Em Lisboa, a notícia da demissão de Pereira ecoa num momento em que vários técnicos portugueses circulam por ligas estrangeiras. A forma da comunicação — um e-mail a dois minutos do prazo — é vista como um sinal de desgaste nas relações contratuais, mesmo após uma campanha europeia de destaque. Já em Teerão, a indefinição no Persepolis reflete as dificuldades de gestão de um clube que, apesar da enorme base de adeptos, lida com limitações financeiras e pressões políticas. A contratação de Skočić, se confirmada, representará o regresso de um treinador que já comandou a seleção iraniana e o Tractor, rival regional, o que adiciona uma camada de expectativa e controvérsia.
Enquanto o Persepolis tenta finalizar o acordo com Skočić para iniciar o planeamento da próxima época, Vitor Pereira deixa o City Ground com um agradecimento formal e um futuro em aberto. Ambos os episódios ilustram a volatilidade do cargo de treinador, seja pela porta da frente, em Teerão, seja por uma mensagem eletrónica, em Nottingham.
| Imprensa iraniana e afins | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
The club thanks Osmar for his commitment and prepares to welcome Skocic.
By emphasizing the thanks and the immediate replacement, the departure is normalized and the impact of the defeat is minimized.
The separation is consensual and the club moves on with a new coach.
By reporting only the essential facts without commentary, the event is presented as a normal transition.
The atlantica bloc omits the recent defeat that ended Persepolis' Asian hopes and the emotional context of the departure.
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