
Onda de calor extremo atinge costa leste dos EUA e ameaça celebrações do 4 de Julho e jogos do Mundial
Mais de 180 milhões de pessoas estão sob alerta de calor extremo, com temperaturas a superar os 38°C e sensação térmica de até 46°C, enquanto redes elétricas operam em emergência.
Uma cúpula de calor estacionada sobre o leste dos Estados Unidos expôs mais de 180 milhões de pessoas a temperaturas extremas e humidade sufocante esta sexta-feira, de acordo com o Centro de Previsão Meteorológica dos EUA. Os avisos de calor excessivo estendem-se do Kansas ao Maine e do Michigan ao Alabama, abrangendo grandes centros urbanos como Nova Iorque, Filadélfia, Boston e Washington D.C. Na quinta-feira, o termómetro em Central Park atingiu os 38°C, o dia mais quente na cidade desde 2012, e registos históricos foram batidos em localidades tão distantes como Caribou, no Maine, e Chattanooga, no Tennessee.
A intensidade do fenómeno coincide com o fim de semana prolongado do feriado da independência e com jogos do Campeonato do Mundo de futebol, incluindo o encontro entre Brasil e Noruega no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, no domingo. As autoridades meteorológicas preveem que a sensação térmica possa alcançar os 46°C em Washington D.C. e Nova Iorque durante as celebrações do 250.º aniversário da Declaração de Independência. Em Miami, onde Argentina e Cabo Verde se defrontam, a temperatura sentida à hora do jogo deverá rondar os 38°C, levando o sindicato de jogadores a pedir o adiamento de partidas por condições inseguras e a FIFA a impor pausas de hidratação obrigatórias.
A procura de eletricidade para refrigeração levou a operadora da maior rede do país, a PJM Interconnection, a declarar estado de emergência pelo terceiro dia consecutivo e a ordenar que todas as centrais funcionem à capacidade máxima. Cerca de 71 mil clientes ficaram sem energia na manhã de sexta-feira, segundo dados do PowerOutage.com. Em Brooklyn, a Consolidated Edison pediu a 133 mil consumidores que reduzissem o consumo e limitou o fluxo de tensão em 8% para permitir reparações seguras. O risco de falhas em equipamentos críticos aumenta com a procura elevada e sustentada, e as redes que habitualmente partilham reservas podem restringir o fornecimento a vizinhos para manter a estabilidade dos seus próprios sistemas.
A onda de calor insere-se num padrão global de temperaturas recorde, com a Organização Meteorológica Mundial a indicar que o início de julho de 2023 foi o mais quente de sempre e que os dias 21 a 23 de julho de 2024 foram os três dias mais quentes já registados. As autoridades de saúde alertam que o calor é a principal causa de morte relacionada com fenómenos meteorológicos nos EUA, e recomendam hidratação frequente, evitar a exposição solar direta nas horas de maior intensidade e verificar o estado de vizinhos idosos ou vulneráveis. Em Washington, os festejos do sábado tiveram a abertura ao público adiada várias horas, e em várias cidades desfiles foram encurtados ou cancelados.
A previsão aponta para uma ligeira atenuação das temperaturas a partir de domingo, com a deslocação da cúpula de calor para oeste, mas o Serviço Meteorológico Nacional mantém os alertas para a costa leste durante o fim de semana. A situação permanece sob monitorização, com as redes elétricas ainda sob pressão e as autoridades locais a apelar à poupança de energia.
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
| Imprensa russa e CEI | −0.30 | critical |
The US heatwave does not deserve coverage; priorities lie elsewhere.
The global event is ignored in favor of local news, implicitly denying its relevance.
No data or context about the heatwave is mentioned, despite it being a documented extreme weather event.
The American heatwave is a warning for Europe: we must prepare.
A US event is turned into a universal lesson, using local coverage of the French heatwave to create an immediate parallel.
The specific infrastructure details of the US are not explored, nor are different scales of intervention compared.
The heat in the US is not our concern; we have our own emergencies.
A local weather event (Moscow rains) is juxtaposed to diminish the importance of the US heatwave, suggesting every country has its own challenges.
No data on the scale of the heatwave is provided, nor is the global nature of the climate phenomenon acknowledged.
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