
Wyndham Clark assume liderança folgada no US Open após dia de nevoeiro e ventos imprevisíveis
Antigo campeão aproveita condições amenas ao fim do dia para abrir quatro tacadas de vantagem, enquanto Jason Day abandona por lesão e Keith Mitchell protagoniza volta insólita.
O regresso do US Open a Shinnecock Hills, em Southampton, Nova Iorque, começou com um protagonista inesperado a ditar o ritmo. Wyndham Clark, vencedor em 2023, capitalizou um atraso de duas horas provocado pelo nevoeiro matinal para assinar seis pancadas abaixo do par nos primeiros dezasseis buracos, isolando-se com quatro de vantagem sobre um grupo de perseguidores que inclui quatro antigos campeões — Jon Rahm, Matt Fitzpatrick, Gary Woodland e Dustin Johnson — todos ainda com a ronda por concluir. A suspensão por falta de luz obrigou metade do field a regressar na manhã de sexta-feira, mas Clark já deixou a sua marca: um eagle e cinco birdies que transformaram uma tarde de vento moderado numa exibição de autoridade.
Enquanto os últimos grupos beneficiavam de rajadas menos severas do que o previsto, a sessão matinal testou a paciência das estrelas. Rory McIlroy, campeão do Masters e número dois mundial, entregou um cartão de 69 pancadas (-1) que considerou «um bom resultado» face ao trauma de 2018, quando um 80 o afastou do corte neste mesmo palco. O sueco Ludvig Åberg, também com 69, impressionou nos greens depois de trocar de putter, confirmando a solidez que o torna candidato a um primeiro major. Já o número um Scottie Scheffler, no dia em que completava 30 anos e iniciava a tentativa de fechar o Grand Slam da carreira, viveu uma montanha-russa de quatro birdies, quatro bogeys e um duplo bogey para um 72 (+2) que o deixa a oito pancadas da liderança provisória.
A jornada ficou igualmente marcada pela desistência do australiano Jason Day, que abandonou a meio da volta com dores nas costas depois de um triplo bogey no buraco 1, e pela ronda esquizofrénica de Keith Mitchell: seis pancadas perdidas nos primeiros nove buracos, seis ganhas nos segundos, num cartão de 41-29 que entrou para a história do torneio. O amador norte-americano Ryder Cowan, de 21 anos, conseguiu um 68 (-2) que o coloca entre os líderes que já terminaram, enquanto os argentinos Emiliano Grillo (+3), Alejandro Tosti (+6) e o amador Mateo Pulcini (+5) ficaram abaixo da linha de corte projetada, ilustrando a dureza de um campo que Alex Norén descreveu como «matemática pura».
Para o público lusófono, que acompanha o segundo major da temporada sem representantes diretos no field, a atenção concentra-se nas figuras consagradas e na imprevisibilidade de Shinnecock Hills. A meteorologia continua a ser uma variável central: a organização regou os greens para evitar que o vento forte os tornasse incontroláveis, mas a trégua ao final do dia recompensou quem partiu mais tarde. Com 50 jogadores ainda por concluir a primeira volta e um leaderboard onde coexistem campeões experientes e jovens emergentes, o US Open de 2026 promete manter até domingo a sua reputação de exame mais severo do golfe mundial.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Apesar do nevoeiro e do vento, o sueco Ludvig Åberg começou com uma rodada sólida abaixo do par, mostrando garra ao lado de McIlroy. O primeiro dia do US Open foi difícil, mas o golfista nórdico manteve-se firme.
A desistência no meio da rodada da estrela australiana Jason Day, devido a uma lesão nas costas, marcou o início conturbado do US Open. Em meio a condições brutais e uma despedida atrevida da esposa de Koepka, o torneio começou em alta.
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