
Mundial 2026: 28 seleções carimbam vaga nas 32 avos; Cabo Verde faz história
Com o novo formato de 48 equipas, oito das dez representantes africanas já estão apuradas, enquanto Brasil e Portugal aguardam definição de adversários.
A goleada da Bélgica por 5-1 sobre a Nova Zelândia e o triunfo magro da Espanha diante do Uruguai (1-0) fecharam a penúltima jornada da fase de grupos e confirmaram 28 seleções nos 32 avos de final do Mundial de 2026. O destaque da noite de sexta-feira foi a inédita classificação de Cabo Verde, que empatou os três jogos do Grupo H e tornou-se a primeira equipa a avançar sem vencer na competição. Senegal, com uma mão cheia de golos sobre o Iraque (5-0), também garantiu lugar como um dos melhores terceiros, enquanto o Gana assegurou a presença na fase a eliminar antes mesmo de defrontar a Croácia, beneficiando da combinação de resultados nos Grupos F e H.
O alargamento para 48 participantes introduziu uma etapa inaugural de 32 avos, alimentada pelos dois primeiros de cada um dos 12 grupos e pelos oito melhores terceiros. Até ao momento, cinco desses terceiros lugares estão ocupados: Suécia, Equador, Bósnia e Herzegovina, Paraguai e Senegal. Do contingente sul-americano, Brasil, Argentina, Colômbia, Equador e Paraguai já têm bilhete, com a seleção canarinha a liderar o Grupo C de forma tranquila. Na perspetiva de Brasília, a campanha sólida mantém a equipa no trilho esperado, enquanto a Colômbia e a Argentina ainda discutem a liderança dos respetivos grupos.
Observadores em Lisboa sublinham que Portugal, tal como a Inglaterra e o Gana, já está matematicamente apurado no Grupo L, mas a posição final – primeiro, segundo ou terceiro – ditará o adversário nos 32 avos. Os campeões europeus de 2016 podem cruzar com Senegal, Colômbia ou até mesmo com o Gana, dependendo do desfecho da última jornada. Do lado africano, analistas celebram o desempenho do continente: seis das dez representantes – África do Sul, Marrocos, Costa do Marfim, Egito, Gana e Cabo Verde – já estão na fase seguinte, um recorde que pode ser ampliado se Argélia ou RD Congo ainda conseguirem um lugar como melhores terceiros.
Restam quatro vagas por preencher: o segundo lugar do Grupo J, onde a Argentina já é primeira, e três lugares de repescagem entre os terceiros classificados. Irão, Coreia do Sul, Escócia, Croácia, Áustria, Argélia, RD Congo e Uzbequistão ainda têm hipóteses matemáticas, mas dependem de uma complexa teia de resultados. Os jogos deste sábado – com destaque para os Grupos J, K e L – vão fechar o quadro e definir os emparelhamentos. Alguns duelos já são conhecidos, como Paraguai-Alemanha e Egito-Austrália, enquanto o Gana sabe que enfrentará Senegal, Portugal ou Colômbia consoante a sua classificação final.
A fase a eliminar arranca na segunda-feira, 29 de junho, e prolonga-se até à final de 20 de julho. O novo figurino, que coloca 32 equipas em modo mata-mata logo à primeira eliminatória, promete um ritmo intenso e deixa pouca margem para erros. Para as seleções lusófonas, o caminho está aberto: Brasil e Portugal miram os favoritos, Cabo Verde já fez história e ainda sonha com mais um capítulo.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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