Entrar
Edição das 20:00 CETsegunda-feira, 13 de julho de 2026
311 veículos · 17 idiomas1294 briefing hoje
Energia e Climasegunda-feira, 13 de julho de 2026

Onda de calor leva Irão a iniciar cortes programados e Argélia atinge novo pico de consumo

Com temperaturas acima dos 40 °C, vários países do Médio Oriente e Norte de África registam máximos históricos de procura de eletricidade, forçando medidas de gestão de carga e alertas de estabilidade da rede.

O Irão deu início a apagões programados em várias regiões do país, depois de a procura de eletricidade ter disparado mais de 6.000 megawatts (MW) numa semana, um aumento de cerca de 10% atribuído à vaga de calor que atinge o país. A empresa estatal Tavanir confirmou que as centrais operam já à capacidade máxima e que a continuação dos cortes dependerá da evolução da temperatura e de uma redução de pelo menos 5% no consumo por parte dos clientes. Em paralelo, a Argélia registou, pelo segundo dia consecutivo, um novo máximo histórico de consumo, ao atingir 21.378 MW, valor que supera o pico de 2025 e que coincide com uma onda de calor extremo e humidade elevada em várias províncias.

A pressão sobre os sistemas elétricos resulta de um duplo efeito das temperaturas elevadas: o aumento da utilização de equipamentos de refrigeração, que em países como o Irão representa a principal fatia da carga no verão, e a redução do rendimento das próprias centrais, que perdem eficiência quando o calor dificulta o arrefecimento dos equipamentos. No Uzbequistão, o Ministério da Energia projetou que o consumo diário poderá atingir um recorde de 280 milhões de kWh, com picos de carga entre 13 e 13,3 GW, e determinou o reforço da prontidão das equipas de emergência, a aceleração de reparações programadas e a suspensão temporária de operações de carga e descarga de gás liquefeito nos períodos de maior calor.

Na perspetiva de Teerão, a gestão da rede conta com um plano de aviso prévio de dois dias para os cortes programados, mas as autoridades reconhecem que a margem de manobra é estreita. O diretor de gestão de energia da Tavanir sublinhou que o calor afeta simultaneamente a oferta e a procura, e que a poupança dos consumidores — como regular os termostatos para 25 °C ou evitar o uso simultâneo de grandes eletrodomésticos nas horas de ponta — é o fator determinante para evitar apagões mais prolongados. Já o Líbano, com uma capacidade de produção disponível de apenas 500 MW, muito aquém dos cerca de 1.000 MW necessários para estabilizar a rede, enfrenta um risco diário de apagão geral (blackout). A empresa pública Electricité du Liban atribuiu a redução das horas de fornecimento — atualmente cerca de quatro horas diárias — à subida dos preços dos combustíveis e às limitações operacionais, e disponibilizou dados de consumo por subestação para assegurar transparência na distribuição.

A situação deverá agravar-se nos próximos dias. As previsões meteorológicas apontam para a continuação do calor extremo, com o Irão a antecipar que a procura possa ultrapassar os 75.500 MW e o Uzbequistão a preparar-se para temperaturas de até 47 °C no sul. As medidas de gestão da procura, incluindo a possibilidade de as indústrias iranianas recorrerem a certificados de poupança ou à importação de eletricidade para manter a produção, serão postas à prova. O próximo marco a observar será a evolução dos consumos nos dias de maior calor, em particular na quarta-feira, e a eventual necessidade de alargar os cortes programados para além do inicialmente previsto.

Divergência — quem conta como
0%Baixa
3 blocos · posições de 0.00 a 0.00
CríticoFavorável
IRNRUSALM
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa iraniana e afins0.00neutral
Imprensa russa e CEI0.00neutral
Imprensa árabe Levante-Magrebe0.00neutral
Imprensa iraniana e afins0.00
Voz

O Irã gerencia a crise com responsabilidade compartilhada e transparência técnica.

Mecanismopaternalismo istituzionale

Ao apresentar os cortes como uma medida preventiva e temporária e pedir a cooperação dos cidadãos, a situação é normalizada e a capacidade do sistema não é questionada.

Omissão

Omite qualquer crítica ao planejamento energético ou falta de investimento, apresentando os cortes como uma medida temporária gerenciável.

PragmatismoUrgênciaPaternalismo
Imprensa russa e CEI0.00
Voz

A Rússia prevê um recorde de consumo no Uzbequistão sem alarmismo.

Mecanismoprevisione tecnica

Ao limitar-se a dados numéricos e previsões, evita-se qualquer julgamento ou responsabilidade, parecendo objetivo.

Omissão

Omite qualquer discussão sobre consequências sociais ou possibilidade de apagões, limitando-se a uma previsão técnica.

DistanciamentoPragmatismo
Imprensa árabe Levante-Magrebe0.00
Voz

A Argélia celebra novos recordes de consumo; o Líbano pede desculpas pelo fornecimento escasso.

Mecanismospiegazione difensiva

A Argélia usa recordes para mostrar a capacidade do sistema; o Líbano culpa fatores externos (preços dos combustíveis) para evitar críticas internas.

Omissão

A Argélia omite qualquer menção a possíveis interrupções ou estresse na rede; o Líbano omite suas próprias ineficiências operacionais, atribuindo tudo aos preços dos combustíveis.

PragmatismoUrgência

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
El Mala fica no Colônia após veto da mãe, e Nuremberga sonha com nova venda milionária·EUA usam drones marítimos pela primeira vez em ataque a base naval iraniana·Juíza anula acordo de Trump com o fisco e sanciona advogados por litigância de má-fé·Tom Kim encerra jejum de três anos com vitória no Scottish Open e mira o British Open·Ataque aéreo saudita a Sanaa e retaliação houthi encerram fase de redução de tensão no Iémen·EUA sancionam turismo e milícias de Cuba em nova escalada de pressão·EUA retomam bloqueio naval ao Irão e anunciam cobrança de 20% sobre cargas no Estreito de Ormuz·Homem armado detido em barreira de segurança do Capitólio dos EUA·El Mala fica no Colônia após veto da mãe, e Nuremberga sonha com nova venda milionária·EUA usam drones marítimos pela primeira vez em ataque a base naval iraniana·Juíza anula acordo de Trump com o fisco e sanciona advogados por litigância de má-fé·Tom Kim encerra jejum de três anos com vitória no Scottish Open e mira o British Open·Ataque aéreo saudita a Sanaa e retaliação houthi encerram fase de redução de tensão no Iémen·EUA sancionam turismo e milícias de Cuba em nova escalada de pressão·EUA retomam bloqueio naval ao Irão e anunciam cobrança de 20% sobre cargas no Estreito de Ormuz·Homem armado detido em barreira de segurança do Capitólio dos EUA·
Atualizado 18:033 idiomas · 8 veículos
8 veículos|3 idiomas|3 min de leitura
segunda-feira, 13 de julho de 2026

Onda de calor leva Irão a iniciar cortes programados e Argélia atinge novo pico de consumo

Com temperaturas acima dos 40 °C, vários países do Médio Oriente e Norte de África registam máximos históricos de procura de eletricidade, forçando medidas de gestão de carga e alertas de estabilidade da rede.

O Irão deu início a apagões programados em várias regiões do país, depois de a procura de eletricidade ter disparado mais de 6.000 megawatts (MW) numa semana, um aumento de cerca de 10% atribuído à vaga de calor que atinge o país. A empresa estatal Tavanir confirmou que as centrais operam já à capacidade máxima e que a continuação dos cortes dependerá da evolução da temperatura e de uma redução de pelo menos 5% no consumo por parte dos clientes. Em paralelo, a Argélia registou, pelo segundo dia consecutivo, um novo máximo histórico de consumo, ao atingir 21.378 MW, valor que supera o pico de 2025 e que coincide com uma onda de calor extremo e humidade elevada em várias províncias.

A pressão sobre os sistemas elétricos resulta de um duplo efeito das temperaturas elevadas: o aumento da utilização de equipamentos de refrigeração, que em países como o Irão representa a principal fatia da carga no verão, e a redução do rendimento das próprias centrais, que perdem eficiência quando o calor dificulta o arrefecimento dos equipamentos. No Uzbequistão, o Ministério da Energia projetou que o consumo diário poderá atingir um recorde de 280 milhões de kWh, com picos de carga entre 13 e 13,3 GW, e determinou o reforço da prontidão das equipas de emergência, a aceleração de reparações programadas e a suspensão temporária de operações de carga e descarga de gás liquefeito nos períodos de maior calor.

Na perspetiva de Teerão, a gestão da rede conta com um plano de aviso prévio de dois dias para os cortes programados, mas as autoridades reconhecem que a margem de manobra é estreita. O diretor de gestão de energia da Tavanir sublinhou que o calor afeta simultaneamente a oferta e a procura, e que a poupança dos consumidores — como regular os termostatos para 25 °C ou evitar o uso simultâneo de grandes eletrodomésticos nas horas de ponta — é o fator determinante para evitar apagões mais prolongados. Já o Líbano, com uma capacidade de produção disponível de apenas 500 MW, muito aquém dos cerca de 1.000 MW necessários para estabilizar a rede, enfrenta um risco diário de apagão geral (blackout). A empresa pública Electricité du Liban atribuiu a redução das horas de fornecimento — atualmente cerca de quatro horas diárias — à subida dos preços dos combustíveis e às limitações operacionais, e disponibilizou dados de consumo por subestação para assegurar transparência na distribuição.

A situação deverá agravar-se nos próximos dias. As previsões meteorológicas apontam para a continuação do calor extremo, com o Irão a antecipar que a procura possa ultrapassar os 75.500 MW e o Uzbequistão a preparar-se para temperaturas de até 47 °C no sul. As medidas de gestão da procura, incluindo a possibilidade de as indústrias iranianas recorrerem a certificados de poupança ou à importação de eletricidade para manter a produção, serão postas à prova. O próximo marco a observar será a evolução dos consumos nos dias de maior calor, em particular na quarta-feira, e a eventual necessidade de alargar os cortes programados para além do inicialmente previsto.

Divergência — quem conta como
0%Baixa
3 blocos · posições de 0.00 a 0.00
CríticoFavorável
IRNRUSALM
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa iraniana e afins0.00neutral
Imprensa russa e CEI0.00neutral
Imprensa árabe Levante-Magrebe0.00neutral
Imprensa iraniana e afins0.00
Voz

O Irã gerencia a crise com responsabilidade compartilhada e transparência técnica.

Mecanismopaternalismo istituzionale

Ao apresentar os cortes como uma medida preventiva e temporária e pedir a cooperação dos cidadãos, a situação é normalizada e a capacidade do sistema não é questionada.

Omissão

Omite qualquer crítica ao planejamento energético ou falta de investimento, apresentando os cortes como uma medida temporária gerenciável.

PragmatismoUrgênciaPaternalismo
Imprensa russa e CEI0.00
Voz

A Rússia prevê um recorde de consumo no Uzbequistão sem alarmismo.

Mecanismoprevisione tecnica

Ao limitar-se a dados numéricos e previsões, evita-se qualquer julgamento ou responsabilidade, parecendo objetivo.

Omissão

Omite qualquer discussão sobre consequências sociais ou possibilidade de apagões, limitando-se a uma previsão técnica.

DistanciamentoPragmatismo
Imprensa árabe Levante-Magrebe0.00
Voz

A Argélia celebra novos recordes de consumo; o Líbano pede desculpas pelo fornecimento escasso.

Mecanismospiegazione difensiva

A Argélia usa recordes para mostrar a capacidade do sistema; o Líbano culpa fatores externos (preços dos combustíveis) para evitar críticas internas.

Omissão

A Argélia omite qualquer menção a possíveis interrupções ou estresse na rede; o Líbano omite suas próprias ineficiências operacionais, atribuindo tudo aos preços dos combustíveis.

PragmatismoUrgência

Esta notícia apareceu em

8 veículos · 3 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Trump anuncia controlo do Estreito de Ormuz e impõe taxa de 20% sobre cargas

6 idiomas · 44 veículos

De Economy & Markets

Corrida da IA vira disputa por eficiência de custos

6 idiomas · 16 veículos

De Technology

China lança organização global de IA e acelera regras domésticas enquanto divide parceiros

3 idiomas · 5 veículos

Ler mais