
Nasa acelera planos lunares com novas missões e mantém confiança na Blue Origin
Agência anuncia contratos de quase 600 milhões de dólares para quatro pousos robóticos até 2028, enquanto reafirma o foguete New Glenn como peça central da base lunar, apesar da explosão em maio.
A NASA selecionou três empresas — Astrobotic, Firefly Aerospace e Intuitive Machines — para realizar quatro novas missões de pouso na Lua até ao final de 2028, num investimento total de cerca de 600 milhões de dólares. O anúncio, feito a 30 de junho, insere-se no programa de construção de uma base lunar permanente e prevê o transporte de instrumentos científicos que estudarão o ambiente do polo sul, região onde se acredita existirem reservas de gelo de água. Em paralelo, o administrador Jared Isaacman reiterou que o foguete New Glenn, da Blue Origin, continua a ser o “plano A” para o lançamento do módulo de alunissagem Blue Moon, apesar da destruição do veículo e da plataforma de lançamento durante um teste de motores em Cabo Canaveral, a 28 de maio.
A confiança da agência assenta na resposta da empresa de Jeff Bezos, classificada por Isaacman como “impressionante”. O diretor do programa da base lunar, Carlos García-Galán, indicou que a NASA trabalha em estreita colaboração com a Blue Origin para compreender os prazos de recuperação, mas admitiu que estão a ser estudadas “outras opções de lançamento” caso o New Glenn não esteja disponível a tempo. Ainda assim, sublinhou que um eventual atraso até meados de 2027 não teria impacto significativo no calendário da base. A postura reflete uma estratégia mais ampla de acelerar a presença lunar, num contexto em que observadores em Washington notam a pressão para que os Estados Unidos se antecipem à China no estabelecimento do primeiro assentamento permanente no satélite.
Enquanto a arquitetura de transporte é consolidada, a componente robótica regista avanços. O rover protótipo ERNEST, testado no deserto do Colorado, percorreu 26 quilómetros em 37 horas, demonstrando capacidades de autonomia e mobilidade em terrenos extremos que poderão ser aplicadas tanto na Lua como em Marte. A NASA estuda ainda a possibilidade de enviar para o polo sul lunar um modelo de engenharia dos rovers marcianos Curiosity e Perseverance, alimentado por bateria de plutónio, o que lhe permitiria explorar crateras permanentemente sombreadas. Em paralelo, um artigo publicado na revista Ambio propõe a construção de uma instalação de quarentena na Lua para analisar amostras extraterrestres antes do seu envio para a Terra, minimizando riscos de contaminação biológica — uma discussão que ganha relevo à medida que se multiplicam as missões de retorno de material.
O próximo marco factual será o ensaio geral de abastecimento do foguete da missão tripulada Artemis 3 na plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, previsto para o final deste ano. A Blue Origin, por sua vez, comprometeu-se a retomar os voos do New Glenn ainda em 2026, utilizando uma configuração de lançamento alternativa enquanto a plataforma danificada não é reconstruída. A concretização destes passos ditará o ritmo de um programa que, na avaliação de analistas europeus, continua a depender de uma coordenação delicada entre múltiplos fornecedores privados e prazos ambiciosos.
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A NASA fará na quarta-feira uma segunda tentativa de lançar o rebocador robótico LINK para salvar o observatório Swift, que está perdendo altitude rapidamente após mais de duas décadas de serviço. A tentativa anterior foi adiada devido ao mau tempo. O relato é estritamente técnico, sem qualquer menção a programas lunares ou parceiros privados.
A NASA insiste que a Blue Origin continua sendo seu 'plano A' para o retorno à Lua, com o administrador elogiando o progresso da empresa após a explosão de um foguete. Enquanto isso, uma missão robótica de alto risco está em andamento para salvar um telescópio que cai em direção à Terra, e novos contratos foram concedidos para avançar o programa da base lunar.
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