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Economia e Mercadossexta-feira, 3 de julho de 2026

Onda global de acordos e apreensões mira ilícitos financeiros e comerciais

Bank of Baroda e Alibaba encerram disputas por US$ 600 milhões cada; Índia acelera composição de casos cambiais, enquanto Dubai e Colômbia desmantelam redes de contrabando.

Duas instituições de peso concordaram em pagar US$ 600 milhões cada para encerrar investigações e litígios transfronteiriços, num movimento que ilustra a preferência por acordos extrajudiciais em casos complexos. O Bank of Baroda, segundo maior banco público da Índia, anunciou na quinta-feira um pagamento de US$ 600 milhões aos administradores da NMC Health, empresa de saúde dos Emirados Árabes Unidos que colapsou em 2020 com mais de US$ 4 mil milhões em dívidas ocultas. O acordo, sem admissão de culpa, resolve processos nos tribunais de Abu Dhabi e de Inglaterra e País de Gales, e fez as ações do banco caírem 4%. No mesmo dia, o Departamento de Justiça dos EUA revelou que a gigante chinesa de comércio eletrónico Alibaba e o seu processador de pagamentos nos Estados Unidos pagarão também US$ 600 milhões para encerrar alegações de que não impediram a venda ilegal de medicamentos, produtos químicos e equipamentos de contrafação farmacêutica nas suas plataformas.

Os dois casos partilham a lógica de evitar litígios prolongados e reforçar programas de conformidade. No caso do Bank of Baroda, os administradores da NMC, apoiados pela consultora Alvarez & Marsal, alegavam que a sucursal do banco em Abu Dhabi processou pagamentos fraudulentos sem as devidas verificações de combate ao branqueamento de capitais e de conhecimento do cliente, contribuindo para a ocultação da real situação financeira da empresa. O banco nega qualquer irregularidade, mas o valor do acordo supera em mais do dobro a exposição de US$ 253 milhões que reportara em 2020. Já a Alibaba admitiu que, entre 2016 e 2024, não impediu cerca de 80 mil vendas de produtos ilegais importados, num valor combinado superior a US$ 200 milhões, e comprometeu-se a melhorar os seus sistemas de controlo. Em ambos os acordos, não houve admissão formal de responsabilidade criminal.

A tendência para a resolução negociada estende-se a outras jurisdições. Na Índia, a Diretoria de Execução (ED) obteve autorização do banco central para encerrar, nos últimos 15 meses, mais de 150 processos ao abrigo da lei cambial (Fema), através de composições que incluem o pagamento de penalidades. Casos como o do Apollo Hospitals, que pagou cerca de 17 milhões de rupias, e de subsidiárias da Flipkart e da Genpact foram arquivados, num esforço que, segundo o diretor da ED, Rahul Navin, substitui um modelo punitivo por um facilitador, melhorando o ambiente de negócios. Paralelamente, operações de fiscalização mostram a face repressiva do combate ao comércio ilícito: no Dubai, a alfândega e a polícia apreenderam 278.850 comprimidos de pregabalina, um psicotrópico controlado, após um alerta gerado por inteligência artificial; na Colômbia, a DIAN e a polícia fiscal interceptaram dois camiões com têxteis e artigos de marroquinaria sem documentação legal, avaliados em 5 mil milhões de pesos, e desmantelaram três pontos de distribuição em Bogotá, num golpe total de 6,65 mil milhões de pesos.

Para os países lusófonos, estes desenvolvimentos sublinham a importância de quadros de conformidade robustos para empresas com operações internacionais. O acordo do Bank of Baroda será distribuído pelos credores da NMC, encerrando um dos maiores litígios bancários transfronteiriços envolvendo um banco indiano. A Alibaba terá de demonstrar a eficácia das suas novas políticas de controlo. Na Índia, a centralização dos casos Fema e a aposta na composição deverá acelerar a resolução de pendências. O próximo marco a observar será a implementação efetiva dos programas de conformidade exigidos e o eventual impacto destes acordos na regulação do setor financeiro e do comércio eletrónico, num contexto de crescente coordenação entre autoridades aduaneiras e de supervisão.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa indiana e sul-asiáticaImprensa do Golfo árabe
Imprensa indiana e sul-asiática
PragmatismoDistanciamento

O banco público indiano Bank of Baroda concordou em pagar 600 milhões de dólares para liquidar as reclamações decorrentes do colapso da NMC Health, encerrando anos de litígio transfronteiriço sem admissão de responsabilidade. O acordo extrajudicial é apresentado como um passo pragmático para evitar batalhas judiciais prolongadas. Paralelamente, as agências de fiscalização indianas estão a acelerar a composição de processos cambiais para reduzir o congestionamento dos tribunais.

Imprensa do Golfo árabe
TriunfoUrgência

As autoridades do Dubai, recorrendo a sistemas de risco baseados em IA, intercetaram uma enorme remessa de 278.850 comprimidos de estupefacientes e desmantelaram um gangue de quatro pessoas. A operação é celebrada como um grande êxito de segurança, demonstrando a integração institucional perfeita entre alfândegas e polícia. A apreensão reforça a imagem do Dubai como fortaleza contra o narcotráfico.

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Onda global de acordos e apreensões mira ilícitos financeiros e comerciais

Bank of Baroda e Alibaba encerram disputas por US$ 600 milhões cada; Índia acelera composição de casos cambiais, enquanto Dubai e Colômbia desmantelam redes de contrabando.

Duas instituições de peso concordaram em pagar US$ 600 milhões cada para encerrar investigações e litígios transfronteiriços, num movimento que ilustra a preferência por acordos extrajudiciais em casos complexos. O Bank of Baroda, segundo maior banco público da Índia, anunciou na quinta-feira um pagamento de US$ 600 milhões aos administradores da NMC Health, empresa de saúde dos Emirados Árabes Unidos que colapsou em 2020 com mais de US$ 4 mil milhões em dívidas ocultas. O acordo, sem admissão de culpa, resolve processos nos tribunais de Abu Dhabi e de Inglaterra e País de Gales, e fez as ações do banco caírem 4%. No mesmo dia, o Departamento de Justiça dos EUA revelou que a gigante chinesa de comércio eletrónico Alibaba e o seu processador de pagamentos nos Estados Unidos pagarão também US$ 600 milhões para encerrar alegações de que não impediram a venda ilegal de medicamentos, produtos químicos e equipamentos de contrafação farmacêutica nas suas plataformas.

Os dois casos partilham a lógica de evitar litígios prolongados e reforçar programas de conformidade. No caso do Bank of Baroda, os administradores da NMC, apoiados pela consultora Alvarez & Marsal, alegavam que a sucursal do banco em Abu Dhabi processou pagamentos fraudulentos sem as devidas verificações de combate ao branqueamento de capitais e de conhecimento do cliente, contribuindo para a ocultação da real situação financeira da empresa. O banco nega qualquer irregularidade, mas o valor do acordo supera em mais do dobro a exposição de US$ 253 milhões que reportara em 2020. Já a Alibaba admitiu que, entre 2016 e 2024, não impediu cerca de 80 mil vendas de produtos ilegais importados, num valor combinado superior a US$ 200 milhões, e comprometeu-se a melhorar os seus sistemas de controlo. Em ambos os acordos, não houve admissão formal de responsabilidade criminal.

A tendência para a resolução negociada estende-se a outras jurisdições. Na Índia, a Diretoria de Execução (ED) obteve autorização do banco central para encerrar, nos últimos 15 meses, mais de 150 processos ao abrigo da lei cambial (Fema), através de composições que incluem o pagamento de penalidades. Casos como o do Apollo Hospitals, que pagou cerca de 17 milhões de rupias, e de subsidiárias da Flipkart e da Genpact foram arquivados, num esforço que, segundo o diretor da ED, Rahul Navin, substitui um modelo punitivo por um facilitador, melhorando o ambiente de negócios. Paralelamente, operações de fiscalização mostram a face repressiva do combate ao comércio ilícito: no Dubai, a alfândega e a polícia apreenderam 278.850 comprimidos de pregabalina, um psicotrópico controlado, após um alerta gerado por inteligência artificial; na Colômbia, a DIAN e a polícia fiscal interceptaram dois camiões com têxteis e artigos de marroquinaria sem documentação legal, avaliados em 5 mil milhões de pesos, e desmantelaram três pontos de distribuição em Bogotá, num golpe total de 6,65 mil milhões de pesos.

Para os países lusófonos, estes desenvolvimentos sublinham a importância de quadros de conformidade robustos para empresas com operações internacionais. O acordo do Bank of Baroda será distribuído pelos credores da NMC, encerrando um dos maiores litígios bancários transfronteiriços envolvendo um banco indiano. A Alibaba terá de demonstrar a eficácia das suas novas políticas de controlo. Na Índia, a centralização dos casos Fema e a aposta na composição deverá acelerar a resolução de pendências. O próximo marco a observar será a implementação efetiva dos programas de conformidade exigidos e o eventual impacto destes acordos na regulação do setor financeiro e do comércio eletrónico, num contexto de crescente coordenação entre autoridades aduaneiras e de supervisão.

Divergência das fontes

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As autoridades do Dubai, recorrendo a sistemas de risco baseados em IA, intercetaram uma enorme remessa de 278.850 comprimidos de estupefacientes e desmantelaram um gangue de quatro pessoas. A operação é celebrada como um grande êxito de segurança, demonstrando a integração institucional perfeita entre alfândegas e polícia. A apreensão reforça a imagem do Dubai como fortaleza contra o narcotráfico.

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